O zelador Vanderlei Souza Lima, de 53 anos, agredido durante um plantão noturno em um prédio da 314 Norte, na Asa Norte, apresentou falha nos rins e pode precisar de hemodiálise, segundo relato da família ao Correio Braziliense. Ele continua internado em unidade de terapia intensiva, intubado e sem consciência, quatro dias depois do ataque.
A agressão ocorreu na sexta-feira, 7 de agosto. Vanderlei foi atingido enquanto cumpria o turno da noite no condomínio onde trabalhava. Passou por cirurgia neurológica para conter um sangramento e, desde então, não voltou a responder aos estímulos.
O que a família informou sobre o quadro
Quem tem acompanhado o caso e falado com a imprensa é o cunhado do zelador, Jhonathan Reis, de 48 anos. Segundo ele, o rim do paciente apresentou uma falha e os médicos avaliam a necessidade de hemodiálise, tratamento que, na avaliação repassada à família, teria caráter temporário e não permanente.
A hemodiálise substitui parte da função renal quando os rins deixam de filtrar o sangue de forma adequada. Em pacientes internados em UTI após trauma grave, o procedimento costuma ser indicado por período limitado, até que o órgão retome a função. A rede pública do Distrito Federal oferece o tratamento em unidades de referência.
A esposa do zelador tem acompanhado a internação. De acordo com o cunhado, ela reza e mantém a expectativa de recuperação. A família não divulgou boletim médico oficial e as informações sobre o estado de saúde partem de relatos de parentes.
O que se sabe sobre o caso
- a vítima é Vanderlei Souza Lima, de 53 anos, zelador de um prédio da 314 Norte;
- a agressão ocorreu na sexta-feira, 7 de agosto, durante o plantão noturno;
- ele foi submetido a cirurgia neurológica para conter sangramento e segue intubado em UTI;
- a família relata falha renal e avaliação médica para início de hemodiálise;
- o suspeito, Alexandre da Trindade, conhecido como Sapão, foi preso pela Polícia Militar do Distrito Federal.
Como funciona a hemodiálise em paciente internado
Na chamada lesão renal aguda, os rins param de filtrar o sangue de forma adequada e permitem o acúmulo de resíduos e de líquido no organismo. O quadro é comum em pacientes de UTI após trauma grave, cirurgia de grande porte ou queda prolongada de pressão, e não significa, por si só, doença renal crônica.
Quando o rim não responde ao tratamento clínico, a equipe indica terapia de substituição renal. Em ambiente de terapia intensiva, o procedimento costuma ser feito à beira do leito, em sessões contínuas ou intermitentes, e é mantido enquanto durar a fase aguda. A retirada do suporte depende da retomada do volume de urina e da queda dos marcadores de função renal nos exames.
A rede pública do Distrito Federal oferece o tratamento em unidades de referência, entre elas o próprio Hospital de Base, e a indicação parte da equipe assistente que acompanha o paciente na unidade de internação.
Prisão do suspeito
O homem apontado como autor das agressões foi localizado e preso pela PMDF no sábado seguinte ao crime. A corporação atuou a partir de informações de moradores e de imagens de câmeras de segurança da região. O caso é tratado pela polícia como tentativa de homicídio.
O suspeito permanece à disposição da Justiça. Como não há condenação definitiva, ele responde na condição de investigado, e todos os detalhes da dinâmica do ataque ainda dependem da conclusão do inquérito policial.
A família recebeu a notícia da prisão com alívio, segundo o cunhado do zelador, que classificou a captura como o primeiro passo para que o caso não fique impune.
Trabalho noturno e risco em condomínio
O ataque a um trabalhador em serviço reacendeu a discussão sobre segurança de porteiros e zeladores em turno noturno nas superquadras. Esses profissionais atuam sozinhos na maior parte do plantão, com contato direto com moradores e visitantes, e o posto de trabalho fica em área de acesso comum.
Condomínios do Plano Piloto costumam adotar câmeras nas guaritas e controle de entrada, mas a resposta a uma agressão depende do acionamento imediato do 190. Em situação de violência em andamento, a orientação da Polícia Militar é ligar para o 190. Denúncias que não exigem atendimento imediato podem ser feitas ao Disque-Denúncia da Polícia Civil, no 197.
O SouBrasília acompanha o caso desde o dia da agressão. Veja o que aconteceu na noite do ataque na 314 Norte e como a PMDF chegou ao suspeito.
Perguntas frequentes
Qual o estado de saúde do zelador agredido na 314 Norte?
Vanderlei Souza Lima, de 53 anos, segue internado em UTI, intubado e sem consciência. A família relata falha nos rins e avaliação médica sobre a necessidade de hemodiálise.
Quando ocorreu a agressão?
Na sexta-feira, 7 de agosto de 2026, durante o plantão noturno do zelador em um prédio da 314 Norte, na Asa Norte.
O suspeito foi preso?
Sim. Alexandre da Trindade, conhecido como Sapão, foi preso pela Polícia Militar do Distrito Federal. O caso é tratado como tentativa de homicídio e ele responde como suspeito até decisão judicial definitiva.








