O aplicativo do Tesouro Direto será desativado em 17 de agosto de 2026. A partir dessa data, o acesso à carteira passa a ser feito pelo Portal do Investidor, em portalinvestidor.tesourodireto.com.br, com o mesmo login usado hoje, ou pelo aplicativo do banco ou da corretora onde o investidor mantém a conta de investimentos.
Depois do prazo, o roteiro de acesso fica assim:
- Portal do Investidor, em portalinvestidor.tesourodireto.com.br. Nele é possível acompanhar a carteira, consultar títulos, verificar a rentabilidade, fazer aplicações e resgates e acessar o histórico de operações;
- aplicativo do banco ou da corretora em que a conta de investimentos está registrada;
- site oficial do Tesouro Direto, para simulações, preços e taxas dos títulos.
A informação está em comunicado publicado em 31 de julho no site do Ministério da Fazenda. O anúncio atinge um público grande: o Tesouro Direto é a porta de entrada mais comum para o investidor que sai da poupança, porque permite aplicações a partir de cerca de R$ 30 e não exige conhecimento de mercado. O app funcionava como atalho para consultar saldo, rentabilidade e vencimento dos títulos.
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O que muda em 17 de agosto
A mudança é de canal de acesso, não de regra do programa. O comunicado é explícito: com a desativação do aplicativo, “os investimentos dos participantes do programa permanecem inalterados, ou seja, títulos, valores investidos, rentabilidade e demais informações continuarão preservados”.
Também não há tarefa a cumprir antes do prazo. Segundo o Tesouro, “não é necessário realizar qualquer procedimento em relação aos investimentos já existentes”. Ninguém precisa resgatar, transferir ou recadastrar título por causa da desativação.
O Portal do Investidor não é apenas uma tela de consulta. Pela plataforma, o investidor compra e vende título, o que mantém no navegador tudo o que o aplicativo fazia.
Por que o app foi descontinuado
O Tesouro Nacional informou que a desativação é etapa da construção de uma nova experiência para o investidor, que será apresentada mais adiante. Não há data divulgada para esse lançamento, nem detalhe do formato. O órgão manteve os canais oficiais de atendimento para dúvidas.
Na prática, o investidor que já opera pelo banco não sente diferença. O impacto recai sobre quem usava o aplicativo próprio como canal principal e vai precisar migrar para o navegador ou para o app da instituição.
O que fazer antes do prazo
Ainda que nenhuma ação seja obrigatória, três verificações evitam dor de cabeça na segunda quinzena de agosto:
- confirme o login e a senha do Portal do Investidor antes de 17 de agosto, para não descobrir que esqueceu a senha no dia em que precisar acessar;
- cheque se o aplicativo do seu banco mostra a posição do Tesouro Direto, porque a apresentação varia de instituição para instituição;
- salve o extrato e o comprovante das aplicações que quiser ter em mãos, mesmo que os dados sigam disponíveis no portal.
Quem tem título com vencimento próximo ou pagamento de juros semestrais programado também não precisa mudar nada. O crédito continua caindo na conta da instituição financeira cadastrada, no mesmo calendário.
Como o Tesouro Direto funciona hoje
O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional em parceria com a B3 para a venda de títulos públicos federais a pessoas físicas. Na prática, o investidor empresta dinheiro ao governo federal e recebe o valor de volta com juros na data de vencimento do papel. É por isso que a aplicação é tratada como a de menor risco de crédito do mercado brasileiro.
O investidor escolhe entre papéis corrigidos pela Selic, pela inflação ou prefixados, com prazos que vão de poucos anos a mais de duas décadas. A compra é feita pela corretora ou pelo banco, que atua como agente de custódia.
É por isso que a posição do investidor não depende do aplicativo do Tesouro: os títulos ficam registrados na B3 em nome de quem comprou, e a instituição financeira é obrigada a dar acesso a essa informação.
A decisão de agosto se soma a um ano de mudanças no mercado de renda fixa, em que a taxa básica de juros seguiu no centro das decisões de investimento. Quem acompanha o efeito dos juros no orçamento doméstico pode conferir também o que muda na conta de luz com a bandeira tarifária de agosto.
Perguntas frequentes
Como acessar o Tesouro Direto depois de 17 de agosto?
Pelo Portal do Investidor, em portalinvestidor.tesourodireto.com.br, com o mesmo login usado no aplicativo, ou pelo app do banco ou da corretora em que você mantém a conta de investimentos.
O aplicativo do Tesouro Direto sai do ar quando?
Em 17 de agosto de 2026, conforme comunicado publicado pelo Tesouro Nacional em 31 de julho no site do Ministério da Fazenda.
Dá para aplicar e resgatar pelo Portal do Investidor?
Sim. Segundo o comunicado, o portal permite acompanhar a carteira, consultar títulos, verificar a rentabilidade, realizar aplicações e resgates e acessar o histórico de operações.
Preciso fazer alguma coisa com meus títulos?
Não. O Tesouro informou que não é necessário nenhum procedimento em relação aos investimentos já existentes. Títulos, valores aplicados e rentabilidade continuam preservados.
O que é o Tesouro Direto?
É um programa do Tesouro Nacional em parceria com a B3 que vende títulos públicos federais a pessoas físicas, com aplicação a partir de cerca de R$ 30. O investidor empresta dinheiro ao governo e recebe o valor com juros no vencimento, em papéis atrelados à Selic, à inflação ou prefixados.
Vai existir um novo aplicativo?
O Tesouro Nacional afirmou que a desativação faz parte da construção de uma nova experiência para o investidor, mas não divulgou data nem formato.








