dom, 1 nov

Anvisa aprova 5 canetas de semaglutida e liraglutida para diabetes e obesidade

A Anvisa registrou cinco canetas de GLP-1 de dois laboratórios indianos. Veja nomes, indicação e o que ainda falta para chegarem às farmácias.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Seringas com líquido verde enfileiradas ao lado de uma fita métrica sobre fundo branco, foto de ilustração
Foto: Mikhail Nilov/Pexels
Neste texto4 tópicos
  1. Quais são as cinco canetas aprovadas?
  2. Como funciona esse tipo de remédio?
  3. Já dá para comprar na farmácia?
  4. O que muda para quem tem receita

A Anvisa aprovou o registro de cinco canetas injetáveis de semaglutida e liraglutida, indicadas para diabetes tipo 2 e para obesidade. Os registros saíram no Diário Oficial da União e foram divulgados neste domingo (1º), segundo a Agência Brasil. Com eles, a agência chega a 20 canetas de GLP-1 aprovadas em 2026.

Três produtos são para diabetes e dois para obesidade. Todos vêm de dois laboratórios indianos, a Biocon e a OneSource Specialty, e foram registrados no Brasil por três empresas: Farma Vision, Aché e Dr. Reddys.

Quais são as cinco canetas aprovadas?

NomePrincípio ativoIndicaçãoFabricanteRegistro no Brasil
Aribetliraglutidadiabetes tipo 2BioconFarma Vision
Embeltahsemaglutidadiabetes tipo 2OneSource SpecialtyDr. Reddys
Sevemasemaglutidadiabetes tipo 2OneSource SpecialtyAché
LyrzaliraglutidaobesidadeBioconFarma Vision
WylovolliraglutidaobesidadeBioconFarma Vision

Nos dois produtos para obesidade, o uso vem junto com exercício físico e mudança na alimentação, como consta da indicação registrada.

Como funciona esse tipo de remédio?

Semaglutida e liraglutida imitam o GLP-1, hormônio que o intestino produz depois das refeições e que avisa o cérebro de que o corpo está saciado. O efeito é ajudar no controle da glicemia e na perda de peso. Com mais marcas registradas, o paciente passa a ter mais de um nome comercial para a mesma substância.

São duas substâncias diferentes: a escolha entre liraglutida e semaglutida cabe ao médico, de acordo com o quadro de cada paciente.

Já dá para comprar na farmácia?

Ainda não há preço nem data de chegada às prateleiras nas informações divulgadas. Registro na Anvisa autoriza a fabricação e a venda, mas o medicamento novo só chega ao balcão depois que a empresa define o lançamento e o preço máximo é fixado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Quem pretende trocar de marca precisa de nova orientação do médico que acompanha o tratamento.

O que muda para quem tem receita

Nada muda de imediato para quem já usa uma caneta registrada. O paciente deve seguir o produto e a dose prescritos. A aprovação vale para os cinco nomes da tabela, e só eles têm o aval da Anvisa para o uso descrito.

Caneta vendida pela internet, sem registro, segue proibida. A agência determinou em 14 de outubro a retirada de retatrutida e tirzepatida vendidas sem registro. Antes de comprar qualquer produto desse tipo, confira o número do registro no portal de consultas da Anvisa. O Ministério da Saúde, por sua vez, trabalha na oferta de canetas pelo SUS: veja como fica o protocolo para obesidade.

Os próximos passos dependem da CMED e das empresas: a lista de preços e a data de lançamento de Aribet, Embeltah, Sevema, Lyrza e Wylovol ainda não foram divulgadas. As informações oficiais ficam no site da Anvisa.

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