O PSTU do Distrito Federal definiu a chapa que vai disputar as eleições de 2026 em convenção realizada no sábado, 1º de agosto, no Espaço Cultural Digitalina, na Asa Norte. O partido lançou o professor Robson como pré-candidato ao Governo do Distrito Federal e Eduardo Zanata ao Senado.
A vaga de vice ficou com Antonio Guillen, professor de história aposentado. Robson é professor da rede pública e militante sindical. Zanata, também professor, de língua portuguesa, foi diretor do Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília.
O que a chapa apresentou no palanque
O discurso da convenção foi construído em cima de duas propostas centrais: uma auditoria das contas do governo local e a mudança no modelo de gestão da saúde pública no DF.
Sobre as finanças, Robson afirmou que pretende “fazer uma auditoria popular com as entidades do movimento social para controlar as finanças do GDF”. O pré-candidato também citou empréstimo tomado pelo Banco de Brasília, que, na avaliação dele, “vai nos comprometer nos próximos 15 a 20 anos”.
Na saúde, a chapa defende que o governo retome a gestão direta dos hospitais hoje sob responsabilidade do Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal, o IgesDF, e substitua a estrutura por “conselhos populares, que irão escolher os diretores de cada setor”. Robson também defendeu que a rede privada seja acionada em situações de urgência, ao afirmar que “esses hospitais precisam servir para o atendimento emergencial da população”.
Ao sustentar a proposta, o pré-candidato citou números sobre a divisão da assistência no DF: segundo ele, cerca de 2 milhões de pessoas dependem exclusivamente do SUS, 1 milhão tem plano de saúde e 25 mil profissionais trabalham na rede privada. Os dados foram apresentados no palanque e não constam de balanço oficial divulgado junto com o discurso.
Não há manifestação pública do GDF sobre as declarações feitas na convenção. A governadora Celina Leão deve disputar a reeleição e reuniu apoios de partidos da base local nas convenções do mesmo fim de semana, movimento detalhado no balanço das convenções no DF.
Um partido pequeno em uma eleição fragmentada
O PSTU não elege representantes no Distrito Federal desde a fundação e trabalha com estrutura reduzida, sem tempo relevante de propaganda de rádio e televisão e sem acesso ao fundo eleitoral em volume comparável ao dos partidos maiores. A legenda disputa o GDF com plataforma de esquerda e faz oposição tanto ao governo local quanto ao governo federal.
Na prática, a candidatura tem função de palanque programático. É por meio dela que o partido apresenta as próprias bandeiras no horário eleitoral e nos debates, e sustenta a militância nas campanhas para a Câmara Legislativa e para a Câmara dos Deputados.
O que vem depois da convenção
A homologação em convenção é apenas a primeira etapa. Os partidos precisam registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral, e é o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal que analisa a documentação, a filiação partidária, a quitação eleitoral e a eventual incidência da Lei da Ficha Limpa.
Só depois do deferimento do registro é que o nome está apto a receber votos. Até lá, os candidatos escolhidos em convenção seguem na condição de pré-candidatos, e a propaganda eleitoral no rádio, na televisão e nas ruas obedece ao calendário fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O Distrito Federal elege em outubro o governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados distritais.
Perguntas frequentes
Quem o PSTU lançou ao governo do DF em 2026?
O professor Robson, da rede pública de ensino, com Antonio Guillen como pré-candidato a vice. Eduardo Zanata foi lançado ao Senado.
Convenção partidária já é candidatura oficial?
Não. Depois da convenção, o partido precisa registrar o nome na Justiça Eleitoral. No DF, cabe ao TRE analisar a documentação e deferir ou indeferir o registro.








