Bia Kicis defende pacificação do país e limite à atuação do STF

agosto 11, 2026
Deputada Bia Kicis fala ao microfone durante reunião de comissão parlamentar

A deputada federal Bia Kicis (PL), presidente do PL no Distrito Federal e candidata do partido ao Senado, afirmou nesta segunda-feira, 10, que a prioridade de um eventual mandato será a segurança pública. “Precisamos pacificar e trazer segurança pública ao país”, disse ela ao programa CB.Poder, parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília, apresentado por Denise Rothenburg e Mila Ferreira.

A entrevista integra a série Esquenta Eleições, que tem recebido dirigentes partidários do DF às vésperas do período oficial de campanha. Além da segurança, Kicis apontou a saúde como o problema que mais preocupa o eleitor da capital, tema que aparece de forma recorrente nas pesquisas sobre serviços públicos no Distrito Federal.

Reequilíbrio entre os Poderes

A proposta que a candidata colocou como central é o que ela chama de reequilíbrio constitucional entre os três Poderes. Na avaliação da deputada, o Supremo Tribunal Federal tem avançado sobre atribuições que pertencem ao Legislativo, e caberia ao Congresso reagir por meio de sua atuação institucional.

A defesa desse ponto acompanha a trajetória parlamentar de Kicis, que presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e construiu sua base eleitoral no DF em torno de pautas de costumes e de crítica à atuação da Corte. A discussão sobre os limites de atuação do STF é tema recorrente no Congresso, com propostas em tramitação que tratam de mandato para ministros e de regras para decisões monocráticas.

Agenda no DF e nomes de campanha

Ao falar de gestão, a deputada citou trabalhos anteriores com agricultura familiar, com catadores de materiais recicláveis e com pacientes de doenças raras. O objetivo, segundo ela, é ampliar a presença em comunidades de menor renda, onde o partido busca crescimento.

Kicis disputa uma das duas vagas do Distrito Federal no Senado nas eleições deste ano. Ela deve fazer campanha ao lado de Michelle Bolsonaro, também candidata do PL ao Senado pelo DF, em um arranjo que coloca o partido com duas postulantes na disputa majoritária.

  • Candidata: Bia Kicis (PL), deputada federal e presidente do PL-DF.
  • Cargo em disputa: uma das duas vagas do DF no Senado.
  • Prioridades declaradas: segurança pública no país e saúde no Distrito Federal.
  • Proposta central: reequilíbrio entre Legislativo, Executivo e Judiciário.

Como o DF vota para o Senado

O eleitor do Distrito Federal recebe duas cédulas para o Senado neste ano e pode escolher dois nomes diferentes. Cada candidato concorre com dois suplentes registrados na mesma chapa, e o resultado sai por maioria simples: as duas candidaturas mais votadas ficam com as cadeiras, sem segundo turno.

Esse formato costuma favorecer estratégias de dobradinha, em que dois candidatos do mesmo campo pedem voto conjunto. É o desenho anunciado pelo PL-DF, que colocou duas candidatas na disputa e aposta na transferência recíproca de votos entre elas.

O mandato de senador dura oito anos, o dobro do de deputado distrital e federal. Quem for eleito em outubro toma posse em fevereiro de 2027 e permanece no cargo até 2035, o que dá a essa disputa peso maior do que o das eleições proporcionais.

Leia também: Registro de candidaturas tem prazo até 15 de agosto.

Posição nas pesquisas

Sobre o desempenho nos levantamentos divulgados até agora, a deputada reconheceu aparecer em quarto lugar, mas afirmou que pesquisa interna do partido a coloca em terceiro. Os números de pesquisas registradas na Justiça Eleitoral costumam variar conforme o cenário testado e a lista de nomes apresentada ao entrevistado, o que ajuda a explicar diferenças entre levantamentos.

“Precisamos pacificar e trazer segurança pública ao país”, afirmou a deputada durante a entrevista.

O calendário eleitoral aperta o prazo das definições. O registro de candidaturas precisa ser apresentado à Justiça Eleitoral até 15 de agosto, data que fecha o quadro de quem efetivamente disputará cada cargo. A partir daí, os nomes registrados passam a constar dos sistemas de divulgação do Tribunal Superior Eleitoral.

A disputa pelo Senado no DF

A eleição de 2026 renova dois terços do Senado, o que significa duas cadeiras por unidade da Federação. No Distrito Federal, a disputa reúne nomes com mandato parlamentar, ex-gestores e dirigentes partidários, e tem concentrado o noticiário local desde as convenções realizadas no início de agosto.

O PL-DF fechou sua convenção com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis na chapa majoritária ao Senado. Outras legendas ainda ajustam apoios e composições até o prazo do registro, movimento que costuma se acelerar nos últimos dias antes do fechamento oficial das candidaturas.

Nenhuma data de novo debate com candidatos ao Senado pelo DF havia sido anunciada até a publicação desta reportagem. As sabatinas com postulantes ao Palácio do Buriti seguem em andamento nesta semana.

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