sex, 23 out

Campanhas ao GDF prometem ao TRE-DF não espalhar material irregular no 2º turno

Celina e Grass se comprometeram a não deixar santinho nem placa irregular. O Pardal tem 319 denúncias e 5 mil PMs vão atuar no domingo.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Viatura da Polícia Militar do DF estacionada ao lado de santinhos espalhados no chão perto de um local de votação, no primeiro turno de 2026
Foto: Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Neste texto3 tópicos
  1. O que o Pardal registrou desde o dia 5
  2. Quantos policiais vão estar nas ruas
  3. Atos de sábado e conduta dos fiscais

As campanhas de Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) assumiram, em coletiva no Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) nesta sexta-feira (23), o compromisso de não investir em novo material gráfico e de não deixar santinho e placa em equipamento público ou via pública antes do segundo turno, no domingo (25). A juíza Marília Guedes, da Comissão de Propaganda do tribunal, apresentou o acordo ao lado do vice-presidente da Corte, desembargador João Egmont, e do secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury.

Para fazer o compromisso valer, uma força-tarefa vai fiscalizar e recolher material irregular entre a noite de sábado (24) e a manhã de domingo. Participam o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e o DF Legal. O TRE-DF também combinou com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) uma limpeza reforçada ao redor dos locais de votação.

O que o Pardal registrou desde o dia 5

Entre 5 e 23 de outubro, o aplicativo Pardal recebeu 319 denúncias de propaganda irregular no DF. Eram 90 casos de propaganda na internet, 29 em vias públicas e 15 em bens públicos, segundo o balanço apresentado pelo tribunal. O tribunal disse que as categorias citadas não esgotam o total.

No período do segundo turno, a Justiça Eleitoral expediu 18 mandados de apreensão de material irregular. Somados aos do primeiro turno, chegam a 54. Quem quiser denunciar pode seguir o passo a passo do Pardal e do Siade.

Marília Guedes resumiu o pacto: "As duas campanhas não investirão mais em material gráfico a partir daquela data e não consentirão na fixação irregular desse material em equipamentos públicos ou vias públicas."

Quantos policiais vão estar nas ruas

Patury informou que cerca de 5 mil policiais militares trabalharão só na operação eleitoral, além de outros 1.500 no serviço ordinário. É o contingente do primeiro turno, "talvez um pouco maior", nas palavras do secretário. Cada um dos 614 locais de votação terá pelo menos dois PMs.

O monitoramento usa cerca de 14 mil câmeras do sistema DF 360, 1.300 radares e drones. A CNN Brasil informa que 200 dessas câmeras ficam voltadas aos principais colégios e vias de acesso. A votação vai das 8h às 17h, e a operação se estende até a apuração. A célula de inteligência da SSP funciona até 10 de janeiro de 2027.

O bloqueio da Esplanada e o novo atendimento do 190 para crime eleitoral já foram detalhados nesta matéria.

Atos de sábado e conduta dos fiscais

Patury disse que o policiamento será reforçado na Rodoviária do Plano Piloto e perto dos atos de sábado para evitar choque entre apoiadores. "O importante é que a divergência de opiniões políticas não resulte em confronto físico. Isso não é tolerável", declarou. Segundo a CNN Brasil, a caminhada pró-Grass e pró-Lula se concentra às 15h no Museu Nacional da República e segue até o Teatro Nacional, com encerramento previsto para as 20h30.

Egmont lembrou que fiscais de partido nos locais de votação devem manter postura neutra e não podem usar roupa padronizada nem outro item que caracterize propaganda coletiva. Os locais de votação não mudaram em relação ao primeiro turno, e a lista está nesta matéria.

As informações são da coletiva do TRE-DF, publicadas pelo Jornal de Brasília, e do balanço da SSP-DF divulgado pela CNN Brasil e pelo Correio Braziliense.

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