A senadora Leila do Vôlei (PDT) lidera a disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado com 46,9% das intenções de voto, seguida pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com 42%. Os números são da segunda rodada da pesquisa Correio/Opinião divulgada nesta quarta-feira (5).
O levantamento ouviu 1.109 eleitores entre 30 de julho e 1º de agosto, nas 31 regiões administrativas do DF, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos. Como cada eleitor vota em dois nomes para o Senado em outubro, a soma dos percentuais passa de 100%.
Os números do cenário principal
No cenário estimulado, com cinco nomes apresentados ao entrevistado, a ordem ficou assim:
- Leila do Vôlei (PDT): 46,9%
- Michelle Bolsonaro (PL): 42%
- Erika Kokay (PT): 32,3%
- Bia Kicis (PL): 22,6%
- Sebastião Coelho (Novo): 12,4%
A diferença entre a primeira e a segunda colocada é de 4,9 pontos, acima da margem de erro do levantamento. Entre a segunda e a terceira, a distância é de 9,7 pontos.
O cenário com Paulo Octávio
A pesquisa também testou um cenário alternativo, com a entrada do empresário Paulo Octávio (PSD) na disputa. Nesse desenho, Leila do Vôlei aparece com 43,5% e Michelle Bolsonaro com 41,9%, diferença de 1,6 ponto, dentro da margem de erro. Ou seja, tecnicamente empatadas.
Os demais ficam com: Erika Kokay, 29,4%; Bia Kicis, 21,1%; Paulo Octávio, 15,9%; e Sebastião Coelho, 11,1%. A entrada de um sexto nome retira percentual de todos os candidatos testados, com a perda mais acentuada em Kokay, de 2,9 pontos.
Rejeição inverte parte do quadro
O índice de rejeição, que mede quem o eleitor afirma não votar de jeito nenhum, desenha um cenário diferente do da intenção de voto. Michelle Bolsonaro tem a maior taxa, 30,6%, seguida por Erika Kokay, com 29,4%.
Na sequência aparecem Paulo Octávio, com 16,7%; Bia Kicis, com 14%; Leila do Vôlei, com 12%; e Sebastião Coelho, com 8,7%. A líder do levantamento é, portanto, também a que enfrenta menor resistência entre os nomes mais competitivos.
Por que a leitura muda em outubro
O eleitor do DF escolhe dois senadores na eleição deste ano, porque as duas cadeiras que estão em jogo vencem no mesmo ciclo. Isso muda a lógica da campanha: não se trata de uma disputa em que o segundo colocado perde, e sim de uma corrida em que dois nomes se elegem.
Na prática, o duelo real tende a se concentrar na segunda vaga. Com quatro nomes acima de 20% em um cenário de duas cadeiras, a margem entre eleger e não eleger fica estreita, e movimentos de convenção partidária podem redesenhar o quadro antes do registro das candidaturas.
O mesmo levantamento mediu a avaliação do governo local e apontou 51,9% de aprovação à gestão de Celina Leão, alta de 6,2 pontos em relação à rodada anterior.
O que o número não diz
Pesquisa estimulada mede reconhecimento de nome tanto quanto preferência. Em disputa majoritária para o Senado, com dois votos por eleitor, candidatos com passagem prévia por cargo eletivo ou com exposição nacional tendem a aparecer bem em agosto e a perder espaço relativo quando a propaganda de rádio e televisão começa e nomes menos conhecidos ganham visibilidade.
Outro ponto que muda o quadro é a definição das chapas majoritárias. Um candidato ao Senado que compõe palanque com um postulante forte ao governo local costuma capturar parte da transferência de voto, movimento que não aparece em levantamento feito antes das convenções.
A pesquisa foi encomendada pelo Correio Braziliense e realizada pelo instituto Opinião Inteligência Política. O Correio não divulgou o número de registro do levantamento no Tribunal Superior Eleitoral na publicação desta quarta.
Perguntas frequentes
Quem lidera a disputa pelo Senado no DF?
Leila do Vôlei (PDT), com 46,9% das intenções de voto, seguida por Michelle Bolsonaro (PL), com 42%, segundo a pesquisa Correio/Opinião divulgada em 5 de agosto de 2026.
Quantos senadores o DF elege em 2026?
Dois. As duas cadeiras do Distrito Federal estão em jogo nesta eleição, e cada eleitor vota em dois nomes diferentes para o Senado.
Qual a margem de erro da pesquisa?
3,3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento ouviu 1.109 eleitores entre 30 de julho e 1º de agosto, nas 31 regiões administrativas.
Quem tem a maior rejeição?
Michelle Bolsonaro, com 30,6%, seguida por Erika Kokay, com 29,4%. A menor rejeição entre os nomes mais competitivos é a de Leila do Vôlei, com 12%.








