dom, 8 nov

Defesa Civil explica kit de emergência de 72 horas e diz que não há motivo para pânico

Órgão afirma que a recomendação é preventiva e não indica alerta nacional. Veja o que entra no kit e o que o ministério disse.

Por Redação Sou Brasília 2 min de leitura
Garrafas de água, enlatados e macarrão em embalagens, itens típicos de um kit de emergência, em foto ilustrativa
Foto: Julia M Cameron/Pexels (imagem ilustrativa)
Neste texto3 tópicos
  1. O que vai no kit de 72 horas?
  2. O que o governo diz sobre o motivo da recomendação
  3. E no Distrito Federal?

A Defesa Civil Nacional publicou neste domingo (8) um segundo post sobre o kit de emergência para tentar baixar o tom da repercussão. "Calma! Falar de kit de emergência não é sinal de perigo, é sinal de que prevenir faz parte da rotina", diz a legenda. O órgão pede que ninguém crie pânico, informa a Agência Brasil.

A primeira publicação saiu dois dias antes, no sábado (6), e recomendava que os brasileiros montassem um kit capaz de atender às necessidades básicas por 72 horas, porque, em desastres de grandes proporções, a ajuda pode demorar a chegar. Muitos comentários chamaram a iniciativa de exagero, e outros usuários passaram a temer que algum desastre estivesse perto.

O que vai no kit de 72 horas?

Pela orientação da Defesa Civil, a lista mínima por pessoa é esta:

  • água potável, na conta de dois litros por dia, o que dá seis litros para três dias;
  • alimentos não perecíveis, como enlatados e frutas secas;
  • medicamentos de uso contínuo e para emergência;
  • itens de primeiros socorros.

Numa família de quatro pessoas, a conta da água chega a 24 litros. Esse cálculo é simples multiplicação da recomendação oficial, e não uma exigência do órgão.

O que o governo diz sobre o motivo da recomendação

Em nota divulgada na noite de sábado, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, a que a Defesa Civil está vinculada, afirmou que a recomendação "não está relacionada a qualquer alerta nacional ou a uma previsão de interrupção generalizada nos serviços públicos ou de abastecimento". A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) diz divulgar regularmente orientações de autoproteção, e a agência lembra que posts parecidos já saíram em 16 e 29 de março e em 3 de abril.

O ministério afirmou que monitora de perto o tempo no Sul do país, onde chuva e alagamentos causam estragos. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul foram registrados sete tornados, e as autoridades investigam a relação de ao menos quatro mortes com as tempestades. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho para eventos climáticos extremos no Sul neste fim de semana.

E no Distrito Federal?

A recomendação é nacional, e o ministério diz que ela não está ligada a nenhum alerta. Quem quer entender como os alertas chegam ao celular pode ler o que se sabe sobre o sistema de alertas da Defesa Civil.

Fonte: Agência Brasil, com a nota do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

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