A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) destruiu nesta quinta-feira (27) mais de 5,5 toneladas de entorpecentes apreendidos em operações contra o tráfico no DF entre 2021 e 2026. A ação, batizada de Operação Incineração, foi coordenada pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) e ocorreu após autorização da Justiça.
O total incinerado chegou a 5 toneladas, 512 quilos e 804 gramas. A maior parte do volume é de maconha, com cerca de 4,5 toneladas. Também foram destruídos mais de 900 quilos de cocaína em pó e aproximadamente 38,7 quilos de crack.
O que foi destruído
O material reunido veio de diferentes unidades da corporação ao longo dos últimos cinco anos. Além dos três entorpecentes de maior volume, entraram na queima drogas sintéticas e derivados em quantidades menores.
- Aproximadamente 4,5 toneladas de maconha
- Mais de 900 quilos de cocaína em pó
- Cerca de 38,7 quilos de crack
- Aproximadamente 13,3 quilos de haxixe
- 12,2 quilos de skunk
- 5,7 quilos de MDMA
- 1,8 quilo de ecstasy
- 1,4 quilo de LSD
A presença de MDMA, ecstasy e LSD no lote mostra um mercado que não se resume às drogas de rua. São substâncias associadas ao circuito de festas e eventos, com apreensões menores em peso e valor unitário mais alto.
Por que a incineração é a última etapa
A destruição encerra o ciclo processual das apreensões. Antes da queima, o material passa pelos procedimentos legais de perícia e contabilização, e a eliminação precisa ser autorizada judicialmente. Só depois disso a droga pode ser retirada dos depósitos da corporação.
O procedimento cumpre duas funções práticas. A primeira é impedir que as substâncias apreendidas voltem ao mercado ilegal, um risco real enquanto o material fica estocado. A segunda é liberar espaço físico nos depósitos policiais, que acumulam apreensões ano a ano enquanto os processos correm.
Cinco anos de apreensões em um único lote
O recorte de 2021 a 2026 ajuda a dimensionar o intervalo entre a apreensão e o descarte. Uma droga tirada de circulação no início da década só foi destruída agora, o que reflete o tempo de tramitação dos processos criminais correspondentes.
O acompanhamento da incineração envolve órgãos de controle, procedimento padrão para dar rastreabilidade ao descarte e evitar desvios. A PCDF não informou o valor estimado do material destruído nem o número de inquéritos ligados ao lote.
O trabalho de repressão ao tráfico no DF tem se apoiado em operações com mandados simultâneos em várias regiões administrativas. Em agosto, a corporação já havia deflagrado ações contra lavagem de dinheiro ligada ao tráfico, com apreensão de veículos de luxo.
O que a lei manda fazer com a droga apreendida
A destruição de entorpecentes apreendidos é regida pela Lei 11.343/2006, a Lei de Drogas. O texto prevê que, feita a perícia de constatação e guardada a amostra necessária ao processo, o material seja destruído mediante autorização judicial, justamente para evitar o acúmulo indefinido em depósitos policiais.
Na prática, isso cria um intervalo entre a apreensão e a queima que depende do andamento do inquérito e do processo criminal. É o que explica um único lote reunir apreensões espalhadas por cinco anos, de 2021 a 2026.
Como denunciar ponto de venda no DF
A PCDF mantém canais próprios para receber informações sobre tráfico, com garantia de anonimato ao denunciante.
- Disque-Denúncia da PCDF: 197
- Emergência policial: 190
- Delegacia Eletrônica: registro on-line de ocorrências pelo portal da corporação
A denúncia com endereço, horário de funcionamento do ponto e descrição da movimentação é a que gera diligência mais rápida, segundo o padrão de trabalho das delegacias circunscricionais.
Quem tiver informações sobre pontos de venda de drogas pode acionar a PCDF pelo telefone 197, com garantia de anonimato.








