Igape: Roriz Neto lidera disputa por vaga de distrital com 3,7%

setembro 15, 2026
Fachada do edifício da Câmara Legislativa do Distrito Federal sob céu azul

O ex-deputado Joaquim Roriz Neto (PL) aparece na frente da disputa por uma vaga de deputado distrital no Distrito Federal, com 3,7% das intenções de voto, segundo pesquisa do Igape divulgada em 13 de setembro. O levantamento ouviu 2 mil eleitores entre 8 e 12 de setembro e foi contratado pela TV Atual, afiliada da Record News.

Chico Vigilante (PT) vem em seguida, com 3,3%. Max Maciel (PSOL) e Pepa (PP) empatam com 3,2%. Jaqueline Silva (MDB) e Delmasso (Republicanos) marcam 3%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, o que coloca praticamente todo o pelotão da frente dentro do empate técnico.

O dado que mais define a eleição, porém, não é o de nenhum candidato: 23,7% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar para a Câmara Legislativa, a menos de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Os 24 nomes que pontuam

São 24 candidatos com pelo menos 0,8% na rodada, para as mesmas 24 vagas em disputa na CLDF:

  • Joaquim Roriz Neto (PL): 3,7%
  • Chico Vigilante (PT): 3,3%
  • Max Maciel (PSOL): 3,2%
  • Pepa (PP): 3,2%
  • Jaqueline Silva (MDB): 3%
  • Delmasso (Republicanos): 3%
  • Delegado Fernando Fernandes (Republicanos): 2,8%
  • Eduardo Pedrosa (União): 2,8%
  • Renata Daguiar (Republicanos): 2,7%
  • Pastor Daniel de Castro (PP): 2,3%
  • Robério Negreiros (Podemos): 2%
  • Wellington Luiz (MDB): 2%
  • João Cardoso (PL): 1,7%
  • Ricardo Vale (PT): 1,7%
  • André Kubitschek (PL): 1,7%
  • Martins Machado (Republicanos): 1,5%
  • Bispo Renato Andrade (Republicanos): 1,4%
  • Hermeto (MDB): 1,3%
  • Gabriel Magno (PT): 1,1%
  • Iolando (MDB): 1%
  • Jorge Vianna (Democrata): 1%
  • Rôney Nemer (PP): 0,9%
  • Rogério Ulysses (Avante): 0,9%
  • Delegada Doutora Jane (Republicanos): 0,8%

O que mudou desde a rodada anterior

O Igape já havia ido a campo entre 31 de agosto e 5 de setembro, com a mesma amostra de 2 mil eleitores e a mesma margem de erro. A comparação entre as duas rodadas mostra movimento no topo e no meio da tabela:

  • Roriz Neto saiu de 3,8% para 3,7% e assumiu a liderança sem crescer, porque quem estava à frente caiu
  • Chico Vigilante recuou de 4,1% para 3,3% e perdeu a primeira posição
  • Delmasso subiu de 1,6% para 3%, a maior variação positiva do levantamento
  • Max Maciel foi de 2,3% para 3,2%
  • Eduardo Pedrosa passou de 1,9% para 2,8%
  • Martins Machado caiu de 3% para 1,5%
  • Pastor Daniel de Castro recuou de 3% para 2,3%

O total de indecisos também diminuiu: era 26,3% na rodada de agosto e passou a 23,7% em setembro. Rogério Ulysses (Avante) entrou na lista dos que pontuam, enquanto Rogério Morro da Cruz (PSD), que tinha 0,9%, saiu.

O que está em jogo na Câmara Legislativa

A CLDF é a única casa legislativa do país que acumula atribuições de assembleia estadual e de câmara municipal. São 24 deputados distritais, eleitos para mandato de quatro anos pelo sistema proporcional, em que o desempenho do partido ou da federação pesa tanto quanto o voto nominal.

Na mesma cédula de 4 de outubro, o eleitor do DF escolhe ainda governador, dois senadores, oito deputados federais e presidente da República. A votação para distrital é a primeira a ser digitada na urna, o que costuma concentrar nela a maior parte dos votos anulados por erro de digitação.

Por que nenhum candidato passa dos 4%

A eleição para a Câmara Legislativa é proporcional, e a fragmentação é a regra. Com 24 vagas divididas entre centenas de candidatos e um eleitorado de mais de 2,2 milhões de pessoas no DF, um índice de 3% em pesquisa já coloca o nome na zona de disputa real.

Isso significa que os percentuais precisam ser lidos com cautela: como todos os primeiros colocados estão dentro da margem de erro uns dos outros, a pesquisa indica um pelotão embolado, não uma ordem de chegada.

A rodada de setembro está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-09945/2026. A de agosto tem registro DF-07879/2026. Todo levantamento de intenção de voto precisa ser registrado na Justiça Eleitoral antes da divulgação, com metodologia, contratante e plano amostral.

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