A faixa reversa que funciona hoje na Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig), no sentido Taguatinga, será desativada neste domingo (13). No lugar dela, os motoristas passam a usar a nova pista de concreto, já liberada até o viaduto em construção em frente à Octogonal, informou a Agência Brasília nesta manhã.
O trecho que perde a faixa reversa fica entre o novo viaduto na entrada do Setor de Indústrias Gráficas (SIG) e o viaduto Luiz Carlos Botelho Ferreira. É o pedaço da via que concentra o maior volume de quem sai do Plano Piloto em direção às cidades do oeste do DF no fim da tarde.
Sudoeste passa a ter três acessos
A mesma mudança libera o acesso ao Sudoeste pela 3ª Avenida. Com isso, quem chega ao bairro passa a ter três opções de entrada: a 3ª Avenida, a 4ª Avenida e o viaduto do Sudoeste.
Até agora, a faixa reversa funcionava como solução provisória enquanto a pista definitiva estava em obras. O desenho em vigor obrigava boa parte dos moradores do Sudoeste a rodar até o viaduto ou a 4ª Avenida para entrar em casa.
Segundo o governo, o ajuste faz parte do avanço das obras de requalificação da Epig e busca ampliar as alternativas de circulação na região.
“A alteração também permitirá a liberação do acesso ao Sudoeste pela 3ª Avenida. Com isso, os motoristas poderão acessar a região pelas 3ª e 4ª avenidas, além do viaduto do Sudoeste”, informou a Agência Brasília.
O que muda na prática para quem dirige
- Faixa reversa: sai de operação no domingo (13) no trecho entre o viaduto do SIG e o viaduto Luiz Carlos Botelho Ferreira.
- Sentido Taguatinga: o fluxo passa para a nova pista de concreto, liberada até a altura do viaduto em construção em frente à Octogonal.
- Acesso ao Sudoeste: a 3ª Avenida entra em operação e se soma à 4ª Avenida e ao viaduto do Sudoeste.
- Sinalização: o trajeto muda de traçado no fim de semana, e quem passa pelo trecho de madrugada ou no início da manhã de domingo encontra a configuração antiga durante a transição.
A obra que mudou o desenho da via
A requalificação da Epig é uma das intervenções viárias mais longas em andamento no Distrito Federal. O projeto prevê faixa exclusiva para os ônibus do BRT no canteiro central, estações, passagens para pedestres e ciclovias, com a construção de nove viadutos ao longo da via. Por causa do porte, a obra foi dividida em seis trechos, executados em frentes separadas.
O investimento anunciado pelo GDF é de R$ 160 milhões no conjunto da intervenção, que se estende até o encontro da Epig com o Eixo Monumental. A Secretaria de Obras e Infraestrutura descreve o resultado final como um corredor com pista de concreto, iluminação nova e separação entre o tráfego de ônibus e o de carros.
O cronograma, porém, já foi revisto mais de uma vez. Reportagem do Correio Braziliense de novembro de 2025 apontava que as obras do Corredor Eixo Oeste, que incluem a Epig, estavam longe da conclusão. O governo não divulgou, na nota deste sábado, nova data de entrega para o conjunto da via nem para o viaduto em construção em frente à Octogonal.
Quem sente o efeito
A Epig liga o Plano Piloto à EPTG e funciona como rota de saída para Taguatinga, Vicente Pires e Águas Claras. Também é o caminho de quem trabalha no SIG e no Setor de Oficinas. Cada mudança de traçado na via se traduz em alteração de rotina para quem faz o percurso duas vezes por dia.
Para quem depende de ônibus, a via é parte do corredor do BRT Oeste, ainda em implantação. Quem usa cartão para pagar a passagem pode conferir os pontos de recarga no mapa dos totens de autoatendimento do Cartão Mobilidade.
O Detran-DF e o DER-DF orientam motoristas a reduzir a velocidade em trechos com sinalização recém-alterada. Nos primeiros dias após uma mudança de traçado, o risco de manobra em cima da hora aumenta, sobretudo em pista de concreto nova, em que as faixas ainda não têm o desgaste que serve de referência visual para o condutor.








