Exportação do agro dispara em junho e carne bovina embarca volume recorde no ano

julho 5, 2026
Exportação do agro dispara em junho e carne bovina embarca volume recorde no ano

O agronegócio brasileiro manteve o pé no acelerador nas vendas ao exterior. Na parcial até a terceira semana de junho, as exportações da agropecuária cresceram 21,9% na comparação com o mesmo período do ano passado e somaram US$ 5,89 bilhões, segundo os dados de comércio exterior.

O avanço foi puxado por dois pilares tradicionais da pauta brasileira: a soja e as carnes. Juntos, os produtos sustentam o superávit comercial do país e reforçam o peso do campo na balança.

Onde estão os destaques

A soja registrou alta de 23,6% no período, consolidando o grão como um dos principais itens da pauta exportadora. Entre as carnes, o desempenho também impressionou, com crescimento em praticamente todas as frentes.

  • Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada: alta de 32,8%
  • Carnes de aves: avanço de 69,0%
  • Animais vivos: salto de 115,7%
  • Soja: crescimento de 23,6% na parcial de junho

O ritmo se soma a um começo de ano robusto. Nos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil embarcou 1,36 milhão de toneladas de carne bovina, o maior volume já registrado para o período desde o início da série da Secex, em 1997. No primeiro trimestre, o agro exportou mais de US$ 38 bilhões, com superávit de US$ 33 bilhões.

“O campo segue como o fiador do saldo comercial. Enquanto a indústria patina, é a soja e a carne que garantem o dólar entrando no país”, resume a avaliação sobre o peso do setor na balança.

A força das vendas tem lastro na demanda internacional firme, sobretudo da Ásia, e na competitividade do produto brasileiro. O câmbio favorável ao exportador também ajuda a compor o resultado, ao tornar mais atrativa a venda em dólar.

O desempenho do agro, porém, convive com um ponto de atenção no horizonte: as ameaças de barreiras comerciais nos Estados Unidos, um dos destinos das exportações brasileiras. Uma sobretaxa pesada poderia afetar setores específicos e cobrar da diplomacia comercial uma negociação rápida.

Por ora, os números de junho reforçam o Brasil como potência global no agronegócio e mantêm o campo no centro da conta que fecha o superávit comercial.

Leia também: O que pode mudar na exportação com a ameaça de tarifa dos EUA

Faz parte da rede de portais NYX · Distrito News — noticias do Distrito Federal