Janja representa o Brasil na ONU em conferência sobre a situação das mulheres em Nova York

março 9, 2026
Janja representa o Brasil na ONU em conferência sobre a situação das mulheres em Nova York

Primeira-dama integra delegação oficial autorizada por decreto presidencial; missão inclui debate internacional sobre feminicídio com Brasil, México, África do Sul, Espanha e Reino Unido


A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, embarcou no domingo (8/3/2026), Dia Internacional da Mulher, para Nova York, nos Estados Unidos, onde representa o Brasil na 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70) da Organização das Nações Unidas (ONU). A missão oficial, com despesas custeadas pelo governo federal, foi formalizada por decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 6 de março, com as assinaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Autorização oficial e duração da missão

O decreto designa Janja para participar do evento a convite da ministra das Mulheres, Márcia Lopes. O período oficial da missão vai de 7 a 14 de março, com todos os custos assumidos pelo erário. O gabinete da primeira-dama, no entanto, informou que a agenda presencial em Nova York está prevista entre os dias 8 e 13 de março. A CSW70 ocorre na sede da ONU entre 9 e 19 de março.

Delegação brasileira e representatividade

A comitiva do Brasil na CSW70 é composta por 40 servidoras públicas designadas a partir de 17 órgãos federais, conforme registros publicados no DOU. Entre as instituições representadas estão o Ministério das Mulheres, o Ministério da Saúde, o Ministério da Fazenda, o Ministério do Trabalho e Emprego, a Advocacia-Geral da União (AGU), a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Aberta do SUS.

Além de Janja, integram a delegação a ministra Márcia Lopes (Mulheres), a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. As deputadas federais Jandira Feghali (PC do B-RJ), Jack Rocha (PT-ES) e Gorete Pereira (MDB-CE) também acompanham a primeira-dama nas atividades.

Agenda: feminicídio no centro do debate

Na segunda-feira (9/3), Janja participou da cerimônia de abertura da CSW70 na sede da ONU e esteve presente na Fundação Ford para Justiça Social. Em um dos eventos, acompanhou o discurso da ministra Márcia Lopes durante debate sobre políticas para mulheres.

Nesta terça-feira (10/3), Brasil e México co-organizam o evento internacional de alto nível intitulado “Feminicídio e os caminhos para seu combate, com transformação cultural e social”, com a participação de representantes de África do Sul, Espanha e Reino Unido. O encontro reúne países para discutir mecanismos de prevenção, proteção e responsabilização em casos de violência contra mulheres.

A participação brasileira na CSW70 se insere no contexto do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, assinado em fevereiro de 2026. A iniciativa criou um comitê de 12 integrantes responsável por coordenar políticas públicas voltadas ao combate à violência de gênero. Segundo o presidente Lula, a proposta do pacto surgiu a partir de uma sugestão da própria Janja, após ela se sensibilizar com casos de assassinatos de mulheres registrados em 2025.

Reconhecimento internacional recente

A viagem à ONU ocorre poucos dias após Janja receber um título internacional. Em 4 de março, durante cerimônia no Palácio do Itamaraty, em Brasília, ela foi nomeada “Campeã da Igualdade Social” pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). O reconhecimento foi entregue pelo diretor-geral da entidade, Qu Dongyu, e destaca o envolvimento da primeira-dama em iniciativas de combate à fome.

Histórico de viagens internacionais

Com a missão em Nova York, Janja acumulará, desde o início do mandato em 2023, 170 dias fora do país — 23 dias a mais do que o próprio presidente Lula passou no exterior no mesmo período. Ao todo, foram 36 viagens a 38 países, segundo levantamento do Poder360 realizado entre 2023 e 2026.


Segurança pública no Distrito Federal

O Distrito Federal conta com duas forças policiais estaduais — a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) — além do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF). A segurança pública no DF é custeada pela União, diferentemente dos demais estados brasileiros, o que garante um orçamento per capita entre os maiores do país.

Apesar dos recursos, regiões como Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas e Estrutural concentram os maiores índices de criminalidade do DF. A PCDF mantém delegacias especializadas em crimes contra a vida, crimes patrimoniais, violência doméstica, crimes cibernéticos e proteção à criança e ao adolescente.

Como registrar boletim de ocorrência no DF

Para crimes sem violência em curso, é possível registrar o boletim de ocorrência de forma online pela Delegacia Eletrônica da PCDF (www.pcdf.df.gov.br). Para crimes em flagrante ou situações de urgência, ligue 190 (PMDF) ou 197 (PCDF).

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