seg, 12 out
Saúde

Anvisa proíbe insulina sem autorização e peptídeos vendidos como tirzepatida

A Anvisa proibiu todos os lotes de insulina da Costa Mar e a venda de peptídeos sem registro, incluindo uma marca de tirzepatida. Dois lotes foram recolhidos.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Glicosímetro, seringas e luvas sobre fundo roxo, em foto de arquivo sobre diabetes
Foto: Nataliya Vaitkevich/Pexels
Neste texto4 tópicos
  1. O caso da insulina
  2. Peptídeos e tirzepatida sem registro
  3. Lotes recolhidos
  4. O que fazer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e o uso de todos os lotes de insulina fabricados pela empresa Costa Mar Comércio Licitatório. A resolução saiu no Diário Oficial da União de terça-feira (6/10), e a agência também barrou a venda de peptídeos sem registro, entre eles uma marca de tirzepatida, informou a Agência Brasil.

O caso da insulina

Segundo a Anvisa, a empresa distribuiu insulina glargina de 3 mL e 100 UI sem a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) para essa atividade, o que contraria a legislação sanitária. Uma inspeção da vigilância sanitária de Petrópolis (RJ), no início de setembro, constatou que a empresa não funciona no endereço cadastrado e não tem licença sanitária identificada no local. A Agência Brasil tentou contato com a Costa Mar, mas não houve resposta até a publicação.

Peptídeos e tirzepatida sem registro

A resolução também proíbe a venda de vários peptídeos sem registro, entre eles uma marca de tirzepatida, oferecidos pelo site peptideospro.com. A proibição alcança ainda peptídeos sem notificação ou cadastro na Anvisa, fabricados por empresa desconhecida e vendidos no site peptideosdobrasil.com.br.

Os peptídeos são moléculas que o organismo produz para regular funções como a cicatrização e a resposta imunológica. Um deles, o GLP-1, controla a saciedade e a glicose no sangue, e duas substâncias que imitam sua ação, a tirzepatida e a semaglutida, são conhecidas como "canetas emagrecedoras" e usadas no tratamento do diabetes e da obesidade.

Como não têm registro, os produtos desses sites não podem ser vendidos, fabricados, distribuídos, divulgados, transportados nem usados, e a regra vale para pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação. A lista de produtos proibidos, que devem ser apreendidos, está na resolução.

Lotes recolhidos

  • Imaavy 300 mg, lote JNYJ1201: venda, distribuição e uso suspensos depois de recolhimento voluntário pela Johnson & Johnson, que apontou possibilidade de partículas de vidro nos frascos do lote. A empresa disse que um único frasco não atendeu às boas práticas de fabricação e que recolheu, "por excesso de cautela", um número limitado de unidades. Segundo a fabricante, não há efeito na disponibilidade do produto.
  • Lizbi 2 mg/ml, lote 0000207107: a Anvisa determinou o recolhimento por desvio de qualidade, com perda de esterilidade da solução por comprometimento da embalagem primária. O fabricante é a Halex Istar Indústria Farmacêutica, procurada pela Agência Brasil, que aguarda posicionamento.

O que fazer

Quem usa insulina ou caneta para diabetes e obesidade deve comprar em farmácia e drogaria com autorização, conferir o número do registro do produto na bula e na consulta pública da Anvisa e desconfiar de venda por site de origem desconhecida ou por mensagem. A insulina glargina também é distribuída pelo SUS: veja como retirar a insulina glargina nas UBS do DF. A Anvisa tem divulgado outros casos de produto falsificado, como o lote falsificado de Phesgo e Dysport.

Quem identificar produto irregular ou tiver reação adversa pode comunicar à vigilância sanitária local e à Anvisa. A reportagem da Agência Brasil não menciona casos de efeitos adversos ligados aos lotes proibidos.

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