qui, 5 nov

PCDF prende os 3 últimos da quadrilha que furtava Hilux e SW4 no DF

Segunda fase da Operação Rota 060 prendeu três integrantes na Vila Telebrasília, no SGON e no Sol Nascente; grupo é ligado a 11 furtos de caminhonetes.

Por Redação Sou Brasília 2 min de leitura
Lateral traseira de uma caminhonete azul estacionada em rua sombreada (foto ilustrativa, não é um dos veículos da investigação)
Foto: Olena Bohovyk/Pexels (ilustrativa)
Neste texto3 tópicos
  1. O que a PCDF descobriu depois da primeira fase
  2. Como a quadrilha funcionava
  3. Que penas esses crimes preveem

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu nesta quinta-feira (5) os três últimos integrantes da quadrilha que furtava e adulterava caminhonetes Toyota Hilux e SW4 no DF. A segunda fase da Operação Rota 060 cumpriu os mandados na Vila Telebrasília, no Setor de Garagens Oficiais Norte (SGON) e no Sol Nascente, segundo o Metrópoles.

A prisão preventiva dos três foi decretada em 19 de outubro, quando todos os envolvidos na organização foram denunciados. Eles respondem por organização criminosa, furto qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo. Por ora são suspeitos: a culpa só se define em sentença transitada em julgado.

O que a PCDF descobriu depois da primeira fase

A primeira etapa da Rota 060 saiu em 8 de outubro, com 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão no DF e em Goiás. Segundo o Metrópoles, que acompanhou a ação, a Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) obteve depois novas evidências e confirmou a participação de mais três pessoas.

O grupo atuou entre julho de 2025 e agosto de 2026. A PCDF atribui a ele pelo menos 11 furtos consumados de Hilux e SW4 no DF. O Correio Braziliense também registrou a investigação sobre as 11 caminhonetes.

Como a quadrilha funcionava

A polícia descreve uma estrutura em pirâmide, com tarefas divididas entre cinco núcleos.

  • Comando: planejava as ações e decidia o destino dos veículos.
  • Executores: levantavam o alvo, vigiavam e escoltavam a caminhonete.
  • Suporte técnico: usava módulos eletrônicos e decodificadores para liberar a partida.
  • Ocultação: levava o carro a pátios de "esfriamento", onde se checava se havia rastreador ativo.
  • Adulteração e transporte: clonava placas, remarcava o chassi, trocava vidros e transferia o veículo para outros estados.

Na ponta do esquema, o carro voltava ao mercado ilegal ou servia de moeda na compra de drogas, conforme a investigação.

Que penas esses crimes preveem

CrimePena
Organização criminosa3 a 8 anos de reclusão
Furto qualificado4 a 10 anos de reclusão
Adulteração de sinal identificador de veículo3 a 6 anos de reclusão

Os valores são os informados pela cobertura da operação. A defesa dos presos não foi localizada nas reportagens consultadas.

Caminhonete furtada no DF já apareceu em outras investigações recentes. Em agosto, dois homens foram presos com uma Hilux furtada no Park Sul, em ação da PCDF com a Polícia Rodoviária Federal. Nesta semana, a polícia também prendeu foragidos na Operação Full Time.

O caso segue em fase judicial. A PCDF recebe denúncias de furto e receptação de veículos pelo telefone 197.

Mais em Segurança

Ver todas

Mais lidas da semana

últimos 7 dias
Enviar no WhatsApp