Tecla 3 de urna colada em Ceilândia: SSP-DF aciona a PF e PM recebe 53 chamados
TRE-DF trocou a urna do CEF 33 e a PF investiga. O Copom recebeu 53 chamados até as 17h, segundo a SSP-DF.

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Alguém colou a tecla 3 de uma urna eletrônica em Ceilândia, na tarde deste domingo (25), durante o segundo turno. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) confirmou a ocorrência, trocou o equipamento e disse que foi o único caso do tipo no DF. A Polícia Federal assumiu a investigação.
O fato aconteceu no Centro de Educação Física 33 (CEF 33), onde a urna foi substituída. O Jornal de Brasília informou que um eleitor foi detido em flagrante e levado à Superintendência da PF, na Asa Norte, para aguardar audiência de custódia. A identidade não foi divulgada.
O que o secretário de Segurança disse sobre a prisão
O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, falou do caso em coletiva no TRE-DF, às 17h. Segundo o Correio Braziliense, ele afirmou que a pasta foi comunicada de que alguém havia colado o número 3 e que o caso seguiu para a PF, responsável por crimes eleitorais de âmbito federal.
Na mesma coletiva, Patury explicou por que a polícia quase não faz prisões no dia da votação. A Polícia Militar atua do lado de fora das seções, como uma espécie de polícia do TRE, e a maior parte dos crimes eleitorais no DF tem pena máxima de até dois anos. Nesses casos, o autor assina um termo circunstanciado e é liberado. Por isso, disse o secretário, ele acreditava que não houvesse ninguém preso até aquele momento. As informações divergem e a PF não havia divulgado nota até a publicação desta matéria.
Dano à urna não entra nessa lista de crimes leves. O artigo 72, inciso III, da Lei das Eleições (9.504/1997) prevê reclusão de cinco a dez anos para quem causa, de propósito, dano físico ao equipamento de votação ou a partes dele.
Os 53 chamados ao 190
O balanço da SSP-DF mostra que as ligações ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) subiram de 20, pela manhã, para 53 até as 17h. Patury ressaltou que chamado não equivale a crime: o Copom triou cada ligação e só repassou ao coordenador da área as que indicavam possível infração.
Além da tecla colada, a secretaria listou outros registros:
- Escola Classe 22, na Quadra 3 de Ceilândia: uma eleitora entrou na cabine com celular e tentou fotografar o voto. A PM a levou à PF para prestar esclarecimentos.
- Escola Verde (PS4), no Riacho Fundo: um homem com bandeira de candidato, som alto e panfletos foi encaminhado ao Fórum de Samambaia por ordem do juiz eleitoral.
- CRM 01 do Setor Leste, no Gama: três pessoas foram flagradas em boca de urna dentro de uma escola e seguiram para o Fórum de Santa Maria.
Sobre a mesária detida no Gama por suspeita de boca de urna, o SouBrasília publicou o balanço da manhã. Quem quer saber o que é permitido no dia da votação encontra as regras em o que é boca de urna e qual a pena.
Segurança depois da apuração
Segundo a SSP-DF, 5 mil policiais militares que trabalharam durante a votação serão remanejados para pontos de comemoração ou manifestação, como a área do Museu Nacional e trechos do Eixo Rodoviário. O plano reúne 22 órgãos estaduais e federais, com monitoramento por helicóptero e 15 drones.
A Esplanada dos Ministérios segue interditada ao trânsito. O secretário disse que a liberação só deve ocorrer na segunda-feira (26), se não houver intercorrência. Quem for ao Plano Piloto no início da semana deve conferir os bloqueios antes de sair.
Fontes: Jornal de Brasília, Correio Braziliense e TRE-DF.






