Uma mulher teve dedos das duas mãos quebrados durante um assalto no Setor de Rádio e Televisão Norte (SRTVN), na Asa Norte, no domingo (9). A vítima caminhava pela região usando o celular quando foi abordada e teve o aparelho levado. O caso é investigado pela 5ª Delegacia de Polícia, responsável pela Área Central.
Segundo o registro, a mulher foi surpreendida por um homem em situação de rua, que tomou o telefone. Os ferimentos nas mãos ocorreram durante a ação. A vítima disse não estar se sentindo bem e não quis detalhar o que aconteceu. O suspeito não havia sido preso até a divulgação do caso.
Onde o crime aconteceu
O SRTVN fica no eixo que liga a Asa Norte ao Setor Comercial, área de grande circulação durante o dia e de movimento reduzido nos fins de semana. É um perfil de local que muda de característica conforme o horário: prédios comerciais e emissoras funcionando em dia útil, calçadas vazias no domingo.
Essa variação importa para entender o padrão do roubo de celular na região central de Brasília. O crime depende de dois elementos: a vítima distraída e a rota de fuga. Quem caminha olhando a tela não percebe a aproximação, e no fim de semana há menos testemunhas para intervir ou acionar socorro.
A quebra dos dedos indica resistência ou a força empregada para arrancar o aparelho da mão. Em roubos de celular, é comum que a lesão apareça justamente nas mãos e nos punhos, quando a vítima segura o objeto no momento da abordagem.
Como funciona a investigação
O caso está com a 5ª DP, que atende a Área Central do Plano Piloto. A apuração de roubo com lesão corporal reúne o registro da ocorrência, o laudo do exame de corpo de delito, imagens de câmeras de segurança do entorno e o rastreamento do aparelho subtraído.
O rastreamento do celular é uma das linhas mais usadas. Mesmo sem o chip original, o aparelho carrega um número de identificação próprio, o IMEI, que permanece registrado quando o celular é ligado em outra linha. Por isso o boletim de ocorrência com o IMEI anotado aumenta a chance de localização do aparelho e, por consequência, de identificação de quem está com ele.
Enquanto não há condenação definitiva, quem é apontado no inquérito é tratado como suspeito. A Polícia Civil não divulgou a identificação do autor nem informou se há imagens do momento da abordagem.
O que fazer depois de um roubo de celular
Quem passa por uma situação parecida deve seguir uma sequência de providências que reduz o prejuízo e ajuda a investigação:
- Registrar a ocorrência, presencialmente ou pela Delegacia Eletrônica da PCDF, informando o IMEI do aparelho;
- Bloquear a linha junto à operadora e solicitar o bloqueio do IMEI, que inutiliza o celular em qualquer operadora do país;
- Encerrar as sessões abertas de aplicativos de banco, e-mail e redes sociais a partir de outro dispositivo;
- Comunicar o banco para bloquear cartões cadastrados em carteiras digitais;
- Procurar atendimento médico e guardar o laudo, documento que instrui a apuração da lesão corporal.
O exame de corpo de delito é o que registra oficialmente a extensão dos ferimentos. Sem ele, a lesão fica documentada apenas pelo relato da vítima, o que enfraquece a caracterização do roubo com violência.
O peso do roubo de celular no DF
O celular deixou de ser apenas um bem de valor e passou a ser a chave de acesso a conta bancária, e-mail, documentos digitais e histórico de mensagens. Essa mudança alterou o cálculo do criminoso: o aparelho vale pelo que se pode fazer com ele nas primeiras horas, antes que a vítima consiga bloquear os acessos.
É por isso que a janela imediata após o crime é decisiva. O bloqueio da linha junto à operadora impede o recebimento de códigos de verificação por SMS, que é o caminho mais usado para redefinir senha de aplicativo. Encerrar as sessões abertas a partir de outro dispositivo fecha a porta que continua destrancada mesmo com o chip desativado.
Bancos oferecem canais próprios de comunicação de perda ou roubo, com bloqueio preventivo de transações. Registrar essa comunicação, com data e hora, é o que sustenta eventual contestação de operação feita depois do crime.
Cuidados na região central
Setores de circulação como o SRTVN concentram vias largas, calçadas com pouca movimentação em determinados horários e proximidade com pontos de parada de transporte. Algumas medidas reduzem a exposição em áreas assim:
- Evitar caminhar com o celular na mão em trecho de calçada vazia, principalmente à noite e nos fins de semana;
- Usar fone com microfone para atender chamadas sem retirar o aparelho do bolso ou da bolsa;
- Manter o bloqueio de tela ativo com senha ou biometria e configurar o bloqueio automático em poucos segundos;
- Ativar o rastreamento remoto do aparelho e testar o funcionamento antes de precisar dele;
- Em caso de abordagem, entregar o aparelho, já que a reação é o fator que mais eleva o risco de lesão grave.
O último ponto é o que a ocorrência do SRTVN ilustra. Os ferimentos nas mãos da vítima aparecem justamente na disputa pelo objeto, momento em que um crime patrimonial passa a envolver violência física.
Canais de denúncia no DF
Informações sobre autoria de crimes podem ser repassadas de forma anônima pelo 197, o Disque-Denúncia da Polícia Civil do Distrito Federal, que funciona 24 horas. Ocorrência em andamento deve ser comunicada ao 190, da Polícia Militar.
A Delegacia Eletrônica da PCDF permite registrar roubo e furto de celular sem sair de casa, com emissão imediata do documento necessário para o bloqueio junto à operadora.
A Asa Norte concentra parte relevante dos registros de crime patrimonial na região central. Veja o caso de um assalto a conveniência na 314 Norte que terminou em prisão em flagrante.
Perguntas frequentes
Onde aconteceu o assalto?
No Setor de Rádio e Televisão Norte (SRTVN), na Asa Norte, no domingo (9). A vítima caminhava usando o celular quando foi abordada.
Qual delegacia investiga o caso?
A 5ª Delegacia de Polícia, responsável pela Área Central do Plano Piloto. O suspeito não havia sido preso até a divulgação do caso.
Como bloquear um celular roubado no DF?
Registre a ocorrência informando o IMEI do aparelho, presencialmente ou pela Delegacia Eletrônica da PCDF, e solicite à operadora o bloqueio da linha e do IMEI, o que inutiliza o celular em qualquer operadora do país.
Qual o telefone de denúncia anônima no DF?
O 197, Disque-Denúncia da Polícia Civil, funciona 24 horas e não exige identificação. Ocorrência em andamento deve ser comunicada ao 190.








