A Receita Federal libera a partir das 9h desta segunda-feira (24) a consulta ao quarto e último lote da restituição do Imposto de Renda 2026. O lote tem 521.935 restituições, num total de R$ 1.238.013.251,34, e o crédito bancário será feito ao longo de 31 de agosto.
É o pagamento que encerra o calendário regular do ano. Este é o cronograma completo:
- 1º lote: 29 de maio de 2026;
- 2º lote: 30 de junho de 2026;
- 3º lote: 31 de julho de 2026;
- 4º e último lote: 31 de agosto de 2026.
São quatro lotes, um a menos que no calendário de anos anteriores. A Receita concentrou a maior parte dos créditos nos dois primeiros pagamentos, em maio e junho, e deixou os dois últimos para quem declarou fora do prazo ou ficou retido na malha fiscal. O lote de agosto contempla também restituições residuais de exercícios anteriores.
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Quanto a Receita paga no quarto lote
Do valor total, R$ 704.118.795,52 vão para contribuintes com prioridade legal, o equivalente a 56,9% do lote. A Receita distribuiu esse grupo assim:
- 16.850 restituições para idosos acima de 80 anos;
- 86.873 para idosos entre 60 e 79 anos;
- 9.029 para pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave;
- 26.769 para contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.
Fora da prioridade legal, outras 338.912 restituições saem para quem usou a declaração pré-preenchida e/ou escolheu receber por Pix, critério que garante lugar na fila antes dos demais. As 43.502 restantes vão para contribuintes sem nenhum enquadramento prioritário. Dividido pelo número de restituições, o lote dá uma média de R$ 2.372 por contribuinte.
Como consultar se a sua restituição saiu
A consulta é feita em gov.br/receitafederal, no serviço Meu Imposto de Renda, opção “Consultar minha restituição”. Também funciona pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e celulares, que mostra a liberação da restituição e a situação cadastral do CPF. É preciso informar CPF, data de nascimento e o ano do exercício.
A página oferece a consulta simplificada e a consulta completa, esta feita pelo extrato de processamento no e-CAC. O sistema mostra três situações possíveis. Se a declaração foi processada e o lote está liberado, aparece a data do crédito. Se está na fila, o contribuinte segue aguardando lote posterior. Se há pendência, o extrato aponta qual linha da declaração gerou o travamento, normalmente divergência entre o que o contribuinte informou e o que a fonte pagadora ou o plano de saúde declarou.
O pagamento é feito na conta bancária informada na declaração ou por Pix, quando a chave cadastrada é o CPF.
Quem recebe no quarto lote
O crédito de 31 de agosto alcança principalmente dois grupos: quem entregou a declaração depois do prazo legal e quem estava retido na malha fiscal e conseguiu regularizar a situação. Também entram os casos de dados bancários corrigidos.
Houve uma data de corte para esse grupo. Quem resolveu a pendência até 10 de agosto teve o valor incluído no processamento deste lote. Quem regularizar depois disso fica para os lotes residuais, pagos ao longo do ano seguinte.
A restituição não caiu na conta? O que fazer
O pagamento só é feito em conta do titular da declaração. As rotinas de segurança da Receita bloqueiam o crédito quando há erro nos dados bancários ou algum problema na conta de destino.
Nesses casos, o reagendamento é feito pelo Banco do Brasil, pelo prazo de até um ano após a primeira tentativa de crédito. Os canais são estes:
- Portal BB, em bb.com.br/irpf;
- Central de Relacionamento: 4004-0001 nas capitais, 0800-729-0001 nas demais localidades e 0800-729-0088 para pessoas com deficiência auditiva.
Para reagendar, o contribuinte informa o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois disso, basta aguardar nova tentativa de crédito. Se o valor não for resgatado em até um ano, o pedido passa a ser feito pelo Portal e-CAC, no caminho Declarações e Demonstrativos, Meu Imposto de Renda, Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.
165 mil restituições travadas por causa da chave Pix
Há um grupo específico que não recebeu por um detalhe operacional. Cerca de 165 mil restituições não foram creditadas porque o contribuinte informou o CPF como chave Pix, mas não tem conta bancária vinculada a essa chave. O dinheiro existe e está reservado, só não encontra destino.
A Receita lista três saídas para quem está nessa situação:
- cadastrar uma chave Pix CPF junto a uma instituição financeira;
- alterar a conta para crédito da restituição pelo serviço Meu Imposto de Renda;
- retificar a declaração informando uma conta bancária de titularidade própria.
Quem cai na malha fina e o que fazer
A malha fiscal retém a declaração quando os dados não batem com as informações que a Receita já tem. Os motivos mais comuns são rendimento omitido de segunda fonte pagadora, despesa médica sem comprovação, dependente declarado por duas pessoas e valor de aluguel divergente.
O contribuinte pode consultar o extrato do processamento no e-CAC e ver a pendência apontada. Se o erro foi dele, o caminho é a declaração retificadora, que pode ser enviada sem multa desde que não haja procedimento fiscal aberto. Se a informação da Receita é que está errada, dá para apresentar a documentação pelo próprio e-CAC, no serviço de entrega de documentos de malha, sem precisar ir a uma unidade de atendimento.
Regularizada a situação, a restituição volta para a fila e entra em um dos lotes seguintes, incluindo os residuais que a Receita paga ao longo do ano seguinte.
Como foram os lotes anteriores
O lote pago em 31 de julho contemplou 2.743.200 restituições, num total de R$ 4.612.623.516,98, mais de três vezes o valor do lote de agosto. A distribuição foi assim:
- 839.464 restituições para quem usou a declaração pré-preenchida e/ou escolheu receber por Pix;
- 309.441 para contribuintes enquadrados em outros critérios de prioridade;
- 197.821 para pessoas com prioridade legal;
- 1.396.474 para contribuintes sem enquadramento prioritário.
Na nota daquele lote, a Receita registrou o que muda a partir dali: “Este lote encerra a fila de restituições aptas ao pagamento relativas ao IRPF 2026. Após o processamento, permanecerão pendentes apenas restituições que ficaram retidas em malha fiscal, ou que apresentam inconsistências nos dados bancários informados para o recebimento”. É esse resíduo que agora está sendo pago.
Outros calendários de agosto também mexeram no bolso do brasiliense. O abono do PIS/Pasep teve a última parcela liberada em 17 de agosto, com saque aberto até o fim do ano, e o calendário do INSS começa a pagar a competência de agosto em 25 de agosto.
Perguntas frequentes
Quando abre a consulta ao quarto lote da restituição?
A partir das 9h desta segunda-feira, 24 de agosto de 2026, na página da Receita Federal e no aplicativo. O crédito bancário é feito ao longo de 31 de agosto.
Quantas pessoas recebem no quarto lote e qual é o valor total?
São 521.935 restituições, num total de R$ 1.238.013.251,34, segundo a Receita Federal. Desse valor, R$ 704.118.795,52 vão para contribuintes com prioridade legal.
Quando cai a restituição do Imposto de Renda 2026?
A restituição de 2026 é paga em quatro lotes: 29 de maio, 30 de junho, 31 de julho e 31 de agosto. O de 31 de agosto é o último do calendário regular.
Como consultar se a minha restituição saiu?
Em gov.br/receitafederal, no serviço Meu Imposto de Renda, opção “Consultar minha restituição”, ou pelo aplicativo da Receita. É preciso informar CPF, data de nascimento e o ano do exercício.
A restituição não caiu na conta. O que eu faço?
Se houve erro nos dados bancários, o reagendamento é feito pelo Banco do Brasil, em bb.com.br/irpf ou pela Central 4004-0001, no prazo de até um ano após a primeira tentativa de crédito. Passado esse prazo, o pedido vai para o e-CAC, em Declarações e Demonstrativos, Meu Imposto de Renda, Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.
Ainda dá para entrar no último lote se eu estiver na malha fina?
Não. O prazo considerado pela Receita para inclusão no processamento deste lote foi 10 de agosto. Quem regularizar depois disso fica para os lotes residuais, pagos ao longo do ano seguinte.








