O agronegócio brasileiro manteve o pé no acelerador nas vendas ao exterior. Na parcial até a terceira semana de junho, as exportações da agropecuária cresceram 21,9% na comparação com o mesmo período do ano passado e somaram US$ 5,89 bilhões, segundo os dados de comércio exterior.
O avanço foi puxado por dois pilares tradicionais da pauta brasileira: a soja e as carnes. Juntos, os produtos sustentam o superávit comercial do país e reforçam o peso do campo na balança.
Onde estão os destaques
A soja registrou alta de 23,6% no período, consolidando o grão como um dos principais itens da pauta exportadora. Entre as carnes, o desempenho também impressionou, com crescimento em praticamente todas as frentes.
- Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada: alta de 32,8%
- Carnes de aves: avanço de 69,0%
- Animais vivos: salto de 115,7%
- Soja: crescimento de 23,6% na parcial de junho
O ritmo se soma a um começo de ano robusto. Nos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil embarcou 1,36 milhão de toneladas de carne bovina, o maior volume já registrado para o período desde o início da série da Secex, em 1997. No primeiro trimestre, o agro exportou mais de US$ 38 bilhões, com superávit de US$ 33 bilhões.
“O campo segue como o fiador do saldo comercial. Enquanto a indústria patina, é a soja e a carne que garantem o dólar entrando no país”, resume a avaliação sobre o peso do setor na balança.
A força das vendas tem lastro na demanda internacional firme, sobretudo da Ásia, e na competitividade do produto brasileiro. O câmbio favorável ao exportador também ajuda a compor o resultado, ao tornar mais atrativa a venda em dólar.
O desempenho do agro, porém, convive com um ponto de atenção no horizonte: as ameaças de barreiras comerciais nos Estados Unidos, um dos destinos das exportações brasileiras. Uma sobretaxa pesada poderia afetar setores específicos e cobrar da diplomacia comercial uma negociação rápida.
Por ora, os números de junho reforçam o Brasil como potência global no agronegócio e mantêm o campo no centro da conta que fecha o superávit comercial.
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