Mulher tem dedos quebrados em assalto no Setor de Rádio e TV Norte

agosto 13, 2026
Mão segurando um telefone celular em rua com muro grafitado ao fundo

Uma mulher teve dedos das duas mãos quebrados durante um assalto no Setor de Rádio e Televisão Norte (SRTVN), na Asa Norte, no domingo (9). A vítima caminhava pela região usando o celular quando foi abordada e teve o aparelho levado. O caso é investigado pela 5ª Delegacia de Polícia, responsável pela Área Central.

Segundo o registro, a mulher foi surpreendida por um homem em situação de rua, que tomou o telefone. Os ferimentos nas mãos ocorreram durante a ação. A vítima disse não estar se sentindo bem e não quis detalhar o que aconteceu. O suspeito não havia sido preso até a divulgação do caso.

Onde o crime aconteceu

O SRTVN fica no eixo que liga a Asa Norte ao Setor Comercial, área de grande circulação durante o dia e de movimento reduzido nos fins de semana. É um perfil de local que muda de característica conforme o horário: prédios comerciais e emissoras funcionando em dia útil, calçadas vazias no domingo.

Essa variação importa para entender o padrão do roubo de celular na região central de Brasília. O crime depende de dois elementos: a vítima distraída e a rota de fuga. Quem caminha olhando a tela não percebe a aproximação, e no fim de semana há menos testemunhas para intervir ou acionar socorro.

A quebra dos dedos indica resistência ou a força empregada para arrancar o aparelho da mão. Em roubos de celular, é comum que a lesão apareça justamente nas mãos e nos punhos, quando a vítima segura o objeto no momento da abordagem.

Como funciona a investigação

O caso está com a 5ª DP, que atende a Área Central do Plano Piloto. A apuração de roubo com lesão corporal reúne o registro da ocorrência, o laudo do exame de corpo de delito, imagens de câmeras de segurança do entorno e o rastreamento do aparelho subtraído.

O rastreamento do celular é uma das linhas mais usadas. Mesmo sem o chip original, o aparelho carrega um número de identificação próprio, o IMEI, que permanece registrado quando o celular é ligado em outra linha. Por isso o boletim de ocorrência com o IMEI anotado aumenta a chance de localização do aparelho e, por consequência, de identificação de quem está com ele.

Enquanto não há condenação definitiva, quem é apontado no inquérito é tratado como suspeito. A Polícia Civil não divulgou a identificação do autor nem informou se há imagens do momento da abordagem.

O que fazer depois de um roubo de celular

Quem passa por uma situação parecida deve seguir uma sequência de providências que reduz o prejuízo e ajuda a investigação:

  • Registrar a ocorrência, presencialmente ou pela Delegacia Eletrônica da PCDF, informando o IMEI do aparelho;
  • Bloquear a linha junto à operadora e solicitar o bloqueio do IMEI, que inutiliza o celular em qualquer operadora do país;
  • Encerrar as sessões abertas de aplicativos de banco, e-mail e redes sociais a partir de outro dispositivo;
  • Comunicar o banco para bloquear cartões cadastrados em carteiras digitais;
  • Procurar atendimento médico e guardar o laudo, documento que instrui a apuração da lesão corporal.

O exame de corpo de delito é o que registra oficialmente a extensão dos ferimentos. Sem ele, a lesão fica documentada apenas pelo relato da vítima, o que enfraquece a caracterização do roubo com violência.

O peso do roubo de celular no DF

O celular deixou de ser apenas um bem de valor e passou a ser a chave de acesso a conta bancária, e-mail, documentos digitais e histórico de mensagens. Essa mudança alterou o cálculo do criminoso: o aparelho vale pelo que se pode fazer com ele nas primeiras horas, antes que a vítima consiga bloquear os acessos.

É por isso que a janela imediata após o crime é decisiva. O bloqueio da linha junto à operadora impede o recebimento de códigos de verificação por SMS, que é o caminho mais usado para redefinir senha de aplicativo. Encerrar as sessões abertas a partir de outro dispositivo fecha a porta que continua destrancada mesmo com o chip desativado.

Bancos oferecem canais próprios de comunicação de perda ou roubo, com bloqueio preventivo de transações. Registrar essa comunicação, com data e hora, é o que sustenta eventual contestação de operação feita depois do crime.

Cuidados na região central

Setores de circulação como o SRTVN concentram vias largas, calçadas com pouca movimentação em determinados horários e proximidade com pontos de parada de transporte. Algumas medidas reduzem a exposição em áreas assim:

  • Evitar caminhar com o celular na mão em trecho de calçada vazia, principalmente à noite e nos fins de semana;
  • Usar fone com microfone para atender chamadas sem retirar o aparelho do bolso ou da bolsa;
  • Manter o bloqueio de tela ativo com senha ou biometria e configurar o bloqueio automático em poucos segundos;
  • Ativar o rastreamento remoto do aparelho e testar o funcionamento antes de precisar dele;
  • Em caso de abordagem, entregar o aparelho, já que a reação é o fator que mais eleva o risco de lesão grave.

O último ponto é o que a ocorrência do SRTVN ilustra. Os ferimentos nas mãos da vítima aparecem justamente na disputa pelo objeto, momento em que um crime patrimonial passa a envolver violência física.

Canais de denúncia no DF

Informações sobre autoria de crimes podem ser repassadas de forma anônima pelo 197, o Disque-Denúncia da Polícia Civil do Distrito Federal, que funciona 24 horas. Ocorrência em andamento deve ser comunicada ao 190, da Polícia Militar.

A Delegacia Eletrônica da PCDF permite registrar roubo e furto de celular sem sair de casa, com emissão imediata do documento necessário para o bloqueio junto à operadora.

A Asa Norte concentra parte relevante dos registros de crime patrimonial na região central. Veja o caso de um assalto a conveniência na 314 Norte que terminou em prisão em flagrante.

Perguntas frequentes

Onde aconteceu o assalto?

No Setor de Rádio e Televisão Norte (SRTVN), na Asa Norte, no domingo (9). A vítima caminhava usando o celular quando foi abordada.

Qual delegacia investiga o caso?

A 5ª Delegacia de Polícia, responsável pela Área Central do Plano Piloto. O suspeito não havia sido preso até a divulgação do caso.

Como bloquear um celular roubado no DF?

Registre a ocorrência informando o IMEI do aparelho, presencialmente ou pela Delegacia Eletrônica da PCDF, e solicite à operadora o bloqueio da linha e do IMEI, o que inutiliza o celular em qualquer operadora do país.

Qual o telefone de denúncia anônima no DF?

O 197, Disque-Denúncia da Polícia Civil, funciona 24 horas e não exige identificação. Ocorrência em andamento deve ser comunicada ao 190.

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