Visita ao Congresso Nacional agora exige agendamento pela internet; veja como marcar de graça
Desde esta segunda-feira a visita ao Palácio do Congresso só entra com horário marcado em congressonacional.leg.br/visite. O passeio continua gratuito.

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Quem quiser visitar o Palácio do Congresso Nacional precisa marcar hora pela internet desde esta segunda-feira. O agendamento é gratuito, sai em congressonacional.leg.br/visite e termina com um código QR de confirmação enviado ao visitante.
A mudança foi anunciada pelo Senado Federal. "Com o agendamento prévio, o visitante já poderá saber o horário da sua visita, reduzindo a espera", informou a Agência Senado. O passeio segue gratuito e é conduzido por mediadores das duas Casas, em grupos que saem a cada 30 minutos, das 9h às 17h.
Como agendar a visita ao Congresso passo a passo
O fluxo tem quatro etapas e roda no navegador do celular:
- Abra congressonacional.leg.br/visite e entre em "Visita Regular";
- Escolha a data e o horário entre os que ainda têm vaga;
- Informe os dados pessoais de cada visitante do grupo;
- Guarde o código QR que chega na confirmação. Ele é o seu ingresso.
Na chegada ao Palácio, a equipe pede documento oficial com foto e o código de confirmação para fazer o check-in. Quem aparecer sem reserva ainda pode tentar: o Senado informa que o visitante consulta no local se há vaga e agenda pelo próprio celular. Também haverá tablets no saguão para esse atendimento.
Que dias e horários a visita funciona
O calendário tem duas armadilhas. A primeira: terça e quarta-feira não há visitação. A segunda: segunda-feira entra, e muita gente supõe o contrário, porque quase todo museu da cidade fecha nesse dia.
| Item | Como funciona |
|---|---|
| Dias com visita | Segunda, quinta, sexta, sábado, domingo e feriados |
| Dias sem visita | Terça e quarta-feira |
| Horário | Das 9h às 17h, com saída de grupos a cada 30 minutos |
| Duração | Cerca de 50 minutos de percurso |
| Preço | Gratuito, com mediador do Senado e da Câmara |
| Antecedência | Chegar 30 minutos antes, por causa da identificação |
| Agendamento | congressonacional.leg.br/visite |
| Contato | visite@senado.leg.br e visitas@camara.leg.br |

Cabem 50 ou 55 pessoas no grupo?
As duas fontes oficiais divergem. A nota da Agência Senado desta segunda diz que os grupos "podem ter até 55 pessoas". A página de perguntas frequentes do programa Visite o Congresso mantém o limite em 50. Quem organiza excursão de escola ou de igreja precisa considerar o número menor ao dividir a turma, porque é ele que está publicado na regra permanente.
A mesma página responde à dúvida mais buscada em uma palavra. "Nada!", diz o site, sobre quanto custa o ingresso. As visitas institucionais são feitas pelos mediadores do Congresso Nacional, sem cobrança e sem intermediário. Agência de turismo que cobrar pela entrada está vendendo transporte e guia próprio, não acesso ao prédio.
Que documento vale na entrada
O acesso só é liberado após identificação com documento oficial com foto. Cópia sem autenticação e foto do documento no celular não são aceitas. A lista publicada pelo programa inclui:
- RG civil e militar;
- CNH, física ou digital;
- identidade funcional, exceto crachá de empresa;
- carteira de conselho de classe, como OAB e Crea, física ou digital;
- e-Título com foto válida;
- passaporte e Documento Nacional de Identificação (DNI).
O que o percurso mostra por dentro
O roteiro passa pelo Salão Negro, pelo Salão Branco, pelo Salão Verde, pelo Salão Azul, pelo Túnel do Tempo do Senado e pelos plenários da Câmara e do Senado. No caminho aparecem obras de Di Cavalcanti, Marianne Peretti, Athos Bulcão, Alfredo Ceschiatti e Burle Marx.
Há uma diferença que muda a experiência e quase nunca é explicada. Em dia útil, o visitante vê os plenários da galeria, o anel superior reservado ao público. No fim de semana e em feriado, o grupo entra pela porta principal e pisa no mesmo piso por onde passam os parlamentares. Quem quer a foto do plenário por baixo precisa ir no sábado, no domingo ou no feriado.
O roteiro pode mudar conforme o funcionamento legislativo da Casa, e a visita pode ser cancelada a qualquer momento, avisa o próprio programa. Vale conferir a página na véspera, sobretudo em semana de votação grande.
Quem tem deficiência precisa avisar antes?
Não é obrigatório, mas ajuda. O programa mantém cadeira de rodas manual, triciclo e quadriciclo motorizados, protetores auditivos, cordão de girassol e uma sala de acomodação sensorial. O atendimento em Libras acontece presencialmente e pela Central de Atendimento Remoto de Libras, por videochamada com intérprete.
Para visita guiada com atendimento específico em Libras, o programa recomenda agendar antes pelos e-mails visite@senado.leg.br ou visitas@camara.leg.br. Quem precisa de algum recurso no dia pode informar a equipe na hora do check-in.
Onde estacionar e como chegar
Ônibus de excursão e carros de passeio param na Alameda dos Estados, a via da Esplanada dos Ministérios em frente ao Palácio, onde ficam as bandeiras dos estados. O desembarque de visitantes é permitido ali. Carros com adesivo de pessoa com deficiência podem desembarcar no estacionamento do Anexo 1 do Senado Federal.
A própria organização recomenda transporte público, táxi ou aplicativo, porque os estacionamentos têm capacidade limitada. Em dia de sessão, a Esplanada costuma ter bloqueio viário, o que atrasa a chegada de quem vem de carro.
O que fazer depois da visita
O Palácio fica a poucos minutos de outros endereços gratuitos do eixo monumental, e dá para emendar dois ou três no mesmo dia. Vale combinar com o roteiro dos pontos turísticos de Brasília para organizar a sequência, e com o Museu Nacional da República, que também tem entrada gratuita, do outro lado da Esplanada.
O próximo passo é simples: escolha um dia que não seja terça nem quarta, marque o horário no site, salve o código QR e chegue 30 minutos antes com documento com foto na mão.



