Greve no IML‑DF: servidores fazem ato por reestruturação da carreira e paralisam atividades

março 18, 2026

Servidores do Instituto de Medicina Legal do Distrito Federal (IML‑DF) iniciaram uma greve por tempo indeterminado e organizaram um ato em frente ao Palácio do Buriti, em Brasília, nesta quarta‑feira (18/3), em busca da reestruturação da carreira e de melhores condições de trabalho. A categoria afirma que a paralisação foi motivada pela falta de avanços nas negociações com o Governo do Distrito Federal (GDF), apesar das tentativas de diálogo ocorridas desde 2023.

Motivos da greve e reivindicações dos servidores

O movimento paredista foi aprovado após assembleias lideradas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do Distrito Federal (Sindireta‑DF), que representa a carreira de Agentes de Atividades Complementares de Segurança Pública (AACSP) — categoria responsável por funções técnicas no IML.

Os servidores reivindicam uma reestruturação da carreira e valorização profissional, alegando que outras carreiras da segurança pública do DF já receberam reajustes e melhorias recentemente, enquanto a categoria do IML permanece sem mudanças salariais e estruturais.

Durante o ato, o presidente da AACSP, José Romildo Soares, confirmou que a força de trabalho no IML está “100% parada”. A greve ocorre em meio a problemas operacionais na rotina do instituto, com atrasos em procedimentos médico‑legais essenciais, como exames e necrópsias, devido à falta de servidores.

Impactos da paralisação e serviços essenciais

A paralisação dos servidores do IML‑DF já tem reflexos no atendimento à população, com atrasos na realização de exames e procedimentos geralmente executados pela equipe técnica. Embora relatos indiquem que parte dos serviços urgentes — como a remoção de cadáveres e exames imprescindíveis — esteja sendo mantida por agentes de plantão, a greve segue afetando atividades que dependem do trabalho integral da equipe.

Em nota, o sindicato informou que um agente foi mantido na sede do IML durante o ato para garantir a realização de exames urgentes, como os de sexologia forense e coletas cautelares de sangue e urina. A categoria também orientou que as demandas de remoção de corpos sejam comunicadas à coordenação da paralisação para avaliação de prioridades.

Diálogo com o Governo do DF

O Sindireta‑DF reafirmou que permanece aberto ao diálogo com o GDF e espera que seja apresentado um projeto de lei que contemple as mudanças estruturais e salariais exigidas pela categoria. A reestruturação da carreira e a valorização profissional são tidas pelos servidores como essenciais para a melhoria dos serviços periciais prestados pelo IML à população do Distrito Federal.