PSDB lança Paula Belmonte ao GDF e Aécio chama partido de alternativa

agosto 5, 2026
Deputada distrital Paula Belmonte durante sessão ordinária no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal

O PSDB oficializou a deputada distrital Paula Belmonte como candidata ao Governo do Distrito Federal em convenção realizada na terça-feira (4), na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Brasília. Presidente nacional do partido e deputado federal, Aécio Neves discursou por cerca de 20 minutos e apresentou a sigla como caminho do centro na disputa deste ano.

“O PSDB é alternativa para o Distrito Federal, mas é também alternativa para o Brasil”, afirmou Aécio no evento. O parlamentar defendeu ainda que “política, feita com seriedade, com responsabilidade e com paixão, é a mais digna das atividades”.

O que a convenção definiu

Paula Belmonte acumula os cargos de deputada distrital e de presidente do PSDB no DF. A convenção formalizou o nome dela para o Buriti, passo obrigatório para que o partido possa registrar a candidatura na Justiça Eleitoral. Sem a convenção, nenhum nome pode ser levado a registro.

No discurso, Aécio direcionou elogios à candidata e ao senador Reguffe. “Com a sua determinação e com a sua coragem, não há ninguém que fique na sua frente”, disse sobre Belmonte. O presidente nacional descreveu o programa da legenda como uma proposta “liberal na economia, responsável nas questões fiscais e pragmática”.

O calendário aperta a partir de agora

A janela legal das convenções partidárias se encerra nesta quarta-feira (5). Depois desse prazo, os partidos e as federações precisam apresentar à Justiça Eleitoral os pedidos de registro dos candidatos escolhidos, com documentação, certidões e prestação de contas prévia.

  • Convenções: prazo final em 5 de agosto de 2026.
  • Registro de candidaturas: etapa seguinte, apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do DF.
  • Primeiro turno: 4 de outubro de 2026.
  • Cargos em disputa no DF: governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados distritais.

É nesse intervalo que se fecham as coligações majoritárias e as federações partidárias, arranjos que definem tanto o palanque quanto o tempo de propaganda de cada chapa no rádio e na televisão.

Onde o PSDB entra na disputa pelo Buriti

A candidatura tucana entra em um cenário já ocupado por nomes com estrutura montada. Na pesquisa Correio/Opinião divulgada na semana passada, a governadora Celina Leão (PP) aparecia com 32,4% das intenções de voto, seguida pelo ex-governador José Roberto Arruda (PSD), com 24%, e por Leandro Grass (PT), com 9,8%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-04077/2026 e ouviu 1.109 eleitores de 31 regiões administrativas entre 30 de julho e 1º de agosto. A margem de erro é de 3,3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O PSDB é alternativa para o Distrito Federal, mas é também alternativa para o Brasil.

O partido chega em situação diferente da de 2022

O PSDB perdeu peso nacional nos últimos ciclos eleitorais e vem tentando se reposicionar como polo de centro em disputas estaduais, estratégia que aparece com clareza no discurso de Aécio no DF. A escolha de uma candidatura própria ao governo local, em vez do apoio a um dos nomes já competitivos, indica a decisão de disputar espaço e não de embarcar em chapa alheia.

Para a deputada, a candidatura majoritária funciona também como vitrine para o desempenho da legenda na disputa proporcional, que define a bancada distrital. Nos cargos proporcionais, o total de votos que os candidatos de um partido somam é o que determina quantas cadeiras a sigla conquista na Câmara Legislativa.

O que ainda falta ser definido

A composição completa da chapa, incluindo o nome do vice e eventuais apoios de outras siglas, é o próximo ponto a ser fechado antes do registro. As negociações de vice se estenderam até a reta final do prazo em várias legendas no DF, cenário que também alcançou partidos de esquerda e de centro nas últimas semanas.

Pela Lei das Eleições, os pedidos de registro precisam ser protocolados na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. O partido apresenta a ata da convenção, a relação dos escolhidos e a documentação individual de cada candidato, que inclui certidões criminais, comprovante de filiação, quitação eleitoral e declaração de bens.

A partir do registro, começa a valer o conjunto de regras de campanha: limite de gastos por cargo, prestação de contas parcial, regras de propaganda na internet e a obrigação de rotular conteúdo produzido com inteligência artificial, exigência que a Justiça Eleitoral incorporou para o ciclo de 2026.

A convenção tucana ocorreu no mesmo período em que outras legendas do DF fecharam suas chapas, o que concentra em poucos dias a definição do tabuleiro completo da disputa pelo Buriti, pelas duas vagas ao Senado e pelas 24 cadeiras da Câmara Legislativa.

Leia também: a pesquisa Correio/Opinião que mediu a aprovação do governo Celina Leão.

Perguntas frequentes

Quem é a candidata do PSDB ao GDF em 2026?

A deputada distrital Paula Belmonte, que também preside o PSDB no Distrito Federal, foi oficializada na convenção realizada em 4 de agosto de 2026.

Onde foi a convenção do PSDB no DF?

Na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Brasília, na terça-feira (4).

Até quando os partidos podem fazer convenções em 2026?

O prazo legal para as convenções partidárias se encerra em 5 de agosto de 2026.

Quando é o primeiro turno das eleições de 2026?

Em 4 de outubro de 2026.

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