192 ou 193: quando chamar o Samu e quando acionar os Bombeiros

setembro 10, 2026
Ambulância do Samu 192 na entrada da emergência de hospital público em Brasília

O número 192 aciona o Samu e o 193 chama o Corpo de Bombeiros. No Distrito Federal, os dois serviços atuam de forma integrada, mas cada um tem atribuição própria, e ligar para o número certo reduz o tempo até o socorro chegar.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência responde pelo atendimento pré-hospitalar em casos de urgência e emergência clínica. A equipe presta os primeiros socorros, estabiliza o paciente quando necessário e define, pela Central de Regulação Médica, para qual unidade de saúde a vítima será levada.

Já o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal atende ocorrências de resgate, salvamento, combate a incêndio, acidentes e desastres, além de fazer atendimento pré-hospitalar nas ocorrências operacionais.

Quando ligar para o 192

O telefone do Samu deve ser usado em situações de urgência ou emergência em saúde:

  • dor forte no peito;
  • falta de ar intensa;
  • desmaio ou perda de consciência;
  • convulsão;
  • sinais de acidente vascular cerebral, como boca torta, dificuldade para falar ou perda de força em um lado do corpo;
  • engasgo;
  • parada cardiorrespiratória;
  • acidente com vítimas;
  • queda com suspeita de lesão grave;
  • queimadura importante;
  • afogamento;
  • intoxicação;
  • trabalho de parto em situação de urgência.

Na ligação, o cidadão deve informar o endereço completo, um ponto de referência, um telefone para contato, o tipo de ocorrência, o número de vítimas e o estado aparente delas. Com esses dados, a central de regulação envia o recurso adequado e orienta os primeiros cuidados até a equipe chegar.

Quando ligar para o 193

O telefone dos bombeiros deve ser acionado em casos como:

  • incêndio em residência, edificação, veículo ou vegetação;
  • acidente de trânsito com vítimas;
  • pessoas presas em ferragens, elevadores ou locais de difícil acesso;
  • afogamento;
  • vazamento de gás ou de produtos perigosos;
  • desabamento;
  • salvamento em altura, mata, caverna ou área alagada;
  • ocorrência que exija resgate e atendimento pré-hospitalar com risco imediato à vida.

Durante a chamada, é importante informar endereço completo, pontos de referência, a natureza da ocorrência, quantas vítimas há, o estado aparente delas e se existem riscos adicionais, como incêndio, vazamento de gás ou fios energizados.

Nas ocorrências grandes, os dois atuam juntos

Em acidente de trânsito, afogamento, incêndio e trauma, Samu e bombeiros dividem a cena. Os bombeiros cuidam do resgate e da segurança do local, enquanto o Samu faz a avaliação clínica do paciente, a regulação médica e a definição da unidade de saúde para onde a vítima será encaminhada, quando o encaminhamento for necessário.

As duas instituições mantêm comunicação permanente durante os atendimentos. Se a ocorrência exigir a atuação do outro serviço, a própria central transfere a chamada ou aciona o recurso indicado, sem que a pessoa precise ligar de novo.

Na dúvida, ligue

Quando não está claro se o caso é grave, a orientação do GDF é fazer a ligação. As centrais avaliam a situação e definem a resposta. Também vale lembrar que trote em número de emergência ocupa linha e atrasa atendimento real.

Para atendimentos que não são emergência, a rede pública tem outros caminhos: as unidades básicas de saúde resolvem consulta, curativo, vacina e acompanhamento de doença crônica, e parte delas funciona à noite e aos sábados no DF. Procurar a UBS nesses casos libera a ambulância para quem corre risco de vida.

As orientações foram divulgadas pela Agência Brasília em 6 de setembro de 2026.

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