Opera DF já reduziu em 44% a fila de cirurgias eletivas e mira 25 mil procedimentos

junho 30, 2026
Opera DF já reduziu em 44% a fila de cirurgias eletivas e mira 25 mil procedimentos

O programa Opera DF, do Governo do Distrito Federal, já reduziu em 44% a fila de espera por cirurgias eletivas na rede pública e projeta a realização de 25 mil procedimentos em novas etapas de mutirão. A meta, acompanhada pela governadora Celina Leão, é diminuir em cerca de 60% a fila por cirurgias em áreas como oftalmologia, hérnia, vesícula, histerectomia, ortopedia e otorrinolaringologia.

Os números do programa mostram o efeito da estratégia. Entre setembro de 2025 e março de 2026, a fila de espera por cirurgias eletivas caiu 44%. No mesmo período, o Opera DF possibilitou aumento de 70,6% no total de procedimentos, o equivalente a 9.792 cirurgias a mais em seis meses.

Como o mutirão é financiado

A ampliação das cirurgias combina recursos do GDF e do governo federal. A governadora Celina Leão autorizou investimento de R$ 32,1 milhões para ampliar procedimentos nas áreas de ginecologia e otorrinolaringologia, com foco na redução das filas.

A composição dos recursos para o mutirão ficou assim:

  • R$ 24 milhões do Governo do Distrito Federal
  • Cerca de R$ 10 milhões do governo federal
  • R$ 7,5 milhões adicionais em 2026, em parcelas mensais de aproximadamente R$ 1,2 milhão

O Ministério da Saúde também anunciou R$ 15 milhões anuais para novos leitos de UTI no DF, reforço que se soma ao esforço de ampliar a capacidade de atendimento da rede pública. A combinação de mutirões, novos leitos e contratação de equipes tem sido a estratégia do governo para encurtar o tempo de espera do paciente.

“Problemas se resolvem sim, com soluções”, afirmou Celina Leão ao acompanhar o início de um mutirão com mais de 20 mil cirurgias contratadas.

Da fila ao centro cirúrgico

Para o paciente, a redução da fila significa menos tempo de espera por procedimentos que afetam a rotina, como cirurgias de catarata, hérnia e vesícula. Muitos desses pacientes aguardavam há meses por uma vaga em centro cirúrgico.

O modelo do Opera DF prevê contratação de procedimentos e organização da demanda por especialidade, o que permite direcionar esforços para as filas mais longas. A ampliação para ginecologia e otorrinolaringologia atende áreas com grande represamento de pedidos.

O desafio da gestão é manter o ritmo dos mutirões e evitar que a fila volte a crescer. Para isso, o governo trabalha com investimento continuado, ampliação de leitos e a proposta de uma tabela própria para agilizar o pagamento dos procedimentos. Com 25 mil cirurgias na mira e uma queda de 44% já registrada, o Opera DF se firma como uma das principais frentes da saúde pública no DF.

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