O Correio Braziliense marcou para 1º de setembro o debate entre os candidatos ao Governo do Distrito Federal. Foram convidados 11 concorrentes, e o encontro terá transmissão pela televisão e pela internet.
A lista de convidados reúne os nomes que disputam o Palácio do Buriti: Celina Leão, José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Paula Belmonte (PSDB), Kiko Caputo (Novo), Samara Mineiro (UP), Robson Raymundo (PSTU), Elisson Ferreira (Agir), Expedito Mendonça (PCO) e Rico Pinheiro (PRTB).
O que está em jogo no encontro
Debate em ano eleitoral cumpre uma função que a propaganda não cumpre: coloca os candidatos diante das perguntas uns dos outros, sem edição. É onde a proposta apresentada no programa de governo precisa sobreviver ao contraditório em tempo real.
O calendário também pesa. Marcado para o início de setembro, o encontro acontece depois do início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, período em que o eleitor já teve contato com as principais mensagens de cada campanha. O debate funciona, nesse momento, como teste de consistência do que foi apresentado.
A participação em debates não é obrigatória. A legislação eleitoral brasileira não exige a presença dos concorrentes nesses encontros, e cabe a cada chapa decidir se comparece. Na prática, a decisão costuma variar conforme a posição na disputa: quem lidera avalia o risco de exposição, e quem busca crescimento vê no palco uma chance de ganhar tempo de tela.
Os debates já realizados no DF
O encontro do Correio não é o primeiro do ciclo. Em 9 de agosto, seis candidatos participaram do debate promovido pela Band no Teatro Sesc de Ceilândia, com discussões sobre segurança pública, mobilidade e gestão do BRB.
Naquele encontro, a governadora Celina Leão apresentou o programa DF 360 e as metas de ampliação da rede de câmeras de videomonitoramento. Ricardo Cappelli tratou de saneamento e esgoto a céu aberto, Leandro Grass defendeu a tarifa zero e a expansão do metrô e do VLT, e Paula Belmonte falou sobre atrair investimento em tecnologia para o DF.
Serviço
- Evento: debate entre candidatos ao Governo do Distrito Federal
- Promoção: Correio Braziliense
- Data: 1º de setembro de 2026
- Transmissão: televisão e internet
- Convidados: 11 candidatos ao GDF
O horário e o local do encontro não foram divulgados. As plataformas específicas de transmissão também não foram detalhadas, assim como o formato dos blocos e a mediação.
Como o eleitor pode acompanhar
Debate é um dos poucos formatos em que o eleitor vê os candidatos respondendo sem intermediação de marketing. Para aproveitar o encontro, ajuda chegar com algumas perguntas próprias definidas, ligadas à realidade da região onde se mora.
No Distrito Federal, os temas que costumam separar as propostas são conhecidos: segurança pública e efetivo policial, mobilidade e integração entre as regiões administrativas e o Plano Piloto, saúde e tempo de espera por consulta especializada, saneamento nas áreas de expansão e geração de emprego fora do serviço público.
Vale também comparar o que é dito no palco com o plano de governo registrado. Todo candidato precisa apresentar sua proposta ao Tribunal Superior Eleitoral no momento do registro de candidatura, e esse documento fica disponível para consulta pública no sistema DivulgaCandContas, do TSE. É lá que se verifica se o compromisso anunciado no debate consta do programa entregue oficialmente.
Onde consultar dados oficiais da eleição
Além do plano de governo, o sistema do TSE reúne outras informações úteis para quem quer decidir com base em dado, e não em impressão:
- Bens declarados pelo candidato no registro da candidatura;
- Prestação de contas de campanha, com receitas e despesas conforme são declaradas;
- Situação do registro, que indica se a candidatura está deferida, indeferida ou sub judice;
- Coligações e federações partidárias que sustentam cada chapa.
O eleitor do DF também deve conferir a situação do próprio título antes da votação. A consulta é feita pelo site do TSE ou pelo aplicativo e-Título, que informa o local de votação e eventual pendência.
O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão é a outra fonte de contato direto com as propostas. Diferentemente do debate, o conteúdo é produzido pela própria campanha, o que muda a natureza do que se assiste: no programa, o candidato controla a mensagem; no debate, precisa responder ao que não escolheu.
O calendário eleitoral daqui em diante
Setembro é o mês de maior concentração de debates no ciclo eleitoral, porque reúne três fatores: a propaganda gratuita já no ar, as pesquisas com maior estabilidade e a proximidade da votação. As emissoras costumam distribuir os encontros ao longo do mês para não sobrepor datas.
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro. No Distrito Federal, o eleitor escolhe governador, um senador, deputados federais e deputados distritais, além de presidente da República.
A confirmação de presença de cada candidato ao debate do Correio depende de comunicação das respectivas campanhas. Até a divulgação da data, não havia informação sobre quais chapas já haviam confirmado participação.
Para acompanhar como os candidatos se posicionaram no primeiro encontro do ciclo, veja a cobertura do debate da Band no Teatro Sesc de Ceilândia.
Perguntas frequentes
Quando é o debate do Correio Braziliense com os candidatos ao GDF?
Em 1º de setembro de 2026, com transmissão pela televisão e pela internet. O horário e o local não foram divulgados.
Quantos candidatos foram convidados?
Onze: Celina Leão, José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Paula Belmonte (PSDB), Kiko Caputo (Novo), Samara Mineiro (UP), Robson Raymundo (PSTU), Elisson Ferreira (Agir), Expedito Mendonça (PCO) e Rico Pinheiro (PRTB).
Candidato é obrigado a participar de debate?
Não. A legislação eleitoral brasileira não exige a presença dos concorrentes em debates, e cabe a cada chapa decidir sobre a participação.
Quando é o primeiro turno das eleições de 2026?
Em 4 de outubro de 2026. No Distrito Federal, o eleitor escolhe presidente, governador, um senador, deputados federais e deputados distritais.








