O iPhone 18 Pro de 256 GB custa R$ 11.999 na loja oficial da Apple no Brasil, o equivalente a 7,4 meses de trabalho de quem ganha um salário mínimo. O dado é de levantamento publicado nesta sexta-feira (11) pela Gazeta do Povo, que comparou o preço do aparelho em 36 mercados.
A comparação tomou o preço de varejo praticado nas lojas oficiais da Apple no dia 10 de setembro de 2026 e dividiu o valor pelo salário mínimo ou piso salarial por hora de cada país. No Brasil, o mínimo é de R$ 1.621 por mês, o que dá R$ 7,37 por hora em uma jornada de 220 horas mensais. Nessa conta, o aparelho consome 1.628 horas de trabalho.
Onde o aparelho pesa menos no bolso
Em Nova York, o mesmo iPhone 18 Pro sai por US$ 1.199, sem impostos incluídos, cerca de R$ 6.146 pela conversão usada no levantamento. Com o piso de US$ 17 por hora vigente na cidade, o trabalhador americano precisa de 76,8 horas para comprá-lo, 21 vezes menos que o brasileiro.
A distância fica maior quando a referência é a Suíça. Em Genebra, onde o piso é de CHF 24,59 por hora, algo próximo de R$ 155, o aparelho equivale a uma fração do que custa ao trabalhador brasileiro.
- Brasil: R$ 11.999, ou 1.628 horas de trabalho no salário mínimo
- Nova York: US$ 1.199 sem impostos, ou 76,8 horas de trabalho
- Turquia: R$ 14.583, o preço nominal mais alto entre os 36 mercados
- Índia: 1.858 horas de trabalho, o único país onde o esforço supera o brasileiro
O Brasil aparece como o segundo país mais caro em valor nominal, atrás apenas da Turquia. Quando o critério passa a ser o poder de compra, porém, o país se torna o mercado mais inacessível entre os comparados, com exceção da Índia.
Por que o preço é tão alto aqui
O levantamento aponta a carga tributária como um dos fatores centrais da diferença. Os tributos já vêm embutidos no preço oficial anunciado pela Apple no Brasil, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, onde o imposto estadual sobre vendas é somado no caixa.
Na cadeia de importação e comercialização do aparelho incidem tributos federais e estaduais:
- Imposto de Importação (II)
- Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
- PIS/Pasep
- Cofins
- ICMS, que varia conforme o estado
O texto da Gazeta do Povo não abre o percentual de cada tributo no preço final do aparelho, e a Apple não divulga essa composição.
O que isso diz sobre o consumo no DF
Para o morador do Distrito Federal, a conta tem um detalhe a mais: o ICMS no DF é cobrado pela alíquota local, e o preço de tabela anunciado pela Apple é único para todo o país. Quem compra parcelado ainda soma juros do cartão ao valor cheio, o que amplia o tempo de trabalho necessário para quitar o aparelho.
O salário mínimo usado na comparação é o de 2026. O governo federal já projetou que o piso suba para R$ 1.741 em 2027, o que reduziria em poucos pontos o número de horas de trabalho equivalentes, mantido o preço atual do aparelho. Veja como fica a projeção do salário mínimo de 2027.
No Congresso, a tributação sobre telefonia também está em discussão. Uma comissão da Câmara aprovou em agosto o fim da taxa de fiscalização de funcionamento cobrada por linha, de cerca de R$ 13 por celular, item que hoje entra na conta do consumidor. Entenda o que muda na proposta que derruba a taxa de R$ 13 por celular.
Perguntas frequentes
Quanto custa o iPhone 18 Pro no Brasil?
R$ 11.999 na versão de 256 GB, preço da loja oficial da Apple em 10 de setembro de 2026.
Quantos meses de salário mínimo são necessários para comprá-lo?
7,4 meses, ou 1.628 horas de trabalho, considerando o mínimo de R$ 1.621 e jornada de 220 horas mensais.
Por que o aparelho é mais barato nos Estados Unidos?
Porque o preço anunciado lá não inclui impostos, somados apenas no momento da compra, e porque a carga tributária sobre importação e comercialização é menor.








