Fiscalização da ANP passa pelos postos do DF e checa seis itens; veja como denunciar
Operação conjunta da ANP, da Senacon e dos Procons passou por 13 estados e pelo Distrito Federal entre 23 e 25 de setembro, com 19 equipes da agência em campo.

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A Agência Nacional do Petróleo (ANP), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Procons estaduais e municipais percorreram estabelecimentos da cadeia de combustíveis em 13 estados e no Distrito Federal entre 23 e 25 de setembro. A agência colocou 19 equipes de fiscalização em campo.
A operação foi simultânea nas 14 unidades da federação. Segundo a ANP, o objetivo era verificar o cumprimento das normas do setor e identificar irregularidades que atinjam o consumidor. Os resultados consolidados serão divulgados depois, sem data marcada.
Para quem abastece em Brasília, a parte útil do anúncio não é o número de equipes. É a lista do que a fiscalização olha. Ela funciona como um roteiro de conferência que o próprio motorista pode fazer em dois minutos, antes de tirar o bico da bomba.
O que os fiscais verificam em um posto
A ANP listou seis frentes de checagem. Três dizem respeito ao produto e ao equipamento. Três dizem respeito ao papel: cadastro, preço na placa e demais obrigações da regulamentação.

Além da vistoria, as equipes podem recolher informações e documentos sobre as condições de comercialização. Isso inclui elementos ligados à formação dos preços, quando o caso permite. É por essa porta que a fiscalização sai do posto e chega à distribuidora.
| Frente de checagem | O que a ANP verifica |
|---|---|
| Regularidade do estabelecimento | Se o posto ou a distribuidora está autorizada a operar |
| Qualidade do combustível | Se o produto vendido atende à especificação da agência |
| Quantidade da bomba | Se a bomba medidora entrega o volume que registra no visor |
| Equipamentos e instrumentos | Se bombas e demais instrumentos estão adequados |
| Exposição dos preços | Se o preço está informado como manda a regulamentação |
| Demais obrigações do setor | Outros deveres previstos na regulamentação do abastecimento |
Quanto a ANP já multou por preço abusivo
No dia 25 de setembro, dois dias depois do início da operação, a agência informou outro número. As multas aplicadas a distribuidoras por elevação abusiva de preços ultrapassaram R$ 700 milhões.
A conta vem de dez processos julgados. Os cinco primeiros somaram cerca de R$ 200 milhões. Os cinco seguintes chegaram a aproximadamente R$ 500 milhões. Todos tratam de condutas praticadas durante a vigência das Medidas Provisórias 1.340/2026 e 1.349/2026.
São decisões de primeira instância administrativa, tomadas sobre autos de infração lavrados pelas equipes de fiscalização. As empresas ainda podem recorrer dentro das normas da agência. A ANP afirma que segue julgando processos do mesmo período, envolvendo distribuidores, revendedores e o mercado de GLP.
Como denunciar um posto no DF
A agência mantém três canais próprios de denúncia. Eles valem para aumento sem justificativa aparente, combustível fora de especificação e bomba que entrega menos do que marca.
- Telefone da ANP: 0800 970 0267, ligação gratuita.
- Site: canal de atendimento ao consumidor no portal da agência, em gov.br/anp.
- Aplicativo: ANP com VC – Postos, que também mostra o cadastro do estabelecimento.
A denúncia na ANP trata da norma do setor. A reclamação de consumo, com pedido de devolução ou reparação, corre por outro caminho: o Procon-DF, que atende pelo 151 e recebe reclamação on-line. Nada impede registrar nos dois.
Guarde a nota fiscal e fotografe a placa de preço e o visor da bomba. Sem esse registro, a reclamação depende da palavra do consumidor contra a do posto, e a fiscalização perde o ponto de partida.
O que dá para conferir antes de abastecer
A lista da ANP também serve de roteiro para o consumidor. O primeiro ponto é o visor: antes de o frentista começar, o número precisa estar zerado. Bomba que já marca valor indica abastecimento anterior não encerrado.
O segundo é o preço. A exposição correta dos valores está entre os itens fiscalizados, então vale comparar o que está na placa da pista com o que aparece no visor e na nota fiscal.
O terceiro é o produto. O bico traz a identificação do combustível, e a nota fiscal precisa registrar o mesmo item. Divergência entre os dois é o tipo de indício que sustenta uma denúncia.
Para comparar preço e ver a avaliação de cada estabelecimento, a própria agência mantém um aplicativo com nota dada por quem abastece, já explicado em nosso guia do aplicativo que dá nota a postos de combustível.
Quando sai o resultado da operação
A ANP não marcou data para o balanço. O comunicado diz apenas que os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela própria agência. Até lá, não há número oficial de postos vistoriados no Distrito Federal nem de autos lavrados aqui.
Enquanto o balanço não vem, o registro que existe é o do passivo: mais de R$ 700 milhões em multas a distribuidoras, dez processos julgados e outros em análise. Quem quiser acompanhar deve olhar a página de notícias e comunicados da agência, onde a operação foi anunciada: comunicado da ANP sobre a operação conjunta.






