Dois ex-jogadores de futebol aparecem entre os nomes cotados para disputar as eleições de outubro no Distrito Federal. O levantamento é da coluna Grande Angular, do Metrópoles, publicada em 8 de agosto de 2026, a uma semana do prazo final para o registro de candidaturas.
O mais conhecido deles é Marcelinho Carioca, o Pé de Anjo, ídolo do Corinthians e um dos maiores cobradores de falta do futebol brasileiro. Ele aparece como pré-candidato a deputado distrital pelo Republicanos, com um bordão que aproveita a marca da carreira: “se falta, eu cobro”.
O outro nome é Washington, o Coração Valente, atacante que passou por Athletico Paranaense, Fluminense e São Paulo e foi artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2004, com 34 gols. Nascido em Brasília, ele foi secretário nacional de esportes e chegou a exercer mandato como deputado federal suplente. A coluna o associa ao MDB no Distrito Federal.
O prazo que define o que é real
Nenhuma dessas candidaturas está confirmada. Pré-candidatura é declaração de intenção. O que vale juridicamente é o pedido de registro protocolado na Justiça Eleitoral, e o prazo para isso termina em 15 de agosto de 2026, às 19h. Só depois dessa data a lista de quem efetivamente disputa o pleito no DF fica fechada, sujeita ainda a impugnações.
Até lá, mudanças de partido, desistências e realocação de nomes entre cargos são rotina. Um pré-candidato a distrital pode terminar registrado como candidato a federal, e vice-versa, conforme a composição da chapa fechada pela legenda.
Por que os partidos buscam ex-atletas
A lógica é a mesma que leva legendas a recrutar apresentadores de TV, cantores e policiais conhecidos: reconhecimento de nome sem custo de mídia. Em uma eleição proporcional, na qual o eleitor precisa memorizar um número ou um nome entre centenas de opções, quem já é reconhecido parte de uma vantagem que não se compra com tempo de rádio.
Há também o efeito de puxador de legenda. Como as vagas na Câmara Legislativa são distribuídas pelo quociente eleitoral, um candidato com votação alta ajuda a eleger companheiros de chapa com votação menor. Partidos que não têm chance de eleger o cabeça de chapa ainda assim ganham em somar votos ao total da legenda.
O histórico não garante nada
A conversão de popularidade esportiva em voto tem resultado irregular. Nomes de projeção nacional já se elegeram com folga em alguns estados e ficaram longe da votação necessária em outros. O eleitor do Distrito Federal, em particular, tem base fragmentada entre regiões administrativas, e uma candidatura sem território definido costuma dispersar votos.
No caso dos dois ex-atletas, há uma diferença relevante. Washington nasceu em Brasília e tem trajetória em cargos públicos ligados ao esporte. Marcelinho Carioca construiu carreira em São Paulo e disputaria o DF sem esse vínculo de origem, o que costuma exigir mais trabalho de base para transformar reconhecimento em voto.
Onde consultar a lista oficial
Depois de 15 de agosto, os pedidos de registro ficam disponíveis no DivulgaCandContas, sistema do Tribunal Superior Eleitoral que traz nome, número, partido, cargo, bens declarados e situação do registro de cada candidato. É a única fonte que confirma quem está de fato na disputa.
O sistema também mostra a evolução do processo: registro deferido, indeferido, impugnado ou pendente de julgamento. Candidatos com registro indeferido podem recorrer e disputar sub judice, com votos computados apenas se a decisão final lhes for favorável.
A conta que decide a eleição no DF
O Distrito Federal elege 8 deputados federais e 24 deputados distritais. Nos dois casos, a distribuição é proporcional: soma-se a votação de cada partido ou federação, divide-se o total de votos válidos pelo número de vagas para chegar ao quociente eleitoral e, a partir daí, define-se quantas cadeiras cabem a cada legenda.
Por isso um nome conhecido raramente se elege sozinho. Ele precisa alcançar ao menos 10% do quociente eleitoral para ocupar a vaga conquistada pelo partido, regra que já barrou candidatos com votação expressiva em legendas pequenas. E, no sentido inverso, um puxador de votos pode eleger colegas de chapa com votação muito menor que a sua.
É esse cálculo que explica o interesse dos partidos por ex-atletas às vésperas do prazo de registro. A definição real, porém, só aparece quando a chapa é fechada e protocolada, com nome, número e cargo de cada candidato.
Leia também: Registro de candidatura vai até 15 de agosto às 19h.
Perguntas frequentes
Quais ex-jogadores devem disputar a eleição no DF em 2026?
A coluna Grande Angular, do Metrópoles, cita Marcelinho Carioca, pré-candidato a deputado distrital pelo Republicanos, e Washington, o Coração Valente, associado ao MDB no Distrito Federal.
Até quando os candidatos podem registrar candidatura?
O prazo para o pedido de registro na Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto de 2026, às 19h.
Onde conferir a lista oficial de candidatos?
No DivulgaCandContas, sistema do Tribunal Superior Eleitoral, que traz nome, número, partido, cargo e situação do registro de cada candidatura.
Pré-candidato é a mesma coisa que candidato?
Não. Pré-candidatura é declaração de intenção. A candidatura só existe juridicamente depois do pedido de registro protocolado na Justiça Eleitoral.








