Golpista que vendeu ingresso falso de show pelo Instagram pega 4 anos e 8 meses em regime fechado no DF
TJDFT manteve condenação de homem que criou perfis falsos, recebeu R$ 800 por Pix na conta da mãe e mandou ingressos de evento fictício. Veja como não cair no golpe.

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A 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) manteve a condenação de um homem que vendeu ingressos falsos de show pelo Instagram. A pena é de 4 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por estelionato mediante fraude eletrônica.
Segundo o processo, o réu criou perfis falsos na rede social e ofereceu a uma compradora dois ingressos para um show em Brasília. Ela pagou R$ 800 por Pix, para uma conta em nome da mãe do acusado. Depois de receber o dinheiro, ele mandou por e-mail ingressos falsificados, emitidos em um evento fictício criado em uma plataforma de venda, e bloqueou a vítima.
Como a Justiça chegou ao golpista?
A defesa alegou que a condenação se baseava só em uma confissão feita na polícia, que a vítima não reconheceu o acusado e que a conta bancária era de outra pessoa. O colegiado rejeitou os argumentos. A confissão foi confirmada pelo relato da vítima, pelas capturas de tela das conversas, pelo comprovante do Pix, pelo e-mail com os ingressos falsos, pelas informações do banco e por vídeos da investigação.
Os desembargadores explicaram que a vítima negociou com perfis falsos e, por isso, não teria como reconhecer o autor. Sobre a conta da mãe, o relator afirmou que "a utilização de conta de terceiro constituiu expediente fraudulento empregado para viabilizar a fraude eletrônica".
O regime fechado foi mantido porque o réu é reincidente e tem maus antecedentes. Ele também terá de devolver os R$ 800 à vítima.
Sinais de que o ingresso pode ser golpe
- Venda por perfil de rede social: o vendedor não é o canal oficial do evento e tem perfil novo, com poucas publicações ou comentários desativados.
- Pix para pessoa física: o pagamento vai para uma conta em nome de outra pessoa, diferente de quem negocia.
- Pressa e preço bom demais: o vendedor pressiona dizendo que há outros interessados, ou oferece setor esgotado abaixo do preço.
- Ingresso por e-mail ou print: o bilhete chega como PDF ou imagem, sem transferência de titularidade pela plataforma oficial.
- Bloqueio depois do pagamento: é o sinal final do golpe, e nessa hora o dinheiro já saiu.
O que fazer para comprar com segurança
- Compre no canal indicado pelo produtor do show ou na bilheteria física.
- Em revenda, prefira as plataformas que transferem o ingresso de forma oficial para o seu nome ou CPF.
- Desconfie de eventos que você não encontra no site oficial do artista ou do local.
- Se cair no golpe, avise o banco na hora e peça a devolução pelo Mecanismo Especial de Devolução do Pix (MED). Depois, registre ocorrência.
A ocorrência pode ser feita sem sair de casa: o SouBrasília explica como usar a Delegacia Eletrônica da PCDF para registrar golpe e fraude. Quem vai ao show deste sábado no Mané Garrincha encontra os canais oficiais no guia de ingressos de Zé Neto & Cristiano.
O processo tem o número 0705096-49.2025.8.07.0020.
Fonte: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).





