seg, 21 set
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Soberania em minerais críticos pode criar empregos verdes na América Latina, diz estudo

Região concentra 45% do lítio e 30% do cobre mundial, mas depende do refino chinês; Brasil trata processamento doméstico como segurança nacional.

Por Redação Sou Brasília 2 min de leitura
Soberania em minerais críticos pode criar empregos verdes na América Latina, diz estudo

A América Latina pode gerar milhares de empregos “verdes” se avançar na industrialização dos minerais críticos encontrados em seu subsolo, aponta um estudo discutido neste sábado (19) pelo Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). A região concentra 45% do lítio e 30% do cobre do planeta, segundo a Agência Internacional de Energia.

Entre os minerais citados como estratégicos estão lítio, cobre, grafite, terras raras, níquel, manganês, prata, bauxita e cobalto. Hoje, a China responde por 44% do refino global de cobre, 70% a 75% do processamento de lítio e cobalto e mais de 90% do refino de terras raras, o que dá ao país vantagem competitiva no fornecimento global de baterias e equipamentos de transição energética.

“A gente precisa avançar para além da exportação de minérios brutos, mirando a produção de baterias e bens refinados”, defendeu o ex-ministro colombiano Andrés Camacho. A parlamentar argentina Cecilia Nicolini, do Parlasul, acrescentou que o desenvolvimento tecnológico dentro da cadeia de valor é determinante para “ganhar poder de negociação”.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem tratado o refino doméstico de minerais como questão de “segurança nacional”. A técnica Ticiana Alvares, do Ineep, avalia que a “internalização de bens essenciais” deve ser pensada de forma regional, e não nacional, e cita como exemplo a integração da produção de fertilizantes entre países vizinhos.

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