A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) abriu seleção nacional de estagiários com inscrições gratuitas até 3 de setembro, ao meio-dia, para estudantes de graduação e de pós-graduação. As bolsas variam de R$ 1.310,00 a R$ 2.231,39, com auxílio-transporte, e as vagas valem para unidades do órgão em todo o país.
O processo seletivo foi anunciado pelo Ministério da Fazenda em 20 de agosto e é operado pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), que recebe as inscrições pelo portal de processos públicos da entidade. Toda a etapa inicial acontece pela internet, incluindo a prova.
Quem pode se inscrever
A seleção alcança estudantes matriculados em instituições públicas ou privadas nos cursos de Ciência da Computação, Ciências Atuariais, Ciências Contábeis, Ciência Política, Comunicação Social, Direito, Economia, Gestão, Governança (apenas na pós-graduação), Matemática, Pedagogia e Psicologia.
O edital não fixa número de vagas. Quem for aprovado entra em cadastro reserva e pode ser chamado conforme surgirem oportunidades nas unidades da PGFN. A classificação vale por seis meses a partir da publicação do resultado definitivo, prazo que pode ser prorrogado por até igual período.
Como é a prova
A avaliação tem 30 questões de múltipla escolha, com quatro alternativas cada e apenas uma correta. Para ser classificado, o candidato precisa acertar no mínimo 18 questões. Nos cursos de Direito e de Ciência da Computação há exigência adicional: pelo menos cinco acertos nas perguntas de conhecimentos específicos.
O estágio pode ser presencial, remoto ou híbrido, conforme a necessidade da unidade da PGFN responsável pela contratação. A definição sai no momento da convocação, não no ato da inscrição.
O que olhar antes de se inscrever
- Inscrição gratuita e feita apenas pela internet, no portal de processos públicos do CIEE.
- Prazo final: 3 de setembro de 2026, às 12h.
- Bolsa entre R$ 1.310,00 e R$ 2.231,39, mais auxílio-transporte.
- Editais separados para graduação e para pós-graduação.
- Aprovação forma cadastro reserva, sem garantia de convocação imediata.
Seleções de estágio no serviço público federal costumam concentrar inscrições nos últimos dias de prazo, o que sobrecarrega o sistema. Quem depende de comprovante de matrícula ou de histórico escolar deve providenciar os documentos antes do fechamento das inscrições.
Em Brasília, a oferta de estágio tem sido puxada tanto por órgãos federais quanto por entidades do comércio. Em agosto, a Fecomércio-DF abriu mutirão virtual com 300 vagas de estágio, com processo seletivo próprio.
A PGFN é o órgão responsável pela cobrança da dívida ativa da União e pela representação judicial da Fazenda Nacional. Suas unidades estão distribuídas por procuradorias regionais, estaduais e seccionais, o que explica a amplitude do cadastro reserva anunciado agora.
O que a lei do estágio garante
Independentemente do órgão, o estágio segue a Lei 11.788/2008, que fixa jornada máxima de seis horas diárias e 30 horas semanais para estudantes do ensino superior. A norma também assegura recesso remunerado de 30 dias a cada 12 meses de estágio, a ser usado preferencialmente durante as férias escolares.
A mesma lei limita a duração do estágio na mesma parte concedente a dois anos, exceto no caso de estagiário com deficiência, e exige a assinatura de termo de compromisso entre estudante, instituição de ensino e órgão. O documento precisa definir atividades compatíveis com o curso, o que na prática determina em qual unidade o estudante pode ser lotado.
Para quem cursa Direito, o estágio na PGFN costuma envolver rotinas de contencioso e de análise de processos administrativos fiscais, área com demanda constante no serviço público federal. Nos cursos de tecnologia e de ciências de dados, as atividades se concentram em sistemas de cobrança e em bases de informação da dívida ativa.
O calendário completo, com a data da prova e a divulgação dos resultados, consta dos editais publicados pelo CIEE e na página do programa de estágio da PGFN no portal gov.br. Vale conferir os dois documentos, porque as regras de graduação e de pós-graduação estão em editais distintos.








