Republicanos-DF declara apoio a Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ao Senado

agosto 8, 2026
Michelle Bolsonaro fala ao microfone diante de um painel azul com a bandeira do Brasil ao fundo

O Republicanos do Distrito Federal declarou apoio às candidaturas de Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) ao Senado nesta sexta-feira (7), em reunião entre a ex-primeira-dama e o presidente distrital do partido, Joaquim Mauro Silva. O anúncio fecha mais uma peça da chapa majoritária que disputa o governo local em outubro.

“Republicanos está com Michelle e Bia para o Senado”, afirmou Joaquim Mauro Silva após o encontro. A definição vale para a disputa no Distrito Federal e não altera a posição da legenda na eleição presidencial, na qual o partido segue neutro.

Em 2026, cada unidade da Federação elege dois senadores, porque a renovação atinge dois terços das cadeiras da Casa. É essa configuração que permite ao mesmo grupo político lançar duas candidatas e disputar as duas vagas do Distrito Federal na mesma eleição.

Como o apoio se encaixa na chapa

O aval do Republicanos-DF tem dois motivos concretos na articulação local. O primeiro é a presença de Gustavo Rocha, filiado à legenda, como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Celina Leão (PP). O segundo é a relação da senadora Damares Alves, do mesmo partido, com a ex-primeira-dama.

Com isso, o arranjo distrital reúne partidos distintos em torno de uma mesma composição majoritária:

  • Governo: Celina Leão (PP), com Gustavo Rocha (Republicanos) como candidato a vice.
  • Senado: Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL).
  • Apoio formalizado: Republicanos-DF, sem reflexo na disputa presidencial.

Bia Kicis já havia confirmado publicamente a candidatura de Michelle ao Senado durante convenção do Republicanos-DF, quando descreveu a composição como a maior chapa que o Distrito Federal já reuniu. Deputada federal pelo PL, ela disputa a segunda vaga do Senado na mesma nominata.

A separação entre o apoio local e a posição nacional não é detalhe formal. Desde 2020 é proibido coligar partidos nas disputas proporcionais, para deputado distrital e federal, mas a coligação segue permitida nas eleições majoritárias, que abrangem governo e Senado. Na prática, cada legenda decide o palanque estadual sem que isso a obrigue a seguir a mesma linha na disputa presidencial, e foi essa distinção que o Republicanos-DF explicitou ao anunciar o apoio.

O que ainda falta para a chapa ficar valendo

A declaração de apoio é um movimento político, não um ato eleitoral definitivo. O que consolida a composição é o registro na Justiça Eleitoral, e esse prazo está próximo.

Partidos, federações e coligações têm até as 19h de 15 de agosto para apresentar à Justiça Eleitoral os pedidos de registro de candidaturas. O protocolo do pedido não significa aprovação automática: cada candidatura passa por análise dos requisitos legais.

Os pedidos são transmitidos pelo Sistema de Candidaturas, o CANDex, que reúne os dados dos candidatos, a documentação partidária e a verificação das cotas de gênero. As candidaturas ao Senado e ao governo do Distrito Federal são analisadas pelo Tribunal Regional Eleitoral, e não pelo Tribunal Superior Eleitoral, que fica com a disputa presidencial.

Depois do pedido, abre-se prazo de cinco dias para impugnações, que podem ser apresentadas por partidos, federações, coligações, candidatos e pelo Ministério Público Eleitoral. Cidadãos também podem apresentar notícia de inelegibilidade.

O registro é apresentado em duas peças. O partido envia o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários, o DRAP, que trata da situação da legenda e da chapa, e cada concorrente entra com o Requerimento de Registro de Candidatura. O sistema também confere o cumprimento das cotas de gênero, exigência que recai sobre a lista proporcional de cada partido.

O calendário que vem pela frente

O prazo para as convenções partidárias se encerrou em 5 de agosto. A propaganda eleitoral nas ruas e na internet começa em 16 de agosto, um dia depois do fim do prazo de registro. A votação do primeiro turno ocorre em 4 de outubro.

  1. 15 de agosto, até as 19h: prazo final para os pedidos de registro de candidatura.
  2. 16 de agosto: início da propaganda eleitoral geral.
  3. 4 de outubro: primeiro turno.

Leia também: as regras da propaganda eleitoral que passam a valer em 16 de agosto.

Até o fechamento do prazo de registro, novas adesões e mudanças de composição ainda podem ocorrer. Só a partir de 15 de agosto o quadro de candidaturas do Distrito Federal fica conhecido em definitivo, e apenas depois do julgamento dos registros pelo TRE-DF cada nome está autorizado a disputar.

Perguntas frequentes

Quantos senadores o Distrito Federal elege em 2026?

Dois. Em 2026 a renovação do Senado atinge dois terços das cadeiras, e cada unidade da Federação elege dois senadores.

O apoio do Republicanos vale para a eleição presidencial?

Não. O partido declarou apoio a Michelle Bolsonaro e Bia Kicis apenas na disputa do Distrito Federal e mantém neutralidade na eleição presidencial.

Até quando os partidos podem registrar candidaturas?

Até as 19h de 15 de agosto, pelo Sistema de Candidaturas (CANDex). O protocolo não garante o registro, que depende da análise da Justiça Eleitoral.

Quem julga o registro dos candidatos ao Senado?

O Tribunal Regional Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral analisa apenas as candidaturas à Presidência e à Vice-Presidência da República.

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