Monique Medeiros se entregou neste domingo (20) à 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, e voltou a ser presa no caso Henry Borel. A mãe do menino de 4 anos, morto em 8 de março de 2021, foi encaminhada ao Instituto Penal Oscar Stevenson para exame e audiência de custódia antes de seguir para a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó.
A nova prisão foi determinada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que restabeleceu a preventiva após a Procuradoria-Geral da República acolher reclamação do pai de Henry. O relator avaliou que havia risco de reiteração de conduta e de prejuízo à instrução final do processo.
Monique é ré por homicídio e omissão de socorro. O namorado dela à época dos fatos, o ex-vereador Dr. Jairinho, responde por homicídio qualificado. A necropsia do menino registrou 23 lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática, compatíveis com tortura sistemática apontada pela investigação do Ministério Público do Rio.
Após o adiamento do julgamento anterior, a sessão do Tribunal do Júri foi remarcada para 25 de maio. A expectativa é de que a nova data consolide o fim do processo em primeiro grau, quase cinco anos após a morte de Henry Borel, caso que chocou o país e motivou aprovação da chamada Lei Henry Borel, contra violência doméstica e infantil.








