PMDF põe 5 mil policiais na eleição do DF e testa câmeras com reconhecimento facial
PMDF usa 5 mil policiais das 8h às 17h, cinco mesas no Copom e câmeras com reconhecimento facial; embaixadas e centro terão reforço depois da votação.

Neste texto4 tópicos
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) vai empregar cerca de 5 mil policiais na segurança do segundo turno, neste domingo (25), das 8h às 17h. O efetivo é o mesmo do primeiro turno e fica dedicado só à eleição, sem tirar gente do policiamento comum das outras regiões do DF, segundo o coronel Rômulo Palhares, ao detalhar o plano.
A operação inclui viaturas exclusivas para os locais de votação e policiais vinculados a cada ponto onde o eleitor vota. No Centro de Operações da PM (Copom), cinco mesas ficam reservadas para atender e despachar só as ocorrências eleitorais.
O que mudou desde o primeiro turno
Em 4 de outubro, a PMDF registrou dez ocorrências de crime eleitoral no DF. Sete foram boca de urna, duas seguem em apuração e uma terminou em prisão em flagrante por compra de votos em Planaltina. O guia sobre o que é proibido na boca de urna explica o que a lei considera crime neste domingo.
A novidade do segundo turno é tecnológica. A corporação vai testar câmeras corporais nos uniformes e câmeras nas viaturas. Os aparelhos geolocalizam o policial, permitem acompanhar uma ocorrência em tempo real e fazem reconhecimento facial. As câmeras dos carros também leem placas. Elas funcionam junto com drones e com o sistema DF 360, que reúne os recursos de monitoramento da cidade. Sobre o uso do reconhecimento facial na capital, a prisão no Plano Piloto em agosto mostra como a ferramenta já foi aplicada.
"São tecnologias que permitem geolocalizar, georreferenciar o nosso policial militar e permitem também que a gente acompanhe em tempo real, se assim for necessário, qualquer tipo de ocorrência", disse Palhares.
Como as urnas chegam às seções
A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), juíza Marília Guedes, descreveu a cadeia de custódia das urnas. Elas saem do galpão do tribunal e seguem até as escolas onde haverá votação com participação dos Correios, da Polícia Judicial e dos responsáveis pelos locais. Cada rota tem uma dupla de policiais judiciais dos tribunais da União no DF, e a PMDF monitora as unidades.
Marília Guedes afirmou ainda que as imagens do DF 360 sobre derrama de material de campanha no primeiro turno foram enviadas ao Ministério Público Eleitoral, que decidirá o tratamento jurídico se o autor for identificado. Segundo ela, o objetivo das câmeras é garantir que o eleitor vote livremente e sem constrangimento.
Esplanada e embaixadas depois das 17h
A PMDF montou um policiamento específico para a área central de Brasília no período pós-eleição, por causa da possibilidade de manifestações. O plano prevê reforço na proteção das embaixadas. Palhares disse que não há alerta nem indício de ameaça às representações diplomáticas e que a medida repete o primeiro turno. "O resultado dessa eleição, sobretudo quando se leva em consideração o cenário claramente polarizado, pode despertar paixões no eleitor, por isso temos planos de contingência", declarou.
O governo do DF também prevê controle de acesso à Esplanada dos Ministérios, com bloqueio principal perto da Catedral, na altura das vias L2 Norte e L2 Sul. Manifestantes não poderão avançar para o interior da Esplanada. Os desvios e o horário estão na matéria sobre a operação de trânsito do segundo turno.
Quando e quanto
- Votação: domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h.
- Policiamento: cerca de 5 mil militares, mesmo efetivo do primeiro turno.
- Atendimento: cinco mesas dedicadas a ocorrências eleitorais no Copom.
Fontes: Metrópoles e Agência Brasil, com dados do GDF. O resultado da votação no DF será acompanhado pelo SouBrasília a partir das 17h.






