Celina Leão visita a Feira dos Importados e ouve pedidos dos feirantes

agosto 21, 2026
Corredor de lojas da Feira dos Importados, no SIA, em Brasília

A governadora Celina Leão (PP) percorreu os corredores da Feira dos Importados, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), na quarta-feira (19), para ouvir reivindicações dos permissionários sobre a área externa de um dos centros comerciais mais movimentados do Distrito Federal.

A agenda foi registrada pelo Jornal de Brasília. Celina, que disputa a reeleição, disse ter ido ao local para escutar diretamente quem trabalha na feira, e apontou o espaço como o segundo mais visitado do DF. A área externa, alvo das queixas, concentra estacionamento, calçadas e acessos usados por milhares de clientes todos os dias, e é justamente a parte do complexo que depende de manutenção do poder público.

O que a governadora disse na feira

Ao ser questionada sobre o motivo da visita, a governadora afirmou que o contato direto com os feirantes orienta as decisões da gestão.

“A gente veio ouvir essas reivindicações tanto da melhoria da área externa, porque você tem que saber realmente sobre o que você está governando”, disse Celina Leão.

Ela também tratou da sobreposição entre a rotina de governo e a campanha, já em curso no calendário eleitoral. “Ao mesmo tempo que eu sou candidata, eu ouço também as demandas como governadora. Eu chego não como aquela que vai prometer, mas aquela que tem condição já de realizar algumas coisas de forma imediata”, afirmou.

Não houve anúncio de obra, prazo ou valor para a área externa durante a visita.

A limpeza semanal na área externa

A demanda apresentada pelos feirantes tem uma frente de trabalho já em operação. Desde abril, o GDF mantém um mutirão semanal de zeladoria na feira, sempre às segundas-feiras, dia em que o comércio fica fechado. A ação reúne a Administração Regional do SIA, a Novacap, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Vigilância Sanitária, a Neoenergia e o programa GDF Presente.

O pacote de serviços executado nesses mutirões inclui:

  • varrição e recolhimento de resíduos nos corredores e no entorno;
  • lavagem dos estacionamentos;
  • poda de vegetação;
  • manutenção asfáltica e desobstrução de bocas de lobo;
  • pequenos reparos na área externa.

Cada órgão entra com a própria competência: a Novacap responde por obras e manutenção urbana, o SLU pela coleta de resíduos, a Neoenergia pela rede elétrica e a Vigilância Sanitária pela fiscalização dos pontos de alimentação. O GDF Presente cuida dos pequenos reparos e da recuperação de mobiliário urbano.

Pelos números da administração regional, a feira recebe de 10 mil a 15 mil pessoas por dia durante a semana, e o fluxo chega a 25 mil aos fins de semana. É esse volume que transforma calçada quebrada, boca de lobo entupida e estacionamento sem manutenção em problema diário para quem vende e para quem compra no SIA.

Pesquisa, BRB e o tom da campanha

Na mesma agenda, a governadora comentou o desempenho nas pesquisas. Levantamento do Real Time Big Data divulgado em 19 de agosto apontou Celina Leão com 34% das intenções de voto, à frente de José Roberto Arruda, com 22%, e de Leandro Grass, com 18%, como o SouBrasília mostrou.

“Eu recebo com muito carinho a pesquisa, mas eu sou uma pessoa com muito pé no chão. Eu acho que o que os adversários escolheram para nos atacar na nossa honra não está funcionando, porque as pessoas não gostam disso”, disse.

Ela ainda respondeu às críticas sobre a gestão do Banco de Brasília. “Nós estamos em curso dessas negociações e eu tenho certeza que o BRB, como tem sido firme, um banco que está sólido e forte, vai resistir a todos esses ataques dos adversários que não têm proposta e levam algo irreal”, afirmou.

O que muda para quem trabalha na feira

Para o feirante, o efeito prático da visita depende do que sair depois dela. A pauta entregue à governadora trata de infraestrutura da área externa, item que hoje depende do mutirão semanal e de intervenções pontuais da Novacap e da administração regional. Sem cronograma anunciado, não há prazo definido para uma obra estruturante no entorno.

A feira fecha às segundas-feiras, dia reservado para o mutirão de zeladoria, e é operada por permissionários organizados em cooperativa. A manutenção da área externa cabe ao poder público, o que explica por que a cobrança dos comerciantes chegou à governadora e não à administração da própria feira.

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