sáb, 17 out
Meio Ambiente

Orla do Lago Paranoá no Setor de Clubes Sul tem barracas, trailers e fogueiras irregulares, aponta MPDFT

Vistoria da 4ª Prourb no Centro de Lazer Beira-Lago encontrou comércio sem autorização, aluguel de caiaques e pedalinhos a verificar, lixo nas margens e falta de banheiros.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Margem do Lago Paranoá com vegetação, palmeiras e água em primeiro plano
Foto: Agência Brasília (2016), via Wikimedia Commons, CC BY 2.0
Neste texto3 tópicos
  1. O que a vistoria encontrou na orla do Lago Paranoá?
  2. Por que a falta de banheiro entra na conta
  3. O que o MPDFT recomenda

Uma vistoria do Ministério Público do DF (MPDFT) na orla do Lago Paranoá, no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), encontrou barracas, trailers, tendas e ambulantes sem autorização em área pública, além de lixo nas margens, churrasqueiras improvisadas e vestígios de fogueira. O trecho vistoriado é o conhecido Centro de Lazer Beira-Lago.

O levantamento foi feito pela 4ª Promotoria de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) entre agosto e setembro de 2026 e levou o MPDFT a reunir 14 órgãos do DF e da União em 5 de outubro.

O que a vistoria encontrou na orla do Lago Paranoá?

  • Comércio sem licença: barracas, trailers, tendas e ambulantes instalados em área pública sem autorização.
  • Uso de área verde e estacionamento: gramados e vagas ocupados por atividade comercial.
  • Carros onde não podem: trânsito de veículos em áreas destinadas à preservação ambiental.
  • Aluguel náutico: locação de caiaques e pedalinhos, cuja regularidade e compatibilidade com o zoneamento do lago ainda precisam ser verificadas.
  • Lixo: resíduos acumulados em áreas verdes, nas margens e em calçadas.
  • Fogo: churrasqueiras improvisadas e restos de fogueiras, práticas proibidas pelas regras ambientais da região.
  • Falta de estrutura: ausência de banheiros, mobiliário urbano e áreas de apoio para os frequentadores.

A equipe técnica também registrou pessoas em situação de rua perto da Ponte JK e nos acessos laterais da orla.

Por que a falta de banheiro entra na conta

O parecer do MPDFT liga parte da desordem à falta de serviço público. Sem banheiro, bancos e áreas de apoio, quem frequenta a orla acaba recorrendo a estruturas provisórias, e o espaço é ocupado sem planejamento. Por isso, a recomendação não se limita a fiscalizar: inclui oferecer infraestrutura compatível com o uso que a população já faz do lugar.

O promotor Dênio Augusto de Oliveira Moura, da 4ª Prourb, disse na reunião que o objetivo é garantir que o acesso à orla seja seguro e ordenado, com respeito ao meio ambiente e às normas urbanísticas, e com serviços públicos adequados às atividades realizadas no local.

O que o MPDFT recomenda

  1. Reforçar a fiscalização na área.
  2. Conferir as licenças de todas as atividades em funcionamento.
  3. Adotar medidas de ordenamento para proteger o lago e garantir o uso coletivo do espaço.

Participaram do encontro Detran-DF, Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros, DF Legal, Iphan, Adasa, Ibram, Secretaria do Meio Ambiente, Seduh, Sedes, Marinha do Brasil, SLU e Administração Regional do Plano Piloto. A presença da Marinha se explica pelo aluguel de embarcações: no lago, a fiscalização náutica é de responsabilidade da Capitania Fluvial de Brasília.

No mesmo dia, o MPDFT discutiu a situação de outro ponto da orla, a área sob a Ponte do Bragueto, que terá projeto urbanístico. A segurança no lago também esteve em pauta depois da explosão de uma lancha que deixou quatro feridos graves.

Irregularidades na orla podem ser comunicadas à Ouvidoria do GDF pelo telefone 162 ou pelo site Participa DF.

Fonte: Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

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