Capital Lab impulsiona empreendedorismo científico no DF a partir desta quinta

maio 12, 2026
Capital Lab impulsiona empreendedorismo científico no DF a partir desta quinta

O Capital Lab, programa de fomento ao empreendedorismo científico e à inovação no Distrito Federal, será lançado nesta quinta-feira (15). A iniciativa prevê atender mais de 4 mil pessoas ao longo do primeiro ano com ações de capacitação, mentoria e difusão científica voltadas a estudantes, pesquisadores e empreendedores.

O programa nasce com a missão de aproximar a produção científica das universidades públicas do DF — UnB, IFB e UnDF — do ecossistema empreendedor. A intenção é transformar pesquisas, patentes e descobertas em produtos e serviços com viabilidade econômica, gerando emprego qualificado e diversificando a base produtiva da capital federal.

O que oferece o Capital Lab

O Capital Lab tem três frentes principais: capacitação de pesquisadores em empreendedorismo, conexão entre laboratórios e mercado, e difusão científica para o grande público. Cada frente terá agenda de atividades ao longo de 2026, com cursos, hackathons, feiras de inovação e jornadas científicas em escolas públicas.

  • Capacitação: cursos de empreendedorismo para pesquisadores
  • Conexão laboratório-mercado: mentoria, validação e prototipagem
  • Difusão científica: palestras em escolas e eventos públicos
  • Meta inicial: 4 mil pessoas atendidas no primeiro ano
  • Lançamento: quinta-feira, 15 de maio de 2026

O programa será executado em parceria entre Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF (Secti-DF), Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e instituições de ensino superior. A coordenação técnica caberá à Secti, com o suporte financeiro garantido por aportes da FAP-DF e potenciais parceiros privados.

Por que apostar em empreendedorismo científico

O DF tem alta concentração de instituições de ensino superior e pesquisa: UnB, IFB, UnDF, Embrapa, e dezenas de universidades privadas. Apesar disso, a transformação dessa produção científica em produtos comerciais ainda é limitada — gargalo que o Capital Lab pretende ajudar a romper. Cidades como São Paulo, Florianópolis e Belo Horizonte já têm ecossistemas mais maduros nesse sentido.

A diversificação econômica é estratégia recorrente em capitais cujo PIB é dominado pelo setor público, como Brasília. O peso da União, do GDF e das autarquias federais responde por mais da metade da economia local. Estimular setores não estatais — como inovação, tecnologia, biotecnologia e serviços qualificados — reduz vulnerabilidade fiscal e cria empregos resilientes.

“O Capital Lab vai aproximar pesquisa e mercado, formar empreendedores cientificamente embasados e divulgar o conhecimento gerado em nossas universidades para a sociedade. É uma aposta no futuro produtivo do DF”, afirma orientação institucional do programa.

Como participar do programa

Os interessados em participar das atividades do Capital Lab poderão se inscrever pelo portal oficial do programa, a ser lançado nesta quinta-feira. A maioria das atividades é gratuita, com vagas limitadas distribuídas por critérios de mérito acadêmico, pertinência da proposta e diversidade de origem (instituição, gênero, recorte regional).

Pesquisadores com projetos em estágio mais avançado de prototipagem poderão se candidatar a editais específicos de fomento, com aporte financeiro para validação de mercado, registro de patente e desenvolvimento de produto mínimo viável. A FAP-DF, em parceria com o programa, deve abrir o primeiro edital ainda em 2026.

O Capital Lab integra um conjunto mais amplo de iniciativas de inovação no DF. O Innova Summit, realizado esta semana, também aborda a interface entre ciência e mercado. A combinação de iniciativas indica esforço coordenado do GDF para posicionar o DF como polo nacional de inovação até o fim da década.