Patricinha do Golpe volta a agir: não paga aluguel e leva móveis de apartamento em Águas Claras

abril 1, 2026

Caroline Alves de Morais, 37 anos, conhecida como “Patricinha do Golpe”, está sendo investigada pela 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) por um novo caso de golpe no Distrito Federal. Desta vez, ela é acusada de não pagar o aluguel de um apartamento mobiliado em Águas Claras e ainda levar os móveis do imóvel antes do despejo.

O novo golpe

No início de março, Caroline teria removido móveis e utensílios do apartamento alugado com a ajuda de um carro de frete. A ação foi descoberta após alerta da síndica do condomínio e confirmada por câmeras de segurança do prédio.

Entre os itens levados estão:

  • Cortinas de linho e blackout avaliadas em R$ 4,5 mil
  • Air Fryer Hamilton Beach de R$ 899
  • Criado-mudo de R$ 450
  • Roupas de cama e móveis planejados no valor de R$ 2,8 mil

Apenas uma televisão Samsung de 50 polegadas foi recuperada pela polícia. O prejuízo total, incluindo aluguel e custas processuais, é estimado em R$ 14 mil.

Histórico criminal

Caroline foi condenada em 2022 a 4 anos de prisão por quatro crimes de estelionato. Entre os golpes mais audaciosos está a locação falsa de uma mansão em São Miguel do Gostoso (RN) para o Réveillon de 2022, na qual recebeu R$ 24 mil de sinal por um imóvel que não estava reservado.

Ela também foi condenada por clonar cartões de crédito de amigas durante festas e viagens. Uma das vítimas, Evelyn Ribeiro, descobriu uma fatura de R$ 40 mil em compras de luxo feitas com seus dados. Outro golpe envolveu a clonagem do cartão de um neurocirurgião para assinar um clube de viagens.

Indulto e nova investigação

Apesar da condenação, Caroline nunca cumpriu pena em regime fechado ou semiaberto — apenas medidas alternativas em regime aberto. Em 2025, foi beneficiada pelo indulto presidencial (Decreto nº 12.338/2024), que extinguiu suas penas anteriores.

Agora, com a nova investigação, a Patricinha do Golpe pode voltar a responder na Justiça. A defesa alega que Caroline tentou devolver os itens à delegacia, mas o proprietário recusou parte dos bens por desavenças contratuais.