Auditoria das urnas no DF: 23 testadas no 2º turno, 16 delas na CLDF
O TRE-DF testa 23 urnas durante a votação do 2º turno: 16 no Foyer da CLDF, duas no TSE e duas com biometria. Veja como cada teste funciona.

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O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) testa 23 urnas eletrônicas durante a votação do segundo turno: 20 no Teste de Integridade e três no Teste de Autenticidade. Dezesseis das 20 urnas do primeiro teste são auditadas no Foyer do Plenário da Câmara Legislativa (CLDF), segundo nota do próprio tribunal.
O sorteio das seções estava marcado para as 9h deste sábado (24), em cerimônia pública na CLDF. A nota do TRE-DF não traz a lista das seções sorteadas, e este texto não a inclui.
Onde e quando as urnas são testadas no DF?
Os dois testes acontecem no dia da votação, das 8h às 17h, ao mesmo tempo que os eleitores votam. O TRE-DF distribuiu as 20 urnas do Teste de Integridade em três locais:
| Local | Urnas |
|---|---|
| Foyer do Plenário da CLDF | 16 |
| Dependências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) | 2 |
| Escola Canadense de Brasília (teste com biometria) | 2 |
As três urnas do Teste de Autenticidade são conferidas nas próprias seções sorteadas, antes da abertura da votação.
Como funciona o Teste de Integridade?
A seção sorteada recebe uma urna reserva, e a urna original vai para um local definido, onde fica guardada em sala lacrada até o dia da eleição. Partidos e entidades fiscalizadoras preenchem cédulas de papel com os candidatos do pleito, e as cédulas são depositadas em urnas de lona, também lacradas, conforme descreveu a Agência Brasil.
No domingo, servidores do Judiciário e do Ministério Público abrem essas cédulas e digitam os votos na urna eletrônica. Ao fim da votação, às 17h, os dados do papel são comparados com o registro da máquina. Se tudo bater, a urna registrou exatamente o que foi votado.
No teste com biometria, os votos são dados por eleitores voluntários, que usam a própria digital em vez de partidos e entidades.
O que o Teste de Autenticidade verifica?
Esse teste confere se a urna roda os mesmos sistemas que o TSE abriu, compilou, assinou e lacrou. Na seção, a equipe rompe o lacre do compartimento da mídia de resultado, retira a mídia e verifica as assinaturas e os resumos digitais. Tudo ocorre antes da emissão da zerésima, segundo o TRE-DF.
O que é a zerésima e o que o eleitor pode ver?
A zerésima é um relatório impresso pela urna que mostra que não há nenhum voto registrado no equipamento. Antes de a votação começar, cada seção emite a sua. O TSE e os tribunais regionais fizeram a mesma emissão para o sistema de totalização, e o TSE realizou, neste sábado, a verificação dos sistemas eleitorais, que não encontrou alteração no programa, de acordo com o tribunal.
Para o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, "é dever sagrado desta Corte assegurar que cada sufrágio depositado na urna eletrônica seja registrado e apurado com exatidão e fidelidade".
Partidos, federações, coligações e entidades fiscalizadoras podem acompanhar a cerimônia de sorteio. Entre as entidades convidadas a fiscalizar os testes pelo país estão a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU).
Onde acompanhar a apuração no DF?
Quem quiser entender o caminho do voto até o resultado pode ler o guia do SB sobre como funciona a urna eletrônica. Para saber onde e como acompanhar a contagem, veja o texto resultado das eleições 2026 no DF. As informações oficiais ficam no site do TRE-DF.
Fontes: nota do TRE-DF de 17/10/2026 (atualizada em 20/10) e reportagem da Agência Brasil de 24/10/2026.






