Câncer de mama no DF: onde fazer mamografia e como é o tratamento

setembro 14, 2026
Mulher com laço rosa na blusa apalpa a própria mama em gesto de autoexame

A rede pública do Distrito Federal tem um fluxo definido para o câncer de mama, que começa na unidade básica de saúde e vai até a biópsia e o início do tratamento. A porta de entrada é a UBS mais próxima da casa da paciente, e a orientação da Secretaria de Saúde é que mulheres de 40 a 75 anos procurem a unidade mesmo sem sentir nada.

Essa faixa etária segue a diretriz do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O rastreamento existe justamente para encontrar o tumor antes de ele dar sinal, fase em que a chance de tratamento bem-sucedido é maior.

Onde fazer mamografia no DF

O médico da UBS é quem solicita a mamografia de rastreamento. O exame é feito em unidades da rede ou pelo projeto Peito Aberto, parceria com o Laboratório Sabin que amplia a oferta de vagas e acelera a entrega dos laudos. As unidades que oferecem o exame são:

  • Hospital Regional de Sobradinho (HRS)
  • Hospital Regional da Asa Norte (Hran)
  • Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib)
  • Hospital da Região Leste (HRL)
  • Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu)
  • Hospital Regional de Samambaia (HRSam)
  • Hospital Regional de Taguatinga (HRT)
  • Hospital Regional do Gama (HRG)
  • Centro de Radiologia de Taguatinga (CRT)
  • Hospital Regional de Ceilândia (HRC)

Os sinais que levam à UBS antes da idade de rastreio

Fora do calendário de rastreamento, é a alteração percebida pela própria mulher que aciona o atendimento. A Secretaria de Saúde lista como sinais de alerta:

  • nódulo palpável, em geral indolor;
  • alterações na pele da mama, como vermelhidão ou retração;
  • saída de secreção pelo mamilo;
  • mudança no formato ou no tamanho da mama;
  • inchaço na axila;
  • inversão do mamilo;
  • dor mamária.

Nenhum desses sinais é diagnóstico por si só, e a maior parte dos nódulos de mama é benigna. O que eles determinam é a necessidade de avaliação clínica, e é isso que a UBS faz na primeira consulta.

Embora seja raro, o câncer de mama também atinge homens. Dados do Inca apontam que 1% dos pacientes são do sexo masculino, e o fluxo de atendimento é o mesmo.

Do exame alterado ao início do tratamento

Se a mamografia vier com alteração ou se o médico da UBS identificar suspeita clínica, a paciente é encaminhada com prioridade para consulta com mastologista em um dos hospitais regionais. O prazo médio informado pela rede para essa consulta é inferior a 30 dias.

Na consulta com o especialista, a biópsia pode ser feita no próprio consultório quando o nódulo é palpável. Se não for possível, o procedimento é agendado em unidade de radiologia para ser guiado por imagem, por mamografia, ecografia ou ressonância.

Confirmado o diagnóstico, o tratamento começa em seguida. O plano terapêutico é individual e pode ter início por cirurgia ou por sessões de quimioterapia, conforme o estágio do tumor e as condições clínicas da paciente, com acompanhamento da equipe médica ao longo de todas as etapas.

O que levar e o que não fazer

Para a primeira consulta na UBS bastam documento de identidade, CPF e o Cartão SUS. Quem já fez mamografia antes deve levar os exames anteriores, porque a comparação entre imagens de anos diferentes é parte da leitura do radiologista.

O erro mais comum é esperar o nódulo crescer para procurar atendimento, na expectativa de que “pode ser nada”. A outra falha frequente é abandonar o acompanhamento depois de um exame normal: o rastreamento é periódico, não único.

Para localizar a UBS de referência, a Secretaria de Saúde disponibiliza consulta por CEP no portal da pasta. Leia também: UBS do DF: 9 unidades atendem até as 22h e 66 abrem no sábado.

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