Brasília registrou chuva rápida e localizada na noite deste sábado (22), em pontos da Asa Sul, do Guará, do Sudoeste e de Águas Claras, e encerrou uma sequência de 58 dias sem precipitação na capital. A última chuva no DF havia sido registrada em 25 de junho.
O volume foi pequeno e concentrado em poucos trechos. Também houve registro na Avenida das Nações, na altura do Centro Universitário Unieuro, nas proximidades da Vila Telebrasília. Em outras regiões administrativas, o fim de tarde teve apenas nuvens carregadas, sem água.
A explicação está no aumento de vapor d’água na atmosfera, mesmo em um dia quente. “Com o aumento da umidade, mesmo estando muito quente, tivemos um aumento no conteúdo de vapor de água na atmosfera. Isso favoreceu a formação de nuvens e alguma condição de chuvisco”, afirmou o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Olivio Bahia.
O que o Inmet prevê para os próximos dias
A previsão do Inmet para Brasília neste domingo (23) indica manhã de poucas nuvens e tarde e noite de muitas nuvens, com temperatura entre 17°C e 32°C. A umidade relativa do ar deve oscilar entre 30% e 60%, com ventos fracos.
Para segunda-feira (24), o instituto projeta cenário parecido: mínima de 18°C, máxima de 32°C e umidade entre 30% e 65%. O piso previsto de 30% está acima dos índices registrados no auge da estiagem deste ano, quando a umidade no DF chegou à casa dos 10%.
A diferença prática para quem mora no DF é pequena no curto prazo. Chuva localizada de poucos minutos não recompõe reservatório nem reduz de forma duradoura o risco de incêndio em vegetação. O efeito mais imediato aparece na sensação térmica e na umidade do ar durante a madrugada.
Por que a chuva chega agora
O período seco de Brasília costuma se estender de maio a setembro, com o mês de agosto concentrando os piores índices de umidade. A retomada das chuvas em volume relevante costuma ocorrer a partir da segunda quinzena de setembro, quando a umidade vinda da Amazônia volta a alcançar o Centro-Oeste.
O que ocorreu no sábado foi um episódio isolado, e não a virada do regime de chuvas. O aumento do vapor d’água citado pelo Inmet foi suficiente para formar nuvens e gerar chuvisco em áreas restritas, sem a estrutura atmosférica necessária para uma chuva generalizada no Distrito Federal.
Enquanto a estiagem não termina, seguem valendo os cuidados de sempre: hidratação ao longo do dia, uso de soro fisiológico nas narinas, umidificação de ambientes fechados e atenção redobrada com queimadas. Atear fogo em lixo ou vegetação é crime ambiental e responde por boa parte das ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros no período seco.
O que fazer nos dias de baixa umidade
- Beber água em intervalos curtos, sem esperar a sensação de sede
- Evitar exercício físico ao ar livre entre 10h e 16h, quando a umidade cai ao mínimo
- Usar soro fisiológico nas narinas e nos olhos
- Manter toalhas úmidas ou bacias com água em ambientes fechados
- Não queimar lixo, entulho ou restos de poda
O Inmet mantém o monitoramento diário da umidade no DF e emite alertas por faixa de risco quando o índice cai abaixo de 30%, 20% e 12%. Os avisos são publicados no site do instituto e distribuídos pela Defesa Civil.
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