Pesquisa ouve 1.800 viajantes no aeroporto e na rodoviária de Brasília até 27 de novembro
IPEDF e Setur-DF entrevistam turistas que deixam o DF até 27/11: 1.800 questionários, 900 no aeroporto e 900 na rodoviária.

Neste texto3 tópicos
Entrevistadores do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF Codeplan) estão no Aeroporto Internacional de Brasília e no Terminal Rodoviário Interestadual desde esta quarta-feira (4) para perguntar a quem vai embora como foi a passagem pela capital. A coleta vai até 27 de novembro e prevê 1.800 questionários, 900 em cada terminal.
A pesquisa se chama "Perfil e Experiências do Turista no Distrito Federal" e é feita em parceria com a Secretaria de Turismo (Setur-DF), segundo nota publicada pelo próprio IPEDF nesta quarta.
Quem será abordado e o que vão perguntar
O público-alvo são os viajantes que estão voltando aos estados de origem. Quem embarca no aeroporto ou na rodoviária pode ser parado por um entrevistador e convidado a responder ao questionário. O instituto não informa duração da conversa nem se há sorteio ou qualquer contrapartida.
O questionário levanta dados básicos do visitante, como idade, gênero e escolaridade, e pergunta:
- o motivo da viagem a Brasília;
- onde a pessoa buscou informação para planejar a visita;
- onde ficou hospedada e como se deslocou pela cidade;
- quais atividades fez;
- o quanto ficou satisfeita com o destino.
O passageiro que só passa pelo aeroporto
Um bloco do questionário mira quem está em conexão. O diretor-presidente do IPEDF Codeplan, Manoel Clementino Barros Neto, afirmou que Brasília é um hub aéreo, com voos para todas as capitais, e que muita gente passa pelo aeroporto sem conhecer a cidade. As perguntas vão medir se esse passageiro toparia estender a espera para passear e consumir na cidade antes de seguir viagem.
"Com esses dados em mãos, o governo e o setor privado poderão criar estratégias eficientes para reter esse passageiro de conexão", disse Clementino na nota do instituto.
Duas etapas e o que vem depois
A primeira etapa é uma análise dos dados do módulo de Turismo da PNAD Contínua, do IBGE, feita desde 2019. Segundo o IPEDF, é a primeira vez que esses números ganham um recorte exclusivo para o Distrito Federal, já que o IBGE costuma divulgar só o resultado do país. A segunda etapa são as entrevistas presenciais.
A diretora de Estudos e Políticas Sociais do instituto, Marcela Machado, explicou que a PNAD permite estimar quantas pessoas viajaram ao DF, de onde vieram, por quê e quanto gastaram, mas não traz a avaliação da experiência no destino. Por isso as duas frentes são complementares.
A pesquisa é um dos três estudos previstos no termo de cooperação entre IPEDF e Setur-DF, publicado no Diário Oficial do DF em junho. Os outros dois tratam de ecoturismo, turismo de aventura e turismo rural no DF, e de uma avaliação dos indicadores do setor. O IPEDF não divulgou data para os resultados; a Setur-DF diz que usará o diagnóstico para orientar a promoção do destino e a infraestrutura de serviços.
Para entender o peso do setor, veja a matéria do SouBrasília sobre a arrecadação de mais de R$ 90 milhões do turismo no DF e a página com os guias de turismo em Brasília.
Fontes: nota do IPEDF Codeplan de 4 de novembro e nota de 23 de junho sobre o termo de cooperação, ambas em ipe.df.gov.br; reprodução no Jornal de Brasília.






