PGDF pede à Justiça que devolva 90 ônibus à Marechal; Semob reforça linhas do Guará a Ceilândia
A PGDF pediu a suspensão da liminar que parou 90 ônibus da Marechal. A Semob usa 33 veículos reserva e mais 20 de outras empresas.

Neste texto4 tópicos
A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) pediu à Justiça a suspensão da liminar que tirou de circulação 90 ônibus Volvo da Auto Viação Marechal, parados desde a quarta-feira (28). A informação é do Metrópoles. Enquanto o pedido não é julgado, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) cobre as linhas com a frota reserva da própria Marechal e com veículos de outras concessionárias.
Os ônibus foram recolhidos por ordem judicial expedida em Curitiba (PR), em uma disputa de contrato financeiro entre a empresa e a Volvo Financial Services. O caso foi o assunto da primeira matéria do SouBrasília sobre o recolhimento, publicada no dia da retirada.
O que a PGDF alega
Segundo o Metrópoles, a procuradoria argumenta que a medida precisa ser desfeita para preservar a prestação de serviços públicos de que a população depende. O órgão também pede que os coletivos sejam usados exclusivamente no Sistema de Transporte Público Coletivo do DF (STPC/DF). Os 90 veículos fazem parte de uma frota de 530 ônibus da Marechal e atendiam regiões como Guará, Ceilândia, P Sul e Taguatinga. Ainda não há decisão sobre o pedido.
Como a Semob remanejou a frota
Em nota, a Semob-DF disse que acompanha a situação e orientou a Marechal a fazer ajustes operacionais, entre eles o uso dos 33 veículos da frota reserva. A pasta também remanejou ônibus de outras empresas, que somam mais 20 veículos:
| Empresa | Região reforçada |
|---|---|
| Piracicabana | Guará |
| Urbi | Samambaia e Taguatinga Sul |
| BSBBus | Ceilândia e Taguatinga |
A Semob informou ainda que o monitoramento feito pela secretaria não identificou acúmulo de passageiros nos terminais entre quarta-feira (28) e quinta-feira (29). A nota não informa quantas viagens deixaram de ser feitas nem quanto tempo o esquema de reforço pode durar.
Marechal, Volvo e a Câmara Legislativa
A Marechal afirmou ter sido surpreendida, já que mantém negociação em andamento com a Volvo, e disse ter adotado as providências necessárias para garantir a continuidade do transporte. A Volvo Financial Services declarou que a retirada ocorreu por "inadimplência de contrato financeiro" e que houve inúmeras tentativas de negociação nos últimos seis meses. Em nota, a financeira disse buscar "alternativas responsáveis para um acordo que viabilize o imediato retorno dos veículos à operação regular".
Na quarta-feira, a Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da Câmara Legislativa deu prazo de 10 dias úteis para a Semob explicar o episódio. Em ofício assinado pelo presidente da comissão, deputado distrital Max Maciel (PSol), o colegiado pergunta quantas viagens programadas deixaram de ser realizadas, qual é a situação atual dos veículos e quando o serviço será regularizado. Também quer saber se os 33 ônibus reserva bastaram e qual é o plano de contingência caso a indisponibilidade continue. No ofício, o deputado escreve que a situação "suscita preocupação quanto à capacidade operacional e econômico-financeira da concessionária" para assegurar regularidade, continuidade e qualidade do serviço. O documento questiona, ainda, se a Semob avalia intervenção na concessão ou caducidade do contrato.
O que fazer se sua linha mudou
- Quem usa linhas do Guará, de Ceilândia, do P Sul, de Taguatinga e de Samambaia pode encontrar ônibus de outra empresa no lugar do habitual, conforme o remanejamento informado pela Semob.
- O DF no Ponto mostra horários em tempo real e alertas de serviço, e a consulta por linha indica a posição do ônibus no mapa. O guia do SouBrasília sobre o DF no Ponto traz o passo a passo.
O próximo passo é a decisão da Justiça sobre o pedido da PGDF e a resposta da Semob à Câmara Legislativa, prevista para dentro dos 10 dias úteis fixados pela comissão. O SouBrasília atualiza esta matéria se houver decisão.






