A bolsa brasileira começou o segundo semestre em máxima histórica. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário, fechou a sexta-feira, 3 de julho, em alta de 0,89%, aos 174.322 pontos, em novo recorde de pontuação. No mesmo pregão, o dólar recuou e operou perto de R$ 5,16.
O movimento aconteceu em uma sessão de liquidez mais baixa, comum no início de semestre e afetada pelo feriado nos Estados Unidos. Ainda assim, o índice renovou o topo, sustentado pela entrada de recursos e pela expectativa em torno dos juros.
O que move o mercado agora
O câmbio ajudou a compor o dia. A moeda americana passou a maior parte do pregão em queda ante o real, com a taxa oscilando na faixa entre R$ 5,16 e R$ 5,20. O real mais forte alivia a pressão sobre os preços importados e favorece a percepção de risco do país.
- Ibovespa: alta de 0,89%, aos 174.322 pontos, recorde de fechamento
- Dólar: recuo, na faixa de R$ 5,16 a R$ 5,20
- Sessão marcada por liquidez baixa e feriado nos Estados Unidos
- Foco do mercado: a próxima reunião do Copom, no fim de julho, e o prazo da tarifa americana
O apetite por ações brasileiras convive com dois pontos de atenção no radar. O primeiro é a decisão de juros do Copom, prevista para o fim do mês, que vai indicar o ritmo de queda da Selic daqui para frente. O segundo é o calendário da sobretaxa americana sobre produtos do Brasil, com prazo marcado para a segunda quinzena de julho.
“Bolsa em máxima com dólar em queda é sinal de fluxo estrangeiro e de expectativa de corte de juros. Mas o mercado sabe que a agenda externa pode mudar o humor de uma hora para outra”, avalia a leitura de curto prazo entre operadores.
A Selic, hoje em 14,25% ao ano, ainda paga um prêmio alto na renda fixa, o que costuma competir com a bolsa. Mesmo assim, a perspectiva de que o juro caia nos próximos meses ajuda a explicar o interesse por ações, que tendem a se valorizar quando o custo do dinheiro recua.
Para o pequeno investidor, o recorde do índice serve de alerta duplo: mostra a força do momento, mas lembra que topo histórico também pede cautela e diversificação, sem decisão tomada no calor da euforia.
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