Dupla é presa por assalto a loja de celulares em Taguatinga

agosto 7, 2026
Celular com tela em branco apoiado sobre superfície clara

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu dois homens suspeitos de assaltar uma loja de celulares na QSB 1, em Taguatinga. As prisões ocorreram em 29 e 30 de julho e foram divulgadas nesta quinta-feira, 6 de agosto, pela 12ª Delegacia de Polícia, de Taguatinga Centro, responsável pelo inquérito.

O crime aconteceu em 1º de julho, por volta das 13h15. Armados, os suspeitos renderam funcionários e clientes, amarraram todos com braçadeiras de náilon e os trancaram nos fundos do estabelecimento. Cerca de 24 aparelhos celulares foram levados, prejuízo estimado em R$ 70 mil.

Como a dupla foi identificada

A investigação partiu de três frentes que acabaram convergindo. A primeira foi o rastreamento do carro usado na fuga, que circulava com placas clonadas. A segunda foi a perícia técnica no local. A terceira foi um erro dos próprios assaltantes: um capacete ficou para trás na loja, e dele os peritos extraíram impressões digitais.

Com o material reunido, os agentes chegaram aos nomes dos suspeitos e as vítimas confirmaram o reconhecimento. A partir daí, a delegacia representou pela prisão preventiva dos dois, deferida pela Vara Criminal da circunscrição.

As duas prisões

O primeiro suspeito reagiu à abordagem policial. De acordo com a PCDF, ele jogou o veículo contra a viatura e iniciou uma perseguição que terminou com a colisão do carro em uma calçada. Foi detido em seguida.

O segundo já estava preso: havia sido capturado em flagrante em 28 de julho, no Sol Nascente, durante outro assalto. O mandado expedido no caso de Taguatinga foi cumprido em seguida, na unidade prisional.

  • Data do assalto: 1º de julho de 2026, por volta das 13h15
  • Local: loja de celulares na QSB 1, Taguatinga
  • Prejuízo: cerca de 24 aparelhos, estimados em R$ 70 mil
  • Prisões: 29 e 30 de julho de 2026
  • Delegacia responsável: 12ª DP, Taguatinga Centro
  • Provas decisivas: placa clonada rastreada, perícia e digitais em capacete deixado na loja

O padrão do roubo a loja de celular

O modo de agir descrito no inquérito se repete em ocorrências do tipo no DF: entrada em horário comercial, uso de arma para render quem está no salão, imobilização das vítimas com braçadeira ou fita e saída rápida em veículo com placa adulterada. A escolha do horário não é aleatória. No começo da tarde, o estoque do dia já está na loja e o movimento de rua ainda é baixo o suficiente para reduzir testemunhas.

Aparelho de telefonia é alvo preferencial pela relação entre valor e volume: um lote de duas dezenas de celulares cabe em uma mochila e é revendido rapidamente no mercado ilegal, muitas vezes fora do DF. É por isso que o rastreamento por IMEI e o bloqueio imediato pela operadora seguem sendo as medidas mais úteis para a vítima de furto ou roubo de celular.

Por que a prisão foi preventiva

Nos dois casos, a PCDF não prendeu em flagrante pelo assalto de Taguatinga: representou pela prisão preventiva, decretada semanas depois pela Justiça. Essa modalidade está no artigo 312 do Código de Processo Penal e exige que o juiz reconheça risco concreto, como ameaça à ordem pública, à instrução do processo ou à aplicação da lei penal.

Na prática, é o instrumento usado quando a investigação identifica o autor depois do crime e há elementos de que ele continua atuando. A preventiva não tem prazo fixo de duração, mas precisa ser revista pelo juízo a cada 90 dias, sob pena de perder validade.

O que fazer se você for vítima

Quem tem aparelho roubado deve registrar a ocorrência, o que pode ser feito pela Delegacia Eletrônica da PCDF, e acionar a operadora para bloquear a linha e o IMEI. O número do IMEI aparece na caixa do aparelho e pode ser consultado no próprio celular antes do problema acontecer, o que agiliza o processo depois.

Os dois presos respondem por roubo majorado, previsto no artigo 157 do Código Penal, com aumento de pena pelo uso de arma e pelo concurso de pessoas. Ainda cabe recurso contra a prisão preventiva, e ambos permanecem na condição de suspeitos até eventual condenação transitada em julgado. As defesas não foram identificadas nos autos divulgados.

Leia também: quantos celulares foram roubados e furtados no Brasil em 2025.

Perguntas frequentes

Onde foi o assalto à loja de celulares em Taguatinga?

Na QSB 1, em Taguatinga, em 1º de julho de 2026, por volta das 13h15.

Quantos celulares foram levados?

Cerca de 24 aparelhos, com prejuízo estimado em R$ 70 mil.

Como a polícia identificou os suspeitos?

Por rastreamento do carro de fuga, que usava placas clonadas, por perícia técnica e pelas impressões digitais colhidas em um capacete esquecido na loja.

Como registrar o roubo de um celular no DF?

A ocorrência pode ser registrada pela Delegacia Eletrônica da PCDF. Em seguida, acione a operadora para bloquear a linha e o IMEI do aparelho.

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