O Republicanos do Distrito Federal declarou apoio às candidaturas de Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) ao Senado nesta sexta-feira (7), em reunião entre a ex-primeira-dama e o presidente distrital do partido, Joaquim Mauro Silva. O anúncio fecha mais uma peça da chapa majoritária que disputa o governo local em outubro.
“Republicanos está com Michelle e Bia para o Senado”, afirmou Joaquim Mauro Silva após o encontro. A definição vale para a disputa no Distrito Federal e não altera a posição da legenda na eleição presidencial, na qual o partido segue neutro.
Em 2026, cada unidade da Federação elege dois senadores, porque a renovação atinge dois terços das cadeiras da Casa. É essa configuração que permite ao mesmo grupo político lançar duas candidatas e disputar as duas vagas do Distrito Federal na mesma eleição.
Como o apoio se encaixa na chapa
O aval do Republicanos-DF tem dois motivos concretos na articulação local. O primeiro é a presença de Gustavo Rocha, filiado à legenda, como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Celina Leão (PP). O segundo é a relação da senadora Damares Alves, do mesmo partido, com a ex-primeira-dama.
Com isso, o arranjo distrital reúne partidos distintos em torno de uma mesma composição majoritária:
- Governo: Celina Leão (PP), com Gustavo Rocha (Republicanos) como candidato a vice.
- Senado: Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL).
- Apoio formalizado: Republicanos-DF, sem reflexo na disputa presidencial.
Bia Kicis já havia confirmado publicamente a candidatura de Michelle ao Senado durante convenção do Republicanos-DF, quando descreveu a composição como a maior chapa que o Distrito Federal já reuniu. Deputada federal pelo PL, ela disputa a segunda vaga do Senado na mesma nominata.
A separação entre o apoio local e a posição nacional não é detalhe formal. Desde 2020 é proibido coligar partidos nas disputas proporcionais, para deputado distrital e federal, mas a coligação segue permitida nas eleições majoritárias, que abrangem governo e Senado. Na prática, cada legenda decide o palanque estadual sem que isso a obrigue a seguir a mesma linha na disputa presidencial, e foi essa distinção que o Republicanos-DF explicitou ao anunciar o apoio.
O que ainda falta para a chapa ficar valendo
A declaração de apoio é um movimento político, não um ato eleitoral definitivo. O que consolida a composição é o registro na Justiça Eleitoral, e esse prazo está próximo.
Partidos, federações e coligações têm até as 19h de 15 de agosto para apresentar à Justiça Eleitoral os pedidos de registro de candidaturas. O protocolo do pedido não significa aprovação automática: cada candidatura passa por análise dos requisitos legais.
Os pedidos são transmitidos pelo Sistema de Candidaturas, o CANDex, que reúne os dados dos candidatos, a documentação partidária e a verificação das cotas de gênero. As candidaturas ao Senado e ao governo do Distrito Federal são analisadas pelo Tribunal Regional Eleitoral, e não pelo Tribunal Superior Eleitoral, que fica com a disputa presidencial.
Depois do pedido, abre-se prazo de cinco dias para impugnações, que podem ser apresentadas por partidos, federações, coligações, candidatos e pelo Ministério Público Eleitoral. Cidadãos também podem apresentar notícia de inelegibilidade.
O registro é apresentado em duas peças. O partido envia o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários, o DRAP, que trata da situação da legenda e da chapa, e cada concorrente entra com o Requerimento de Registro de Candidatura. O sistema também confere o cumprimento das cotas de gênero, exigência que recai sobre a lista proporcional de cada partido.
O calendário que vem pela frente
O prazo para as convenções partidárias se encerrou em 5 de agosto. A propaganda eleitoral nas ruas e na internet começa em 16 de agosto, um dia depois do fim do prazo de registro. A votação do primeiro turno ocorre em 4 de outubro.
- 15 de agosto, até as 19h: prazo final para os pedidos de registro de candidatura.
- 16 de agosto: início da propaganda eleitoral geral.
- 4 de outubro: primeiro turno.
Leia também: as regras da propaganda eleitoral que passam a valer em 16 de agosto.
Até o fechamento do prazo de registro, novas adesões e mudanças de composição ainda podem ocorrer. Só a partir de 15 de agosto o quadro de candidaturas do Distrito Federal fica conhecido em definitivo, e apenas depois do julgamento dos registros pelo TRE-DF cada nome está autorizado a disputar.
Perguntas frequentes
Quantos senadores o Distrito Federal elege em 2026?
Dois. Em 2026 a renovação do Senado atinge dois terços das cadeiras, e cada unidade da Federação elege dois senadores.
O apoio do Republicanos vale para a eleição presidencial?
Não. O partido declarou apoio a Michelle Bolsonaro e Bia Kicis apenas na disputa do Distrito Federal e mantém neutralidade na eleição presidencial.
Até quando os partidos podem registrar candidaturas?
Até as 19h de 15 de agosto, pelo Sistema de Candidaturas (CANDex). O protocolo não garante o registro, que depende da análise da Justiça Eleitoral.
Quem julga o registro dos candidatos ao Senado?
O Tribunal Regional Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral analisa apenas as candidaturas à Presidência e à Vice-Presidência da República.








