O candidato do Novo ao Governo do Distrito Federal, Kiko Caputo, defendeu nesta sexta-feira (7/8) a criação de um escritório de captação de investimentos e de uma mesa permanente de negociação com o setor privado, em sabatina promovida pela Amcham Brasil. A proposta que organizou a fala foi mudar a matriz econômica do DF para reduzir a dependência do emprego público.
“Nós precisamos mudar a matriz econômica do Distrito Federal para acabar com essa dependência do governo e fazer daqui um lugar de atração de investimentos. Mas como é que a gente pode atrair investimentos sem oferecer o mínimo de infraestrutura?”, afirmou o candidato, segundo o Correio Braziliense, que cobriu o encontro.
Segurança jurídica como condição de entrada
Caputo colocou a previsibilidade das regras como pré-requisito de qualquer política de atração de empresas. A frase com que resumiu o diagnóstico foi direta.
“Sem segurança jurídica, ninguém investe no DF”
Para tratar dos conflitos entre órgãos públicos e empresas, ele defendeu uma mesa permanente de negociação coordenada pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal. A proposta prevê um canal único para processos que hoje circulam entre secretarias sem desfecho, e vem acompanhada da ideia de “uma coordenação central do governo para dar segurança jurídica ao empresário”.
O escritório de investimentos que ele propõe teria a função de captar empresas nacionais e estrangeiras, com atendimento concentrado em um único ponto do governo.
O gargalo de infraestrutura que ele aponta
O candidato usou o fornecimento de energia como exemplo do problema que descreve. Ao citar o caso de uma empresa instalada em área industrial do DF, afirmou: “Essa empresa está instalada há mais de dez anos e até hoje funciona com gerador”.
O argumento sustenta a tese que repetiu ao longo da sabatina: incentivo fiscal não resolve sozinho se a empresa não encontra energia, saneamento e acesso viário no terreno onde pretende operar.
A Amcham Brasil é a câmara de comércio que reúne empresas com operação no Brasil e nos Estados Unidos. O formato de sabatina concentra as perguntas em economia, tributação e ambiente regulatório, e funciona como um dos primeiros testes públicos dos programas de governo antes do início da propaganda eleitoral em rádio e televisão.
Caputo não citou o nome da empresa nem a área industrial em que ela está instalada. O exemplo foi usado para sustentar a proposta de tratar infraestrutura como etapa anterior à concessão de qualquer benefício fiscal.
O que o candidato colocou na mesa
- Escritório de captação de investimentos para empresas nacionais e estrangeiras
- Coordenação central no governo para responder ao investidor
- Mesa permanente de negociação sob a Procuradoria-Geral do Distrito Federal
- Prioridade a infraestrutura básica em áreas industriais, com destaque para energia
- Redução da dependência do DF em relação ao emprego público
Onde o Novo está na corrida pelo Buriti
Kiko Caputo disputa o Palácio do Buriti pelo Partido Novo. A chapa foi definida na primeira semana de agosto, com o delegado Rafael Sampaio como candidato a vice-governador. O partido também homologou pré-candidatos à Câmara Legislativa do Distrito Federal em convenção realizada no início do mês.
O calendário eleitoral aperta a partir de agora. O prazo final para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral é 15 de agosto, e a propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão só começa depois disso. Sabatinas promovidas por entidades empresariais e por veículos de imprensa concentram-se justamente nesta janela, quando os programas de governo ainda estão em ajuste.
A dependência do DF em relação ao emprego e ao gasto públicos é um dos temas que atravessam todos os programas de governo apresentados até aqui, com propostas distintas para lidar com ela. Diversificação econômica, atração de empresas e geração de emprego privado devem reaparecer nos debates de setembro.
Quem disputa o Palácio do Buriti
Além de Kiko Caputo, aparecem nas pesquisas divulgadas em agosto os nomes da governadora Celina Leão (PP), do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) e de Leandro Grass, indicado pela federação formada por PT, PV e PCdoB em convenção realizada em 5 de agosto.
Para o eleitor do DF, três marcos organizam o restante do mês: o encerramento do prazo de registro de candidaturas, em 15 de agosto; a divulgação das chapas homologadas pela Justiça Eleitoral; e o início da propaganda eleitoral gratuita, que abre a fase de maior exposição dos programas de governo.
Sabatinas e entrevistas realizadas antes desse período costumam ser a única oportunidade de comparar propostas fora do formato de bloco de propaganda, o que dá peso ao que os candidatos registram agora.
Leia também: quem é o delegado Rafael Sampaio, escolhido vice na chapa do Novo ao GDF.
Perguntas frequentes
Quem é o candidato do Novo ao GDF em 2026?
Kiko Caputo é o candidato do Partido Novo ao Governo do Distrito Federal, com o delegado Rafael Sampaio como candidato a vice-governador.
O que Kiko Caputo propôs na sabatina da Amcham?
Ele defendeu um escritório de captação de investimentos, uma coordenação central de governo para atender o investidor e uma mesa permanente de negociação coordenada pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal.
Quando termina o prazo de registro de candidaturas em 2026?
O prazo final para registro de candidaturas na Justiça Eleitoral é 15 de agosto de 2026.








