Caso da 113 Sul: STJ adia para 18 de agosto julgamento de recurso

agosto 4, 2026
Vista da fachada do edifício sede do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, com a Esplanada ao fundo

O julgamento do recurso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) no caso do crime da 113 Sul ficou para 18 de agosto. A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) tinha o processo na pauta desta terça-feira (4), mas a sessão terminou sem que os ministros chegassem ao caso.

A sessão durou duas horas e meia. Pela quantidade de processos na pauta, o recurso que trata da situação de Adriana Villela não foi analisado. A turma não se reúne na próxima semana por causa do feriado forense do Dia do Magistrado, o que empurrou o caso para daqui a duas semanas.

O que o Ministério Público pede

O MPDFT apresentou embargos de declaração, recurso usado para pedir que o tribunal esclareça pontos omissos ou contraditórios de uma decisão. Na prática, o órgão busca a manutenção da condenação de Adriana Villela e o cumprimento imediato da pena.

Em setembro de 2025, por três votos a dois, a Sexta Turma anulou a condenação. O ministro Rogério Schietti votou pelo restabelecimento da condenação e o ministro Sebastião Reis Júnior, pela manutenção da anulação. É esse resultado que o Ministério Público tenta reverter.

Embargos de declaração não servem, em regra, para rediscutir o mérito da causa. Quando acolhidos com efeito modificativo, porém, podem alterar o resultado do julgamento anterior.

Relembre o caso

Em agosto de 2009, o ministro aposentado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, a mulher dele, a advogada Maria Carvalho Villela, e a ajudante do lar da família, Francisca Nascimento da Silva, foram mortos a facadas no apartamento em que moravam, na 113 Sul, em Brasília.

Adriana Villela, filha do casal, foi denunciada pelo MPDFT como mandante do crime. Ela foi condenada em 2019 a 61 anos de prisão. A defesa sempre negou a participação dela nas mortes.

  • Crime: agosto de 2009, na 113 Sul.
  • Vítimas: José Guilherme Villela, Maria Carvalho Villela e Francisca Nascimento da Silva.
  • Condenação: 61 anos de prisão, em 2019.
  • Anulação: setembro de 2025, por três votos a dois na Sexta Turma do STJ.
  • Próximo passo: julgamento dos embargos do MPDFT em 18 de agosto de 2026.

O que muda a partir do resultado

Se a turma rejeitar o recurso, a anulação segue de pé e o processo volta à primeira instância, com a perspectiva de novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Se o recurso for acolhido com efeito modificativo, a condenação de 2019 pode ser restabelecida, com discussão sobre o início do cumprimento da pena.

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A sessão de 18 de agosto é pública e transmitida pelo canal do STJ. A pauta definitiva do colegiado é publicada no site do tribunal nos dias que antecedem o julgamento.

Perguntas frequentes

Quando será julgado o recurso do caso da 113 Sul?

Em 18 de agosto de 2026, na Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça.

Por que o julgamento foi adiado?

A sessão de 4 de agosto durou duas horas e meia e não houve tempo para analisar o processo, por causa da quantidade de casos na pauta.

O que o MPDFT pede?

A manutenção da condenação de Adriana Villela e o cumprimento imediato da pena, por meio de embargos de declaração.

Qual a situação atual do processo?

A condenação de 61 anos, imposta em 2019, foi anulada em setembro de 2025 por três votos a dois na Sexta Turma do STJ.

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