SUS começa a oferecer 9 novos remédios contra o câncer e inclui o DF na 1ª etapa
Nove medicamentos oncológicos chegam ao SUS e o DF está entre os estados da primeira etapa. O ministério não diz qual serviço atende.

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O Ministério da Saúde começou a oferecer nesta semana nove medicamentos de alta tecnologia contra o câncer no SUS, e o Distrito Federal está na lista de unidades da federação que recebem a primeira etapa. A pasta anunciou a medida nesta terça-feira, 20, em cerimônia em São Paulo.
O ministério não informa em qual serviço do DF o tratamento começa. A nota oficial fala em 20 centros de tratamento em 17 estados e no DF, com expansão para os demais centros do país prevista até o fim do ano.
Quais são os nove medicamentos e para qual câncer servem
Segundo o ministério, os nove produtos cobrem 13 indicações e devem alcançar mais de 116 mil pessoas. Vários já estavam incorporados ao SUS, mas sem oferta efetiva nos serviços. Alguns tinham essa pendência havia mais de dez anos, de acordo com a pasta.
| Medicamento | Indicação citada pelo ministério |
|---|---|
| Trastuzumabe | Câncer de estômago ou da junção esofagogástrica |
| Abemaciclibe | Câncer de mama precoce ou avançado |
| Acetato de lanreotida | Tumores neuroendócrinos |
| Pazopanibe | Câncer de rim de células claras metastático |
| Rituximabe | Leucemia linfocítica crônica, linfoma folicular e linfoma difuso |
| Abiraterona | Câncer de próstata, em fases diferentes da doença |
| Gefitinibe | Câncer de pulmão de células não pequenas, em primeira linha |
| TSH recombinante (alfatirotropina) | Câncer de tireoide com indicação de iodo radioativo |
| Sunitinibe | Câncer de rim metastático e tumor estromal gastrointestinal (GIST) avançado |
O abemaciclibe, por exemplo, pode custar R$ 366 mil na rede privada, segundo o ministério. O pazopanibe passa a ser opção para câncer de rim metastático, e o trastuzumabe, que o SUS já usava no câncer de mama, ganha uso em tumores de estômago.
Quanto custa e quantos remédios virão até dezembro
A compra desses nove produtos tem impacto de R$ 155,4 milhões por ano. A meta da pasta é chegar a 23 novos medicamentos oncológicos até o fim do ano, o que aumentaria em 35% as alternativas na rede pública. Para isso, o ministério assumiu a compra direta de dez fármacos, articulou uma ata de preços para os estados em outros nove e ampliou repasses para custear quatro. O impacto anual dessa frente é de R$ 4 bilhões.
Na cerimônia, o ministro Alexandre Padilha afirmou que a rede de câncer está sendo ampliada com o que há de mais moderno e que a mudança coloca o paciente no centro do cuidado.
O teste de câncer de intestino chega ao DF?
O anúncio trouxe uma segunda mudança que alcança quem mora em capitais. O SUS vai distribuir 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para rastrear o câncer colorretal em homens e mulheres sem sintomas, de 50 a 75 anos. O exame detecta sangue oculto nas fezes e, se der positivo, a pessoa é encaminhada para colonoscopia. O ministério cita precisão de até 92%.
A distribuição será gradual nas Unidades Básicas de Saúde, com início em novembro em capitais e em municípios com mais de 500 mil habitantes. Brasília se enquadra no critério de capital, mas a nota não traz data nem lista de unidades do DF.
Quem faz tratamento oncológico na rede pública do DF e quer saber se um desses remédios se aplica ao seu caso deve perguntar à equipe médica do serviço onde é atendido. Os direitos de quem espera atendimento estão no guia sobre prazos de 30 a 60 dias para tratamento do câncer no SUS, e o caso de um idoso que precisou da Justiça para operar está em decisão do TJDFT sobre prioridade na fila do Sisreg.
A íntegra do anúncio está na nota do Ministério da Saúde, e a Agência Brasil também publicou o balanço. A lista dos demais 14 medicamentos prometidos até dezembro ainda não foi divulgada.






