Delegado Rafael Sampaio é o vice de Kiko Caputo na chapa do Novo ao GDF

agosto 6, 2026
Fachada do edifício-sede do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, em Brasília, sob céu azul

O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal Rafael Sampaio foi anunciado como candidato a vice-governador na chapa de Kiko Caputo (Novo) ao Governo do Distrito Federal. O anúncio foi divulgado na quarta-feira (5/8) pela coluna Grande Angular, do Metrópoles, e completa a composição do partido para a disputa majoritária de outubro.

Na mesma chapa, o desembargador aposentado Sebastião Coelho é o candidato do Novo ao Senado.

Ao explicar a escolha, Sampaio afirmou que a definição do nome dele passa pelo peso que o tema da segurança pública tem na campanha e disse que pretende levar a experiência policial para dentro da máquina.

A escolha de Kiko passa pelo reconhecimento da relevância da segurança pública, afirmou Rafael Sampaio, que também falou em trazer policial para colocar lupa no governo.

O que a chapa diz defender

Kiko Caputo tem centrado o discurso na relação com o funcionalismo. Segundo ele, a qualidade do serviço público entregue ao morador do DF depende de como o governo trata quem executa o serviço.

A gente tem consciência de que, se quer prestar serviços públicos de excelência, isso passa pela valorização de servidores. O servidor público será muito valorizado no nosso governo, declarou o pré-candidato.

A composição segue uma lógica conhecida na política do Distrito Federal: chapas majoritárias buscam somar um nome ligado à segurança pública, área que aparece com frequência entre as principais preocupações do eleitor do DF em levantamentos de opinião.

A escolha de um delegado da PCDF para a vaga de vice também tem efeito prático na campanha. Nomes da segurança costumam ter capilaridade própria em regiões administrativas onde o tema da criminalidade domina a conversa, o que amplia o alcance de uma candidatura que ainda precisa se apresentar ao eleitorado.

O calendário que define tudo

Pela Lei das Eleições, a Lei 9.504/1997, o pedido de registro de candidaturas deve ser apresentado à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. Só a partir do deferimento dos registros pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) as chapas passam a ser oficiais.

Até lá, anúncios feitos em convenção ainda podem sofrer ajuste, seja por decisão partidária, seja por questões de inelegibilidade apontadas no processo de registro. É por isso que composições anunciadas em agosto costumam ser tratadas como definidas apenas depois do protocolo na Justiça Eleitoral.

A disputa pelo Palácio do Buriti em 2026 já tem outros nomes lançados em convenção. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, oficializou o ex-deputado federal Leandro Grass, com Dora Gomes como vice, em convenção realizada em 5 de agosto na Câmara Legislativa do DF. O PSDB local lançou a deputada federal Paula Belmonte.

O Novo chega à disputa distrital com uma estratégia própria. O partido não integra federação e historicamente evita coligações amplas, o que significa menos tempo de propaganda em rádio e televisão e maior dependência de campanha digital e de agenda de rua.

Nenhuma das chapas anunciadas até aqui tem registro deferido. O quadro completo de candidaturas ao GDF, ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Câmara Legislativa só será conhecido depois que o TRE-DF julgar os pedidos protocolados até 15 de agosto.

O que faz um vice-governador

A função do vice costuma ser subestimada na campanha e ganha peso depois da posse. Pela Lei Orgânica do Distrito Federal, o vice-governador substitui o governador nos impedimentos e o sucede em caso de vaga. Também pode receber atribuições específicas por delegação, o que na prática varia conforme o arranjo de cada governo.

No arranjo atual do Distrito Federal, esse desenho está à vista: Celina Leão assumiu o Palácio do Buriti como vice e passou a comandar o governo. É um precedente recente que costuma pesar na escolha do nome que ocupa a segunda posição de uma chapa.

Do ponto de vista eleitoral, a chapa majoritária é votada em conjunto. O eleitor não escolhe o vice separadamente: o voto no candidato a governador leva junto o nome indicado para a vice-governadoria, o que transforma a definição em decisão de composição e de alcance de público, não em disputa própria.

Para quem acompanha a corrida ao Buriti, o calendário agora aperta. Depois do prazo de 15 de agosto vem a fase de impugnações, em que Ministério Público Eleitoral, partidos e coligações podem contestar registros. A propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão só começa depois desse ciclo, já com o quadro de candidaturas praticamente fechado.

O Novo chega a essa fase com dois nomes que não vêm de mandato parlamentar: um delegado da PCDF na vice e um desembargador aposentado no Senado. É um perfil de chapa que aposta em trajetória profissional como credencial, e não em base construída na Câmara Legislativa.

Leia também: Federação PT, PV e PCdoB lança Leandro Grass ao GDF com Dora Gomes e PSDB-DF confirma Paula Belmonte na disputa pelo governo.

Perguntas frequentes

Quem é o candidato a vice-governador na chapa de Kiko Caputo?

O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal Rafael Sampaio, do Novo, anunciado em 5 de agosto de 2026 como candidato a vice-governador na chapa de Kiko Caputo ao GDF.

Quem o Novo lançou ao Senado pelo Distrito Federal?

O desembargador aposentado Sebastião Coelho é o candidato do Novo ao Senado pelo Distrito Federal na eleição de 2026.

Até quando as candidaturas precisam ser registradas em 2026?

Pela Lei das Eleições, a Lei 9.504/1997, o pedido de registro de candidaturas deve ser apresentado à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. As chapas só se tornam oficiais após o deferimento pelo TRE-DF.

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