sáb, 17 out
Trabalho

Trabalho infantil cai 9,2% e chega a 1,499 milhão de crianças e adolescentes, aponta IBGE

Pnad do IBGE mostra 1,499 milhão de crianças e adolescentes em trabalho infantil em 2025, queda de 9,2% em um ano.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Lápis de cor em um porta-lápis de tela preta sobre mesa de madeira, em imagem ilustrativa
Foto: Dimitris Chatzoulis/Pexels (imagem ilustrativa)
Neste texto5 tópicos
  1. Quantas crianças e adolescentes trabalhavam?
  2. E as piores formas de trabalho infantil?
  3. O que conta como trabalho infantil?
  4. O que a pesquisa diz sobre o Bolsa Família?
  5. Como denunciar trabalho infantil no DF?

O Brasil tinha 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025, o equivalente a 4% da população nessa faixa etária. Os dados são da Pnad do IBGE, divulgada nesta sexta-feira (16), e mostram queda de 9,2% sobre 2024.

Quantas crianças e adolescentes trabalhavam?

Em 2024, o IBGE contava 1,65 milhão de crianças e adolescentes nessa situação, ou 4,3% da população da faixa etária. Na comparação com 2016, quando eram 2,1 milhões (5,2%), a queda chegou a 28,6%.

AnoCrianças e adolescentes de 5 a 17 anos em trabalho infantilFatia da população da faixa
20162,1 milhões5,2%
20241,65 milhão4,3%
20251,499 milhão4,0%

Segundo o pesquisador do IBGE Gustavo Fontes, vários fatores explicam a redução: políticas públicas, inclusive as do Ministério Público do Trabalho, o Bolsa Família, o mercado de trabalho aquecido e a renda maior das famílias. A taxa de desocupação do país tem registrado mínimos históricos.

E as piores formas de trabalho infantil?

Dos 1,499 milhão, 525 mil estavam em ocupações consideradas as piores formas de trabalho infantil. São atividades que oferecem risco à saúde, ao desenvolvimento e à moral, listadas no Decreto 6.481/2008, como exploração sexual, tráfico de drogas e outras situações criminosas. Esse grupo chegou ao menor patamar da série: 1,4% da população de 5 a 17 anos, ante 560 mil (1,5%) em 2024 e 919 mil (2,3%) em 2016.

O que conta como trabalho infantil?

Para o IBGE, até os 13 anos vale qualquer atividade econômica remunerada ou trabalho para o próprio consumo. Entre 14 e 17 anos, entram na conta as ocupações fora destas regras:

  • aos 14 e 15 anos, só é permitido o trabalho como aprendiz;
  • aos 16 e 17 anos, só com carteira assinada, sem atividade insalubre, perigosa ou em horário noturno.

O que a pesquisa diz sobre o Bolsa Família?

Entre as crianças e adolescentes em domicílios que recebem o Bolsa Família, 4,4% estavam em trabalho infantil em 2025, contra 4% na população total. A distância já foi maior: em 2016 eram 7,3% e 5,2%. De 2016 a 2025, o número de crianças em trabalho infantil nas famílias do programa caiu 41%, e o total do país, 29%. A renda per capita dessas famílias era de R$ 660, contra R$ 1.990 nas que não recebem o benefício.

Como denunciar trabalho infantil no DF?

A denúncia pode ser feita pelo Disque 100, que funciona 24 horas e aceita relato anônimo. Também é possível procurar o Conselho Tutelar da região ou registrar a situação no site do Ministério Público do Trabalho. Escolas têm o dever de comunicar os casos, como explica a matéria sobre como as escolas devem comunicar trabalho infantil.

Os números desta matéria são nacionais: a divulgação do IBGE trazida pela Agência Brasil não detalhou o recorte do Distrito Federal. A tabela por unidade da federação está nas tabelas da pesquisa, no portal do IBGE.

Informações conferidas em 17/10/2026 na divulgação da Pnad pelo IBGE, publicada pela Agência Brasil.

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